Postado por José Luiz Jorge | outubro - 10 - 2011 | 31 Comentários

Trabalhando e criando cavalos há décadas, percebemos que manejo de equinos confinados, treinamento, nutrição, vacinação e também a reprodução são questões constantes nas consultas que recebemos. Este artigo é uma importante contribuição agora que está iniciando mais uma temporada de monta ou de fertilização de éguas.

QUANDO INICIAR O ANIMAL NA VIDA REPRODUTIVA

Os potros entram na puberdade aos 18 meses de idade, mas só devem ser iniciados na reprodução após os 30 meses de vida. As fêmeas devem ser cobertas, pela primeira vez, a partir dos 3 anos de idade, para que o primeiro parto ocorra entre os 4 anos e 4 anos e meio, quando a égua está madura e tem seu completo desenvolvimento. O pico de maturidade e fertilidade das fêmeas ocorre entre os 4 e 15 anos, e os machos podem estar férteis até os 24 anos em média.
Geralmente as éguas só aceitam serem cobertas durante o cio, período que estão preparadas para serem fertilizadas. O cio ocorre, em média, a cada 21 dias, dura de 7 a 9 dias, e a ovulação* ocorre mais ou menos 2 a 3 dias antes do término do cio.
(*)ovulação é o período fértil propriamente dito, quando o óvulo está pronto para ser fecundado, por isso quando ela começa a aceitar o cavalo, a monta deve ser repetida três vezes com intervalos de uma dois dias entre uma cobertura e outra.
A égua dá sinais de cio característicos, ela fica mais agitada, procura o macho, há aumento no número de micções, a vulva fica mais congestionada e faz um movimento de abrir e fechar, a cauda fica levemente levantada, diminui o apetite. A urina apresenta um odor característico que atrai o macho.
Os machos reprodutores por sua vez, ficam agitados encurvam o pescoço, ora inalam o ar profundamente e levantam o pescoço e a cabeça expondo os dentes fechados e dobrando o lábio superior sobre as narinas, para apreender e reter o cheiro do feronômio exalado pelas éguas no cio, esse comportamento é denominado reflexo de Fleichmann.

ÉPOCA DO ANO

Primavera e Verão são as épocas escolhidas para a “Estação de Monta”. Coincide com o final da temporada de exposições e provas, além das melhores condições de clima e pastagem. Na primavera também ocorre o aumento da luminosidade, aumentando também a produção dos hormônios responsáveis pela reprodução. As éguas tem fotossensibilidade e ovulam quando os dias tem mais luminosidade (dias mais longos) na primavera e verão. Como a gestação de equinos dura onze meses ou 330 dias, os potros sempre nascerão em épocas de pastos mais ricos e volumosos, esse é um cuidado da Natureza para evitar nascimentos no inverno, quando os pastos estão mais secos ou rareados.
Essa concentração de nascimentos em uma determinada época do ano pode ser bem complicada. Então o ideal é “diluir” as coberturas, para que os nascimentos ocorram em diferentes semanas, facilitando o manejo, cuidados com o parto, curativos no umbigo, alimentação.

COBERTURA

Aos primeiros sinais de cio, a égua deve começar a ser rufiada, para que se detecte o dia que ela começa a “aceitar” o macho. Quando ela começar a ficar receptiva, faça a cobertura/inseminação a cada 48 horas.
Esse intervalo é suficiente, já que os espermatozóides sobrevivem por esse tempo dentro do trato reprodutivo da fêmea. Se ela ovular durante esse período, os espermatozóides estarão viáveis.
Quanto aos garanhões, evite mudanças no seu manejo. Procure sempre deixar o trato dele para o mesmo cavalariço, e esse mesmo deve levá-lo para a cobertura. Faça as coberturas nas horas mais frescas do dia, como as primeiras horas da manhã e o final de tarde.
Cada propriedade tem seu protocolo de reprodução, mas nos locais de muita demanda, o macho pode ser usado 2 vezes ao dia, até 5 a 6 vezes por semana, devendo ter pelo menos 1 dia de folga. Em locais de menor demanda, pode ser usado 3 vezes por semana, em dias alternados.

ESCOLHENDO AS MATRIZES


Teoricamente, os pais contribuem com 50% dos genes da prole cada um. Mas alguns consideram que a fêmea colabora com uma parte maior, já que esta exerce influência física e comportamental no potro, incluindo gestação, nascimento e lactação.
Por essa razão, a escolha da matriz deve ser muito cuidadosa.
Já está comprovado que mesmo éguas usadas como barriga de aluguel para transferência de embriões tem participação no desenvolvimento do produto e não mais deve ser usada qualquer fêmea, senão aquelas com boa saúde e alguma carga genética também.
A fêmea deve estar em boa condição corporal (nem magra, nem gorda), vermifugada e vacinada. O calendário de vacinação deve ser combinado com seu veterinário, mas em geral, inclui raiva, tétano, garrotilho, aborto viral, leptospirose e encefalomielite.
É muito importante analisar a maior quantidade de produtos de uma matriz, para ter certeza do melhor cruzamento. Boas matrizes têm partos sem problemas, filhos premiados e também produzem bons garanhões.

ESCOLHENDO O GARANHÃO

O animal deve, antes de tudo, registrado na Associação de sua raça, assim como a fêmea. Avalie também o maior número de filhos possível e seu pedigree. Atenção aos padrões físicos da raça.
O macho também deve ser vacinado e vermifugado, além de ser importante o laudo de um veterinário, atestando sua perfeita condição de saúde e exame andrológico (boa qualidade de espermatozóides e avaliação do trato reprodutivo).
Além de todas essas avaliações individuais dos pais, é muito importante estudar os melhores cruzamentos. Nem sempre uma boa égua e um bom garanhão têm características compatíveis. E nunca esqueça que um bom cruzamento não é nada, se não oferecer boa criação, treinamento e alimentação a esse animal, já que 50% das suas características provêm da genética e os outros 50% correspondem ao meio ambiente.
Atenção ainda ao estudo da sua genealogia, notadamente quem é a mãe do Garanhão, uma vez que os cromossos “X” que ele passa vem da sua linha baixa.

PARTE II

MÉTODOS DE COBERTURA

Há diferentes formas de reprodução nos cavalos. Discuta com seu veterinário e com outros criadores sobre qual método é mais viável para você.
Aqui vamos discutir de uma forma bem rápida algumas das vantagens e desvantagens de cada método.

COBERTURA NATURAL/ MONTA NATURAL

Vantagens: ainda é o método de maior fertilidade das éguas, podendo atingir até 70%, quando houver um bom acompanhamento.
Desvantagens: custos e riscos no transporte da égua, principalmente quando ela está com o potro ao pé. Quando a viagem é longa, a égua ainda tem que ficar “hospedada” no Haras em que foi coberta, aumentando ainda mais os custos. Em uma viagem longa, o risco de reabsorção fetal é muito grande até os 50 dias de gestação.

INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL (IA)

Consiste na coleta artificial do sêmen, que pode ser utilizado “in natura” ou diluído. Após a coleta, há deposição desse sêmen no trato genital feminino.
Vantagens: diminui o risco de doenças sexualmente transmissíveis; controle de qualidade do sêmen e da égua; aumento no número de éguas enxertadas; diminui risco de acidentes durante a monta; permite que garanhões com algum problema físico realizem coberturas.
Desvantagens: altos custos; requer total controle do cio e ovulação, para que se aumente a taxa de prenhez com uma só dose.

A IA pode ser feita com diferentes formas de conservação do sêmen:

- A Fresco: o sêmen é coletado por um veterinário através de uma “vagina artificial” e preparado. Se diluído, pode inseminar 3 a 4 éguas. Pode ser conservado por até 2 horas em temperatura ambiente, permitindo que se use um garanhão que fique em uma propriedade próxima. Claro que com o passar das horas a qualidade dos espermatozóides diminui.

- Resfriado: o sêmen é processado e diluído em uma substância contendo açúcares, lipídeos e antibióticos, e colocado em um recipiente resfriado. Deve ser conservado à temperatura de 4ºC e tem validade de 48 horas. A grande vantagem é que pode ser usado quando o garanhão está em uma propriedade longe da fêmea. Mas requer habilidade para manipulação e altos custos, além do transporte. A taxa de fertilização é de 40 a 50%, em média.

-Congelado: o sêmen é preparado e congelado a -196ºC, em tanques de nitrogênio líquido. A taxa de fertilidade não chega a 40%. Geralmente a dose desse sêmen é paga “a todo risco”, ou seja, a fêmea estando prenhe ou não. A vantagem é usar sêmen de animais importados, ou mesmo dos que já morreram.
O controle da ovulação tem que ser ainda mais rigoroso nesse método, além dos cuidados com a congelação e descongelação do sêmen. Se possível, deve-se usar um endoscópio para depositar o sêmen diretamente na entrada da trompa uterina, para aumentar a taxa de fertilidade.

Há ainda a Transferência de Embriões, quando a fertilização é feita in vitro, no laboratório e quando estiver confirmada a fecundação o embrião é transferido para uma égua (barriga de aluguel), esse método é o mais caro e pode gerar diversos irmãos próprios em diferentes localidades.

GESTAÇÃO E PARTO

Uma vez que a cobertura foi realizada ou a égua inseminada é hora de prestar atenção à gestação. 4 horas após a cobertura, o espermatozóide já está no caminho para a fecundação, e fica nas trompas até o 6º dia, quando desce para o útero novamente.
O diagnóstico da gestação pode ser feito aos 14 dias com o ultrassom e 19 dias pela palpação retal. As éguas gestantes devem ser separadas das demais, e o exame de controle por ultrassom deve ser feito mensalmente, já que o maior risco de reabsorção fetal vai até os 90 dias.
A duração de gestação de uma égua é de 330-345 dias, podendo chegar a 12 meses quando coberta por um asinino/muar. Próximo ao parto, a égua deve ser vigiada, colocada em uma baia maternidade (mais ampla), com cama limpa e mais macia. A égua demonstra alguns sinais antes de parir, a veia mamária fica intumescida ao longo do abdome, ela fica inquieta e as mamas ficam cheias de leite/colostro alguns dias antes do parto.
A maior parte dos partos ocorre à noite e, em geral, sem muitos problemas. Mesmo assim deve ser observado, e se houver qualquer dificuldade, talvez seja necessário ajudar o animal. Lembrando que éguas de primeira cria requerem atenção especial nessa hora.
Nascendo o potro, ele tem mais ou menos meia hora para ficar em pé e começar a mamar, já que o colostro é responsável por passar toda a imunidade a ele e pela absorção de bactérias indispensáveis à sua capacidade futura de digerir capim/celulose.

NUTRIÇÃO X REPRODUÇÃO

A “superalimentação” é muito comum na gestação, assim como a suplementação, muitas vezes desnecessária, já que a maior exigência nutricional da égua se dá apenas no terço final da gestação. O que sempre se esquece é que o período de maior exigência é durante a lactação. Por mais estranho que pareça, nota-se que quanto mais gorda está a égua no final da gestação, maior a perda de peso no início da lactação.
A deficiência nutricional é até menos comum nas propriedades onde se cria cavalos, mas é importante citar os problemas que pode acarretar: irregularidade no cio, cio não fértil, abortos, nascimento de potros fracos ou prematuros.
Mas o erro mais comum cometido com animais em reprodução, ainda é o excesso da proteína fornecida. Isso predispõe a um desequilíbrio hormonal, podendo reduzir os índices de fertilidade. Nas éguas gestantes, pode induzir à mortalidade embrionária.
No início da gestação, a égua pode ser alimentada com ração de animais em manutenção, com 9% de proteína LÍQUIDA*. No terço final da gestação é que esse nível deve subir para 12% de proteína LÍQUIDA*.
A mesma coisa acontece com o garanhão, já que níveis altos de proteína podem aumentar os níveis de substâncias tóxicas, aumentando o risco de alterar a qualidade dos espermatozóides. Nos garanhões em estação de monta, os níveis de proteína LÍQUIDA devem ficar entre 12 e 13 %*.
(*) Os rótulos das rações costumam indicar os níveis de Proteína BRUTA
Por isso que antes de administrar qualquer suplemento para seu cavalo usado na reprodução é essencial o auxílio de um veterinário. Há, sim, suplementos indicados durante esse período, mas nunca os ofereça por conta própria.

Artigo apoiado em texto-base da Dra. Maria Rita Fagundes

Sobre o Autor


José Luiz Jorge

José Luiz Jorge é horseman, Instrutor filiado ao CHA- Nivel 4, proprietário do Rancho São Miguel e autor do Livro Conversando sobre Cavalos.

31 Respostas até o momento.

  1. Vania Pellegrini Sales disse:

    Olá José Luiz,

    Estou encantada com seu depoimento sobre cavalos, sou uma novata no assunto, mas amo animais de paixão e sei que o cavalo entre os nossos seres espiritualizados, é um dos espíritos evoluídos entre todos os animais.
    Como gosto muito de ler, irei com certeza adquirir seu livro em breve.
    A minha pergunta é a seguinte, meu marido comprou um sítio no municipio de Guapirama-PR. Estou querendo muito um cavalo, mas claro antes quero poder fazer uma baia e saber tudo sobre ele, mas gostaria de fazer uma pergunta, já que meu enteado ganhou um mangalarga e o deixa hoje no relento, no sol, enfim, acredito que não estão dando o tratamento adequado a égua.
    Pode me dizer se eles podem ficar assim ao relento?
    Não sei porque, mas sinto que esse animal, tem que ter sua “casa”. Pode me esclarecer melhor sobre esse assunto?
    Obrigada desde já.

    Vânia

    • José Luiz Jorge disse:

      Ola Vania, obrigado por sua visita ao site e pelo comentário que voce postou, porque é útil para varias outras pessoas que tem tido a oportunidade de aproximarem-se do Cavalo, cresceu o numero de proprietários do primeiro Cavalo, e quanto mais informação, melhor para ambos. Na natureza, os cavalos vivem em manadas, são animais de grupo, e a sua emoção dominante é o medo e fuga, porque são predados e historicamente serviam como alimento a predadores. Em seus registros, em sua memória genética, nós também estamos entre seus predadores e como espécie, sempre lhes causamos dor e sofrimento. Só recentemente, em termos históricos, da sabedoria dos indios cavaleiros americanos, até hoje graças ao maior conhecimento e com a internet, a sabedoria de horsemans, verdadeiros cowboys americanos como Bill e Tom Dorrance, Buck Branaman, o show man Monty Roberts, é que o Horsemanship (relacionamento entre Homem e Cavalo, do ponto de vista do Cavalo), cresceu. Nos EUA quase todos os centros equestres e ranchos trabalham com base na doma gentil, sem violencia. Aqui começa a ser valorizado esse trabalho, que eu desenvolvo há 18 anos, Eduardo Borba e Bjarke Rink há quase 30 e alguns outros tem começado agora. Essa linguagem do Cavalo é corporal, e baseada em confiança e cooperação em vez de medo e submissão.
      Quanto à sua questão especifica: O nosso manejo deve aproximar-se o mais possivel do natural. Se fizer instalações de baias, as mesmas devem ter dimensões adequadas, cuidados diarios com as camas, de boa serragem sem pó, ou mesmo emborrachadas, mas secas e limpas, limpeza e escovação diaria, inclusive e principalmente dos cascos, dieta balanceada, combinando quantidades de volumoso (feno ou capim) e concentrados (rações formuladas). Tem um artigo no site onde afirmo que ser proprietário de um Cavalo é assumir uma grande responsabilidade, porque mesmo grandes são sensíveis e delicados e sua fisiologia, seu sistema digestivo, seus dentes, precisam de atenção, uma vez que o regime de baia é anti-natural. cavalos em baias precisam ser trabalhados diariamente, em um redondel ou piquete, tanto em liberdade, quanto na guia, como montados pelo menos a cada dois ou tres dias. Do ponto de vista da saude dele, ficar no pasto, desde que o mesmo seja de feno ou gramineas, (não de brachiária), nem misturado com gado, limpo e livre de infestação de carrapatos, é muito melhor.
      Mas, além dessas condições o pasto deve ter uma sombra onde ele possa se abrigar de sol causticante e de chuvas muito fortes, e deve ter oferta de água fresca à vontade. essa condição é a primeira. nada de deixar um tambor de água esquentando de dia e gelando a noite, agua que é trocada de vez em quando. Isso não. E mesmo se estiver no campo, precisa ser treinado a ser trazido junto e a ter contato, a ser cabresteado e também montado, como disse antes, do contrário dará muito trabalho quando quiserem utilizá-lo ou mesmo conviver com ele.
      Mangalargas (chamados de paulistas), são ótimos cavalos, mas a raça Mangalarga, por infusão de sangue inglês no passado, fez com que tenham um temperamento sanguíneo (quente) e por isso precisam de muito trabalho, escovação, convivencia. Se for um Mangalarga Marchador (mineiro), tem temperamento mais calmo, mas qualquer cavalo precisa das indicações que dei acima para voces usufruirem do convivio, com segurança e felicidade para ambos.

  2. Mário Augusto Domiciano disse:

    Olá Jorge!Gostaria de saber se é possível uma égua apresentar cio mesmo estando prenha.

    • José Luiz Jorge disse:

      Ola Augusto, obrigado pela visita ao nosso site e pela questão.
      voce não me falou qual a idade da égua, quanto tempo passou desde a cobrição, se a cobertura foi feita em cio na estação de monta ou já fora dela. Também não me falou de qual região do Brasil voce é, quero dizer se é um lugar quente e com dias bem claros ou não, porque o cio fértil depende da luz do dia,ou no verão com dias mais longos. A sensibilidade à essa claridade libera um hormonio que por sua vez informa, estamos no verão, e libera o óvulo para a prenhez.
      Voce sabe que não nascem cavalos no inverno em lugar nenhum do mundo, isso é a natureza sabe que com onze meses de gestação o potro nascerá em época de dias quentes e chuva com pastos fartos.
      As éguas entram no cio com liberação de óvulo de um de seus ovários, a cada 21 dias, no periodo quente, de dias mais longos e iluminados, ou seja da primavera ao fim do verão.
      Respondendo sua pergunta, em tese não. Não entra no cio com prenhez, como em qualquer gestação. Aqui no entanto há dois anos tivemos um caso estranho que fez com que eu mudasse procedimentos. Cobrimos uma égua com mais de 15 anos. Foi feito um exame e ela dada como prenhe. passados tres meses ela deu sinal de cio. passamos o cavalo novamente e ela aceitou. não entrou mais no cio e passados apenas 8 meses da segunda cobertura o potro nasceu. Claro, ela estava prenhe quando ciou de novo. Resultado é que o tempo de gestação comunicado pela segunda vez à associação da raça, não foi dado registro por causa do erro do tempo de gestação, tive que fazer uma carta corrigindo e pagar a diferença pela comunicação de cobrição por tempo errado;
      A partir disso passamos a fazer mais de um exame, não só o de toque. há a opção de um ultrassom de campo e exame de urina tb.
      Consultei um especialista no assunto e descobri que 17% das éguas mesmo prenhezes dão sinais de cio, um cio curto de 24 horas, no entanto este cio, estando ela prenhe não terá ovulação e voce não deve passar de novo o cavalo nela, ou inseminar. ela irá resistir ao cavalo e se aceitar pode causar aborto em muitos casos.
      Éguas prenhes geralmente não entram novamente no cio, embora estudos tenham descoberto que cerca de 17 % das éguas prenhes mostram sinais de cio. Isso é mais comum em éguas esperando seu primeiro potro. Geralmente, esse “falso cio” será um período anormal, não durando mais que 24 horas. Se uma cobertura for tentada, a égua, na maioria das vezes, se mostrará receptiva até o último momento, e então, resistirá vigorosamente. Se a cobertura for forçada nessa época, é possível causar um aborto.
      Embora existam testes laboratoriais para ajudar a diagnosticar a prenhez da égua, como disse acima, um exame retal, por onde ele internamente irá alcançar o atraves da parede, o utero e deve ser realizado por um veterinário de eqüinos, experiente, não é somente mais seguro, mas também pode ser feito mais cedo e, em geral, com mais precisão, além de ser mais barato. Isso pode ser feito qualquer época passados 35 dias da cobertura. Nesse toque ele ira observar que o colo do utero estará fechado.
      A prenhez pode ser detectada na égua, por volta de 18 a 20 dias, usando-se ultra-som.
      Para calcular a data do nascimento é simples. O período médio de gestação da égua é de 330 a 345 dias. Basta subtrair um mês da data de cobertura e somar 10 dias (por exemplo, se a data da cobertura é 15 de outubro (primavera), a data do nascimento será 15 de setembro mais 10 dias, o que será 25 de setembro).

  3. Mário Augusto Domiciano disse:

    Caro José Jorge,muito obrigado pela rápida atenção que destes à minha pergunta;e a respeito da égua em questão ela tem entre 10 e12 anos e foi coberta à 7 meses atrás,ou seja em plena estação de monta.Quanto a mim moro no interior do estado do espírito santo,numa região de clima bem quente que se chama vila verde, município de pancas.Essa égua apresentou esse sinal de cio após uma cavalgada que fiz com ela a passo, bem devagar de + ou – uns 13 km;até então ela rejeitava a aproximação do garanhão,e logo após essa cavalgada e um descanso de umas 6 horas ela se encostou perto da baia do garanhão com a cauda alta mostrando sinal de cio.Passei o cavalo nela e ela aceitou e no outro dia bem cedinho tornou aceitar,e depois se aquietou.O que devo fazer?E aproveitando a oportunidade quero lhe falar também a respeito do meu garanhão que cerca de uns 7 dias atrás amanheceu com um inchaço indolor próximo ao umbigo;fiz um tratamento local com calminéx e a inchação sumiu um pouco.Não encontrei nenhum sinal de ferimento no local da inchação.O garanhão se encontra sob o regime de baia.O que você acha que pode ser,e o que devo fazer?Certo de sua atenção desde já agradeço.
    Mário Augusto Domiciano.

  4. everton rovaris disse:

    ola amigo, bom tenho uma egua puro sangue criola , e gostaria de esclarecer algumas duvidas pode ela nao estar prenha e ter um ubre meio inchado e se apertar sair leite??

    outro detalhe e um animal de 13 anos , eu ando laço corro provas com ela , nao manca nada , porem tipo dentro da cacheira , se mecher nala do tipo rodar em volta , e no silencio escuto uns estalos , sao ossos?? ou nervos?? seria quem sabe um posivel problema.?

    e um lindo animal guloso come muito esta pelichando e engordando bem , mas tambem vejo que tem um dente quebrado na fente , isto e grave?? aguardo sua resposta muito obrigado

    • José Luiz Jorge disse:

      > Olá Everton
      > Obrigado pela visita ao site e pelas questões que nos mandou.
      >
      > Vamos lá… é raro, mas sim em alguns casos é possível uma disfunção hormonal e ela mojar, como se diz, encher o úbere.
      > Vc não mencionou mas se tiver na propriedade outras éguas com potros ao pé, ela pode querer adotar um potro de outra e se for isso tome cuidado porque elas podem se machucar sem querer ou machucar algum potro.
      > É recomendável que chame um médico para fazer toque no útero dela e ver se está fechado ou mesmo hoje já tem exames de sangue e ou urina que comprovam a gestação. Mas na fase de encher o úbere já seria o ultimo mês e ela deveria estar barriguda e com a barriga já baixa, fazendo uma curva no abdômen – vc encostando a mão no flanco por um tempo já sentiria o potro mexendo, e por fim, ao longo de todo abdômen uma veia chamada mamaria viria lá de trás até quase os codilhos, “embaixo do braço”, esse um sinal que o parto está próximo.
      > Só o leite sem os outros sinais pode ser aquilo que mencionei no inicio.
      >
      > 2) quanto aos estalos nas juntas do cavalo de laço, sim pode ser fruto de anos de esforço, talvez sem a devida proteção, ele deve competir com ligas de trabalho e depois dele, dar duchas nas articulações, e quando estiver seco, dormir com ligas de descanso. Deve ter períodos de lazer para andar no piquete solto e se exercitar leve e naturalmente. Vc também deve chamar o medico para olhar se já há danos na ligação do tendão com os ossos e pode ser que ele receite uma medicação para articulações, tipo condroton,…
      > 3)todo dente tem sua função, se o incisivo, da frente, e ele estivesse em regime de pasto atrapalharia porque é o que ele usa para cortar o capim do chão, quando é de baia e é servido feno e ração o incisivo tem menos serviço, mas fica estranha a aparência e pode ser que ele sinta dores. De novo, um veterinário com os equipamentos certos pode arrumar limando a parte quebrada e deixando ele certo e mais curto, dentes de cavalo crescem com a idade e durante toda a vida, como os cascos, só que o uso diário e o desgaste não deixam eles ficarem enormes, mas você ve bem a diferença de tamanho dos dentes da frente, entre os dentes de um potranco de três anos e um cavalo de 16
      >
      > Abraço
      > Boas cavalgadas
      > Jose Luiz

  5. Samantha Maria Elias disse:

    Bom dia José!
    Tenho um potro Mangalarga de 22 meses de idade, e gostaria de saber se é aconselhavel cruza-lo com uma égua de 6 anos! E se não, quais são as desvantagens?

    • José Luiz Jorge disse:

      Bom dia Samantha,
      Em tese não haveria grave obstáculo a isso. Mas, como não temos a pressão existente sobre cavalos de corrida (PSI), ou de provas como o potro do futuro no Crioulo, não vejo porque iniciar o seu potro precocemente em qualquer atividade, inclusive a de padreador.
      Aqui eu escolarizo em todas as atividades os potros entre 30 e 36 meses. Creio que é por esta razão, por exemplo, que a Associação dos Criadores do Mangalarga Marchador também só faz a resenha e marca para o Registro Definitivo cavalos e éguas com 3 anos de idade. Sem o Registro Definitivo, na raça que eu crio eles não podem ser reprodutores e não podem ter filhos registrados.
      Não sei se o seu objetivo é ser criadora, ter cavalos oficialmente na raça que voce escolheu. Se for, creio que o Mangalarga também tem essa regra no seu SRG (Serviço de Registro Genealogico), de nao aceitar potros de cavalos sem o Definitivo.
      Falando do ponto de vista da natureza do cavalo, de seu comportamento, não sei aos 22 meses vocês já iniciaram o cavalo, se ele está “domado” e montado. Cobrir éguas antes da escolarização eu não recomendo também. Nessa idade, antes de dois anos, o potro ainda é e ve as coisas como ” adolescente”, não está mentalmente formado como cavalo de sela, trabalho, lazer.
      Bilogicamente, na natureza, quando vivem em manadas, sempre os garanhões jovens tem de aguardar sua vez e em muitas delas o garanhão daquela manada o afasta e expulsa do grupo e era comum ver grupos de machos solteiros (entre 20 e 36 meses) esperando a oportunidade de reunir algumas femeas jovens desgarradas de outras manadas para formar sua “familia”.
      Há medicos que dizem que o semen nessa idade ainda não estaria maduro, porque os testiculos ainda estariam em processo de desenvolvimento, em muitos cavalos eles nem desceram para a bolsa, mas há potros precoces e prontos.
      Portanto, existem varios fatores a considerar e ao mesmo tempo que, em tese, seria possível a cobertura, eu pessoalmente não aconselho e não faço isso aqui na nossa criação.
      bom trabalho a vc com seus cavalos.

  6. jessica disse:

    OI José Luiz ,tenho 11anos e sou apaixonada por cavalos, por isso meu pai que também se chama José luiz, me deu de presente uma egua, que eu posso dizer que foi o melhor presente da minha vida.Ela esta prenha e já estou sonhando com o dia que o potro vai nascer, quero estar por perto pois é super emocionante.quero o bem estar dela, por isso tenho uma preocupação, pois ela vive na baia e eu sei que isso não faz bem,gostaria de saber como amenisar este problema. Te agradeço muito se me responder. obrigado desde já.

  7. Rafael de Souza Melo disse:

    tenho uma égua mangalarga, e ela tem um poltro de 50 dias, então gostaria de saber até quando essa égua ficará ni cio, ou se já acabou, pois acabei por adquirí-la, e o antigo proprietário não cuidava muito bem dela, nem mesmo a colocou para ser acorbetada. Ainda tenho chance de cobri-la com um garanhão? Muito grato.

    • José Luiz Jorge disse:

      Ola Rafael, após o parto costuma ocorrer um cio no sétimo dia. Muitos criadores aproveitam esse cio e cobrem novamente a égua que será profundamente desgastada e para não cair demais, exigirá uma forte suplementação alimentar, com muita proteina, porque ela terá de amamentar bem e com qualidade o potro e ao mesmo tempo gerar um novo filho forte e saudável.

      Aqui criamos Mangalarga Marchador e assim que uma egua pari ela fica esse ano cuidando da cria e pode ser ou coberta no ano seguinte, na minha experiencia, não precisamos impor um ritmo de industria na criação, mas é apenas a minha visáo. depois de 6 meses, ela pára de amamentar, levanta e seis meses depois, saudavel e forte é coberta para gerar outro bom produto.

      Voltando à sua questão; se perdeu o cio do 7o. dia., ela pode entrar de novo 21 dias depois e nessa fase do verão, em media a cada 21 dias ela pode ciclar. Caso ela não de sinal de cio, (levantar a cauda, urinar pouca quantidade e cheia de muco, e piscar muitas vezes a vulva), então voce pode aplicar um produto “ciosin” 1ml no musculo.

      quando ela estiver no cio, e vc for utilizar monta natural, ou seja, passar o cavalo nela, voce deve cobrir um dia, pula o seguinte, cobre no terceiro, pula um e volta com o cavalo a terceira vez. se ela tiver pego na segunda monta ela já ira rejeitar a terceira vez. Se for utilizar inseminação artificial, deve recorrer a um veterinario especializado – ele fará todos os controles da ovulação, e definirá o melhor momento de inseminar.
      Boa sorte com a criação

  8. roger bayer disse:

    Boa tarde Jose Luiz!
    Tenho uma egua de 4 anos está com o ubre inchado e corre leite,consigo tira leite, está com uma barriga grande, ela pode está prenha?
    quando eu comprei não era para esta.

    desde agradeço.

    • José Luiz Jorge disse:

      Caro Roger
      Tudo indica que esteja prenhez, sim. Muitas vezes o pessoal deixa a campo e não controla se algum garanhão ou potranco cobre as éguas.
      Observe se a partir do ubere até o parte frontal do peito aparece um inchaço longo e entumescido, é a veia mamária e ela indica a proximidade do parto. Mas como deve ser o primeiro parto pode não aparecer a veia mamária.
      mantenha-a calma e solta de dia e numa cama fofa em uma baia espaçosa, se tiver essa condição, se for mantida a campo, um piquete seguro mais plano, sem buracos ou barrancos, e com bom capim. de preferencia com algum abrigo natural, boa sombra, bambuzeiro limpo, etc
      e observe-a diariamente. São raros, mas não impossíveis casos de gestação psicológica. e na dúvida recorra a um veterinário da sua confiança que pode realizar um toque ou um ultrassom a campo mesmo. Boa sorte com a égua.

  9. roger bayer disse:

    muito obrigado,pela ajuda.

  10. Marcelo William disse:

    Ola :)
    Viiu Minha duvida e o seguinte ,Meu Amigo tem uma Egua manga larga paulista ,ela esta com cria , ta nu 5 mes da gestacao , tipo ele nao maltrata nada a egua nada ,Mais ele vai fazer uma viajeem cm ela galopando em uma romaria 50km d viagem ,tem algum risco da egua perde a cria ?mesmu qu ele va parando pra egua descanca ?

  11. Valdemir disse:

    Ola José Luiz.
    Sou de Gravatai RS e tenho um garanhão da raça crioula de 19 anos, o procedimento para cobertura com ele pode ser normal, ou seja, duas vezes ao dia e a cada 48 horas, pois coloco ele na égua e passado poucos minutos ele quer cobrila novamente e após a primeira monta ele tem se mostrado muito inquieto e a procura da égua, como devo procedir?

  12. José Luiz Jorge disse:

    Bom dia Marcio, desculpe a demora em te responder. É que o aviso do comentário passou despercebido na caixa de cartas. Hoje quando fui responder outro comentário vi que tinha um pendente. Bom já passou quase um mês, e a primeira é para estar chegando ao decimo mês. A gestação de 330 dias, (cerca de 11 meses), pode se for primeira criar ter uma variação para mais ou menos entre dez e quinze. O ultrassom se foi bem feito e bem lido é para ser exato. Nesse período que passou estávamos no outono-inverno época em que as éguas não entram no cio, ou se entrarem não é cio fértil, é sem óvulo, na maioria das regiões, ela engravida entre a primavera e verão para o potro nascer numa época mais quente, úmida, com pastos melhores no ano seguinte. Há exceções no norte e nordeste porque lá a época de chuvas e pastos bons segue quase o mesmo tempo da América do Norte, quando a primavera e verão deles coincide com nosso inverno no sul, sudeste e centro oeste, época de menos chuva e pastos mais secos. Se agora na entrada da primavera a primeira voltar a dar sina de cio, cauda para cima, irritabilidade, fluxos curtos de uma “urina” mais grossa seguida da vulva piscando, ela sim estava vazia e você deve proteger as costas dela com uma manta grossa na hora que o cavalo for subir, porque ele se agarra com a boca e pode machucar as costas dela perto da cernelha e com um baixeiro grosso ele vai morder o baixeiro. Nesse caso você passa ele três vezes, pode ser três dias seguidos ou alternando um entre uma subida e outra da segunda para a terceira. A primeira monta dificilmente emprenha. Antes da monte higienize o pênis do cavalo e a égua porque muitos abortos ocorrem por contaminação de bactérias na hora do coito.
    Nos primeiros meses cuidado com medicações, não de vermífugos e outros que podem ser abortivos.
    Se ao contrário, houve equivoco no ultrassom e ele está de fato prenhe, de agora em diante começa a mojar, começa a encher o úbere e a veia mamária e ela chega a formar um cordão na barriga. Se for esse o caso, é normal apesar do aspecto estranho, faça umas duchas leves no úbere e cuide de onde ela vai parir, se no campo, veja se tem uma área de sombra longe de cercas, de barrancos, de buracos, etc.
    A barriga de prenhez é diferente da comum, de pasto, ela fica maior do lado esquerdo, os movimentos da égua conforme vai chegando o terço final da gestação ficam mais pesados, mais lentos, elas não devem trabalhar entre o oitavo e decimo primeiro mês, só caminhar soltas. Éguas jovens costumam mostrar menos a tradicional barriga de gestação que só vai mesmo descer do decimo para o decimo primeiro mes.
    Rolar no chão é um comportamento dos cavalos, quando estão felizes, calmos e seguros, isso é espojar, um jeito de coçar as costas, que pode ser ajudado com uma rasqueadeira e escova que eles gostam muito.
    boa sorte e depois me conte se estavam mesmo cheias e nasceram.

  13. felipe queiroz disse:

    Ola josé, belo depoimento!
    A minha duvida é a seguinte, fui para a roça dia 18/01 para apartar meu potro da egua, pois ele tinha acabado de completar 9 meses, e percebi que a egua estava no cio, aceitando a monta, queria saber se ainda tem chance dela entrar em cio fertil e que dia seria mais ou menos. Alem disso estava pensando em dar um vermifogo para ela, pois o ultimo foi quando o potro nasceu e se nao afetaria no cio?
    obrigado pela atençao!

    • José Luiz Jorge disse:

      Ola Felipe, obrigado pela visita, pelo comentário e pelas perguntas. Estamos agora em plena estação de monta, que vai da primavera ao fim do verão. Dias mais longos, com mais luz, estimulam a ovulação, porque as éguas, com gestação de onze meses não dão a luz naturalmente no inverno. A natureza as equipou com essa foto sensibilidade, e elas sabem que dias mais longos, quentes, período chuvoso é quando os pastos são mais abundantes e fartos e esse cuidado natural é para que não nasçam potros em época de seca e falta de comida. Isso na natureza. O homem altera essas coisas com injeções de hormônios, cio induzido, coleta de óvulos, transferência de embriões, etc.
      No caso da sua égua, ela sendo fértil, entrará no cio em media a cada 21 dias e os sinais físicos são claros. Uns dias antes elas podem ficar irritadas, mesmo éguas calmas brigam com outras a campo, e no dia certo, a cauda se levanta a todo momento, ela abre as patas traseiras, urina em pequenos jatos um liquido mais claro e mais viscoso que a urina normal e a vulva fica piscando. O cavalo, em monta natural, deve ser passado nela, três a 4 vezes, a primeira ajuda a estimular a ovulação, e com intervalos de cerca de 24 hs passar novamente. A égua não deve trabalhar no mês seguinte, nem sofrer estresse, pois pode absorver o feto, não deve ser vermifugada nos primeiros três e nos últimos três meses de gestação – se você o vermífugo antes da cobertura não há contra indicação pois não afeta a produção hormonal para o cio.
      se ela não estiver dando sinais de cio nos próximos 21 dias após a cobertura há forte indicio de ter emprenhado. mais para frente pode ser passado um Ultrassom a campo, e depois dos três meses um vet especializado faz toque e ve se o colo do útero esta fechado.
      se no entano chegar ao fim de fevereiro, inicio de março sem cio e ela não foi coberta, pode-se aplicar com orientação do medico 1 ml do hormônio para estimular o cio, mas vc deve fazer isso com a devida orientação profissional.
      Interessante observar se o potro de 9 meses ainda não desceu os testículos, porque há casos de animais que amadurecem mais cedo e nesse caso, mas é raro, ele pode ter coberto a mãe, o que não é desejável. aqui apartamos os potros aos seis meses.
      boa sorte

  14. Marcos disse:

    Olá José Luiz,parabéns pelo ótimo depoimento.
    Gostaria de saber se uma égua pode dar cria 3 vezes consecutivas por ano,ou se é bom dar um tempo para colocar novamente.
    Obrigado Marcos

    • José Luiz Jorge disse:

      Marcos, agradeço sua visita ao site e seu comentário. Em tese sim, na idade fértil ela poderia dar a luz seguidas vezes, em idade produtiva. No entanto, eu enfoco a criação com um sentido de preservação do bem estar animal. Muitos criadores aproveitam o cio do sétimo dia após o parto e cobrem ou inseminam. Eu não critico. No entanto aqui atuo de modo diferente, pois mesmo com suplementação alimentar intensa, ela precisa nutrir bem o potro ao pé, pelo menos durante cinco a seis meses, precisa se manter bem, com imunidade alta e isso já é muito. Agora se estiver gestando uma nova prenhez enquanto amamente, na minha forma de ver as coisas, um dos três irá perder, ou ela, ou o potro ao pé ou o desenvolvimento do novo potro em gestação. Costumo brincar de que não precisamos ser uma “indústria do cavalo”, isso porque foco um manejo mais próximo possível do natural. Com os recursos da inseminação artificial, da transferência de embrião, já é possível extrair óvulos de uma mesma égua e utilizar éguas receptoras para gestar, assim, você tem mais filhos de uma mesma matriz, sem desgastá-la com partos seguidos. Bom trabalho com sua criação.

  15. anderson disse:

    minha egua ja esta cruzada a aproximadamente 5 meses e ela ainda esta cruzando queria saber o porque

    • José Luiz Jorge disse:

      Ola Anderson, se voce puder da uma lida umas respostas acima. No quinto mes a égua dá sinal de cio, e não se deve passar o cavalo de novo pois pode lesionar ou até matar o potro. chamamos cio de encabelamento do potro. Muitas eguas, até por estarem prenhez não aceitam o cavalo nesse momento. O correto quando cobre-se a égua é chamar um veterinario para fazer o exame de toque, que pode ser repetido atraves de toque retal no quinto mes, quando ele apalpará o útero que tem uma consistencia semlhante a uma bola de basquete, ele começa a descer com o peso do potro. O ideal mesmo seria um exame de ultrassom a campo, mas muitas vezes esse recurso ainda não está disposnivel em todos os locais.

  16. Bruno Cardoso Pertico disse:

    olá José Luis, tenho uma égua pampa de 7 anos quando compre o ex dono disse q ela estava prenhe de um jumento e que a gestação já estava com 3 meses já faz 8 meses que eu estou com ela ela esta gorda e na entrou no cio mas parece que a bariga n mudou muito de quando eu comprei eu gostaria de saber se existe éguas que n mostram muito a barriga? e qual o tempo da gestação de uma égua enxertada de jumento e de cavalo

    • José Luiz Jorge disse:

      Boa Noite Bruno, obrigado pela visita ao site e pela questão, importante, não apenas para Voce, mas com certeza é um duvida comum a muita gente que se depara com uma situação nova, sim, porque cada égua, e mesmo cada gestação tem suas particularidades, afinal cada animal é único.
      Ela deve mesmo estar prenhe do jumento, já que desde então não deu mais sinais de cio. A gestão dos equinos e muares é de onze meses, 330 dias aproximadamente, com variação de dez a mais ou dez menos. Fatores, como ser primeira cria, (não sei se é o caso dela), fazem com que ela “mostre menos a barriga”, mas quando estiver perto de parir, a barriga deve descer, o úbere enche e uma veia, a mamária, sai desde o úbere e desce inchada ao longo do abdomem. quando esses sinais estiverem claros, a cria deve nascer na próxima mudança de lua, (apenas como referencia para voce).
      Outros fatores ambientais, alguma eventual insegurança, podem fazer com retarde um pouco mas se estiver mesmo prenhe é inevitável ele sair em breve. Cuidados como não te aplicado vermifugos nos ultimos tres meses, são importantes, além de reforçar a alimentação e a suplementação de sal mineral para equinos também.
      Ela deve movimentar-se sozinha em piquete, um exercicio natural e bem leve se ela viver confinada em baia são uteis e necessários.
      Se nos proximos dias, nenhum desses sinais mencionados aparecer, chame um veterinario da sua regiao, de preferencia com pratica com cavalos e peça a ele fazer um toque ou até um Ultrassom a campo, para avaliar o tempo correto da gestação e saude do potro que vai nascer. Isso é mais do que recomendavel.
      boa sorte e mande noticias do parto quando acontecer.
      abcs
      Jose Luiz

  17. Bruno Cardoso Pertico disse:

    Jose Luis, mais pra frente mando noticias obrigado pela resposta.

  18. romerjan cozer disse:

    tenho uma egua ja velha e ela ta no ciu coloquei ela no bagual sera que ela pega cria a inda sendo velha gostaria de saber.

    • José Luiz Jorge disse:

      Olá se Cozer, boa essa sua questão. No Brasil tem-se o costume de chamar de velha uma égua nem tão velha assim. Aqui as coisas sempre são mais precoces que em outras partes.
      Se a égua estiver saudavel, bem nutrida, forte, ela pode sim gerar uma nova cria e boa. Tenho aqui nesse momento uma égua prenhe com 22 anos e uma com 19. Mas, nessa idade recomenda-se que se retire por um veterinario especialista, os óvulos dela, enxerte fora (in vitro) e se faça uma transferência de embrião para uma egua jovem, barriga de aluguel. Esse procedimento deve seguir um protocolo do seu medico veterinario, e se a sua égua estiver nessa faixa de idade acima dos 20 anos e pegar a cria, considere como a ultima ou uma das ultimas gestações naturais, dele, apesar de eu ja ter visto garanhões com 27anos cobrindo e eguas com 25 anos parindo, mas elas sentem demais. Pra que desgastar tanto um animal nessa idade se já tem tecnologia para aproveitar a genetica dela, sem fazer ela gestar o potro? Boa sorte.

  19. valcedir belleboni disse:

    gostaria de saber que dia que minha égua vai parir, foi colocado do garanhao hoje dia 16 de setembro de 2014.desde ja agradeço se for atendido.

    • José Luiz Jorge disse:

      Olá Valdecir, obrigado pela visita ao site e pela questão enviada. A gestação é em média de 330 dias. pode variar com fatores como clima, nutrição, primeira gestação ou não. Por isso falamos em média. Pode adiantar dez dias ou atrasar dez dias. Desse modo, 330 dias daria 15 de agosto de 2015, e voce pode considerar como normal o parto entre 6 de agosto e 26 de agosto.
      Atenção a alguns detalhes. Nos primeiros tres meses de prenhez, evite expor a égua a trabalhos muito fortes, evite longas distancias, não aplique vermifugos nessa fase.
      no quinto mes, ela pode dar sinal de cio por um dia, chamamos na roça, cio de encabelamento do potro, não se assuste e não passe cavalo nessa época nela. Nos tres ultimos meses, fim de maio, junho e julho, tome com ela os mesmos cuidados do início, não montando mais, mantendo ela solta em piquetes para movimentação natural. Nesse onze meses reforce o trato, optando por ração especial para éguas de cria, ou passe alfafa ou aveia, além do feno (capim), boa sorte e conta pra gente como estará o desenvolvimento da gestação e desejo um bom exito na cria.