Postado por José Luiz Jorge | Fevereiro - 14 - 2011 | 121 Comentários

* por José Luiz Jorge
(baseado no trabalho de Oscar Scarpatti)

O mestre da “Doma Índia”, o argentino Oscar Scarpatti deu ao mundo do Cavalo uma contribuição importante na formação do Cavalo de sela, trabalho ou esporte. Ele nos fala sobre como e por que “fazer a boca do cavalo” e a musculatura de nuca e pescoço, antes de se iniciar a chamada “doma de cima” ou o trabalho montado.
Na feitura da boca do cavalo temos de ter um cuidado especial, já que é uma das principais aptidões a ser levada em conta quando se analisar um cavalo.
Podemos ter um animal morfologicamente perfeito, de caráter normal e outras qualidades que, mesmo sendo ótimas e importantes, se o cavalo não tiver uma boa boca, e não tivermos facilidade em sua condução, ou se ele não for dócil a um leve toque na rédea, não nos serve para muita coisa. Além do que, pode ser tornar perigoso montar em um animal com esse comportamento.
Um cavalo bom de boca traz umas das qualidades mais destacadas porque é através desses comandos de equitação que conduzimos toda a potência e obtemos o melhor desempenho dele.
A comunicação que se pode obter entre cavalo e cavaleiro depende de uma sintonia fina, entre a nossa mão e boca, o que se dá por meio de sutis sinais transmitidos pelas rédeas. É tão ampla essa gama de sinais que surpreende e demonstra uma tremenda sensibilidade para a qual temos que estar muito conscientes e preparados.
A velha teoria que diz que o Cavalo tem que obedecer pela força e pela dor é infundada e além disso é um absurdo.
Por outro lado, nenhum destes meios brutais, sem consideração e carentes de cuidado dão resultados a médio ou longo prazo. Talvez a curto prazo funcione, enquanto a boca do pobre animal mantém a sensibilidade normal. Porém logo depois de repetidos erros colocados em pratica todos os dias chegaremos à uma dessensibilização pela formação de calos da mucosa bucal e a conseguinte resposta do Cavalo que manifesta um claro incomodo passando a língua sobre o freio e ou colocando-a para fora da boca.
Também se pode ver que alguns cavalos sacodem a cabeça para os lados ou de cima para baixo, mordem ou tratam de tentar morder a embocadura, apertam as mandíbulas com força. Isto traz junto outro sério problema que em geral é atribuído à boca; a rigidez da nuca pela contração da musculatura do pescoço que se inserta na cabeça, que termina agarrotando-se junto com a zona do maxilar inferior.

Colocação do bridão

Logo depois de tomar contato com o potro e em pleno trabalho da dessenbilização, o Horseman pode começar a construir a boca de seu potro. Recordemos que para ele tudo é novidade, desconhecido; que tudo deve ser proporcionado a seu estado e devemos ser cuidadosos não só “no que fazemos” já que é tão importante quanto o “como o fazemos”.
Devemos saber o que buscamos. Isto é o essencial: o que se pretende é ir acostumando nosso cavalo para que aceite que lhe introduzamos na boca uma embocadura com uma cabeçada para sustentá-lo. Primeiro lhes causará incômodo, porém logo a seguir ele terminará por aceitá-lo, sempre e quando não fizermos esse procedimento inicial com muito cuidado e objetividade ao mesmo tempo, podemos cometer erros como causar-lhe dores ou desconforto que não possa suportar.
Lembrem-se que nessa fase, a da passagem da doma de baixo para o trabalho montado, quando ele está saindo do jardim da infância e entrando na escola primnária, cada novidade precisa ser aceita e consolidada antes de se passar adiante. Subimos junto com ele, degrau por degrau da longa escada do aprendizado.
Um incômodo pode ser reduzido ao mínimo, desde que tenhamos cuidado, bom trato e recompensas, como e não deixá-la na boca mais de meia hora, nas primeiras vezes, usando a rédea longa do charreteamento presas ao selote de doma, sem acionar com força, apenas consuzindo-o com leveza, ele não nasce pronto e não vai aprender nada nas primeiras sessões, mas pode sentir dor se errarmos e aí a impressão gravada em sua mente sobre a sensação de trabalhar com embocadura será a pior possível ensejando resistências mais adiante.

Conformação da boca

Fisiologicamente a boca do Cavalo é formada pelo Espaço entre dentes, aquele trecho da mandibula sem dentes, onde exatamente passará a embocadura, a Língua, as Comissuras da boca, onde a embocadura toca sob o efeito da ação das rédeas, o lábio inferior, a Pêra ou parte posterior do lábio inferior, também conhecido como “mento”, o
Pálato (céu da boca) no qual não deveria haver nenhuma ação.

Qual é a função do trabalho da boca? A função é conseguir manejar e conduzir o Cavalo com efetividade.
Na realidade o que chamamos de boca no Cavalo, para fins de equitação, se refere especificamente ao seu maxilar inferior e à comissura dos lábios.

A boca está relacionada com a musculatura dos maxilares, o pescoço e em particular a nuca:
Como se consegue fazer-lhe a boca sem dor nem traumas, sensivelmente?
Sabendo todos os fatores que a comprometem:
Boca
Nuca
Pescoço
Força geral do animal
Equilíbrio, aí compreendido o centro de gravidade, (já que deve aprender a mover-se com outro peso além do seu próprio, basta observar o cavalo, como ele se coloca quando anda solto no campo e como muda a altura da cabeça quando tem um peso sobre a garupa. Essa colocação de cabeça tem a ver com o novo centro de gravidade para ajustar-se a um cavaleiro e também tem implicação na sua visão. Além disso deve ser considerada a Maturidade psíquica na aprendizagem. Por isso não iniciamos cavalos com menos de tres anos.

Quando começar a fazer a boca?

Quando cabresteamos o potro, no primeiro passo da doma, começamos a trabalhar na maioria dos fatores que comprometem la boca.
A sensibilidade na boca deve ser cuidada porque ante a menor dor ou trauma produz uma reação defensiva contraindo todos os músculos comprometidos no maxilar e a nuca obstruindo ou dificultando o manejo.
Um Cavalo dócil e brando de boca se pode por a perder em pouco tempo por cometer o erro de levar sempre as rédeas curtas sem deixar que estire o pescoço.
É importante saber o rol que cumprem as rédeas e a sensibilidade que devemos ter nas mãos.

Pontos de vista:

Se conseguirmos mudar certos conceitos errôneos em que se apóiam alguns dos domadores tradicionais, teremos dado passos determinadamente positivos em relação ao amansamento e docilidade de nossos cavalos.

Vamos descrever brevemente alguns aspectos:
O cavalo está recém encabrestado e por conseguinte está:
-desconfiado,
-cosquento,
-temeroso,
-espantadiço,
-chucro ou outros adjetivos que ouvimos sempre.
Vemos talvez isso, porém não fazemos nenhuma análise da psicologia do potro, porque em geral não nos colocamos no lugar dele, não admitimos o direito dele se proteger de nós e da ameaça que representamos.
Porém do ponto de vista do animal, as coisas são diametralmente opostas.
Se ele pudesse falar no nosso idioma, diria:
“Não entendo o que você quer, porque assim que começo a te ver e a ter você perto, quando está comigo me mantém prisioneiro, me tiraniza’.
Eu tenho medo de você. Tuas atitudes são de ataque’.
‘Teus gestos são angulosos, teus olhos são penetrantes’.
Depois.
‘Me dói a nuca e o pescoço, por quê me amarrou a um tronco’?
‘Me dói a boca, porque me mete um couro duro debaixo da língua, e me tiraniza’, ‘Me aperta com uma cincha e me põe alguma coisa no lombo, me parece que não posso nem respirar”.
E em realidade o que ele está dizendo em sua própria linguagem e nós o compreenderíamos perfeitamente se tivéssemos um mínimo conhecimento de sua linguagem, natureza e comportamento.
A linguagem do cavalo é corporal e ele se comunica com clareza:
- Quando nos aproximamos ele escapa. – “Tenho medo”.
- Retrai os lábios e abaixa as orelhas, arregala os olhos, mostrando a parte branca. – “Se você se aproximar mais um passo, te mordo”.
Nos aproximamos agressivamente e ele vira a sua anca. – “vou te escoicear”.
Pisoteia o chão batendo uma pata depois a outra com força, repetidas vezes – “Estou impaciente”.
O tocamos e ele retrai a pele com rapidez. – Está me fazendo cócegas.
Estira o pescoço e dirige seus olhares para os outros – está tratando de ver sinais de adrenalina.
A lista é numerosa e a poderíamos desenvolver um livro todo sobre linguagem do cavalo. De acordo com Scarpatti, “com cinqüenta anos de convivência e sistemática observação e estudo eu pude determinar com clareza a sua linguagem e isso tem sido permanentemente, a chave mestra para entender sua notável e sensível psicologia.
Um dos erros mais comuns e contraproducentes neste processo inicial é tirar o cavalo na boca. A tirada da boca quando mal se começa a doma do nosso cavalo diríamos que é a primeira coisa que nos preocupa porque está ligado a nosso interesse por dominar o cavalo e nos sentirmos seguros montados nele”. Isso é feito sempre com dor, já vi casos no Sul do Brasil de “tirarem a boca” com corrente fina passando sobre a lingua, ferindo-a gravemente.
Tenho a convicção de que uma das mais importantes virtudes que um cavalo deve ter é sua docilidade para ser manejado e conduzido. E esta ação tem que ser levada a cabo por qualquer pessoa desde uma criança até um cavaleiro experiente.
Nos primeiros momentos o cavalo não está em condições de aprender porque está muito preocupado por tudo o que está se sucedendo, pela diversidade de situações novas, que ao serem tantas e quase simultâneas que não termina por entender nenhuma. Por isso não podemos pensar que a primeira coisa que devemos fazer é acovardar o cavalo tirando-lhe a boca.
Devemos abordar a boca do cavalo como se faz com uma obra de arte. Quem quer fazer esta obra de arte deve ter profundos conhecimentos do que quer atingir e também contar com tempo suficiente para levar a cabo esta delicadíssima tarefa.
Na doma, tudo é ensinamento, porém deve ser proporcionada no tempo de cada animal, pautada e progressivamente. É um erro muito generalizado começar pela boca, fazer a boca do cavalo nas primeiras encilhadas é violento, eu diria, muito violento, e na realidade não podemos pretender ensinar nada a ninguém com violência. Fazer a boca não é um ensinamento já que não lhe demos tempo de compreender que isso é só um dos tantos exercícios que iremos lhe ensinar nos próximos meses de suas vidas.

*José Luiz Jorge é proprietário do Rancho São Miguel
Instrutor nivel 4 do CHA (Certified Horsemanship Association)
autor do livro Conversando sobre Cavalos.

Sobre o Autor


José Luiz Jorge

José Luiz Jorge é horseman, Instrutor filiado ao CHA- Nivel 4, proprietário do Rancho São Miguel e autor do Livro Conversando sobre Cavalos.

121 Respostas até o momento.

  1. tenho um ecelente cavalo de sela manga larga marchador e participo de provas de marcha mais ele carrega muito na boca ja e um cavalo maduro de ums 12 anos ja passou por varios domadores mas nehun conseguiu resutado gostaria de saber se tem soluçao ou alguma ferramanta para por na boca dele

    • José Luiz Jorge says:

      Olá Helton,
      Obrigado pela visita ao site e pela pergunta.
      Quando não estou ao lado do cavalo para observar ao vivo, preciso te fazer algumas perguntas para poder te dar uma resposta correta.
      Por exemplo, qual tipo de embocadura (de bridão) é colocado no cavalo?
      Quando vc diz, ele carrega na boca, você tá me dizendo que ele puxa pra frente , “tomando o freio”, ou ele puxa e encapota a cabeça? Ou ainda ele tenta levantar o nariz ponteando a cabeça pra cima?
      Outra coisa, você está com ele faz quanto tempo? Nesse meio tempo trocou a embocadura colocando mais pesadas, isto é, com ação mais forte?
      Como a gente sabe que a linguagem deles é pressão e alívio, e ele aprende no alívio da pressão, se no passado mantiveram pressão o tempo todo na boca, ele criou mecanismo de defender a boca dessa agressão, dessa mão pesada, e teve de encontrar um jeito daquilo não machucar demais a boca dele, e contra a pressão constante da mão do cavaleiro, ele faz pressão ao contrário para tentar se aliviar daquele tormento e ele é mais forte, dai esse trabalho todo para segurar agora.
      Estragaram a boca do cavalo, isso é um fato. Antes de recomendar isso ou aquilo preciso que vc responda o que perguntei ou se vc puder, me manda nesse e-mail uma foto dele trabalhando nessa “carregada de boca” que vc diz que ele faz. Vamos sim encontrar um meio de aliviá-lo disso, mas como em toda doma mal feita, é mais difícil refazer do começar do zero, ganhar uma confiança perdida dá mais trabalho e o cavalo precisa sentir que não vai mais doer, agora eu também acho que ele já pode ter calejado a boca e ai fica com o chamado queixo duro.
      Aguardo suas informações pra gente ir adiante.

  2. douglas says:

    tenho um cavalo pampa ele tem 4 anos ele nao e de macha e batidao tem horas q ele nao obece o freio o pessoal fala q tem q colocar abridao e verdades

  3. felipe says:

    tenho um cavalo de marcha,mais estou tendo um problema com ele !
    depois que sai com ele ele fica tomando a redia do cavaleiro ou seja pedindo embocadura ja coloquei aquelas borrachinhas do lado mais nao resolveu ! a embocadura que estou usando e bridao leve!

    o que fazer?? desde de ja agradeço!!

    • José Luiz Jorge says:

      Ola Felipe, td bem?
      nessas situações, como não conheço a historia anterior do cavalo, como foi trabalhado, o quanto ele tem sido solicitado, se sai com frequencia, penso que a gente deve examinar e excluir todas as possibilidades, por exemplo, voce tem procedido um exame da situação dos dentes, as pontas de dentes, inclusive no primeiro molar onde encaixa o bridão, causam também esse tipo de comportamento porque ao acionar a redea voce prende e pressiona a parte interna da comissura labial, (bochecha) entre o ferro da embocadura e o dente com ponta causando dor e a reação de defesa de tentar puxar a rédea para aliviar a pressão. Chama um veterinario especializado em dentes e caso não seja isso, passamos a outras possiveis causas. boa sorte.

  4. felipe says:

    mais nao e caso de dentiçao do animal nao ja chamei veterinario mais ele achou que era o bridao que estava machucando o canto da boca por isso ele se sentia encomodado. Nao e caso de dentiçao porque ele começou a fazer isso de uns tempos para ca por isso estou estranhando!!Acha que era caso de uma nova embocadura?Uma embucadura todo de borracha?
    Obrigado

  5. Magno says:

    Tenho uma potra, que uso a cada 15 ou 25 dias para correr o gado. Porém quando eu estava achando que havia dominado ela se mostrou um pouco violenta. Estava manuseando o gado, e a guiando, solicitando muito que ela virasse de um lado para outro, porém ela começou a dar rabichada e baixar a cabeça ameaçando disparar. O que faço para esse animal nao criar essa mania?
    Obriagado!!

    • José Luiz Jorge says:

      Ola amigo, é frequente que as pessoas tanto na lida, como em algumas provas (apartação), acabem pela pressa forçando a mão e pesando na boca do cavalo. Sugiro que num piquete, voce trabalhe com ela os exercicios de rédeas, que na verdade são muito mais de ajuda de pernas do que na boca do cavalo, voce sabe aquele exercicio para o cavalo spínar, ele vira em cima de uma pata de trás e roda sobre ele mesmo? então aquilo é trabalho de pernas;… outra coisa é do chão voce trabalhar a flexão de pescoço. sem o animal sair do lugar voce vem puxando a cabeça até a ponta do focinho encostar na paleta depois solta e relax, faz todos os dias uma cinco vezes, pra direita e pra esquerda, esse sem ela sair de lado. Depois, o desengajamento, também pode ser feito do chão, quando ela curva pecoço mas também desloca as patas de tras cruzando elas, dando voltas em torno de si, e esse pode ser feito montado também. voce solicita que ela vire, quando ela começa a ceder vc alivia e empurra com a sua perna de dentro. os exercicios e o trabalho temn que se tornar divertidos e uma oportunidade de aprendizado para os dois, não motivo de estresse – sofrimento e castigos que ela não vai entender porque e só vai piorar, na min ha visão ela quando dispara quer fugir de uma situação ruim, e isso mostra falta de trabalho de base na doma. boa sorte

  6. Antonio Luis Vanzin says:

    Magno, meu cavalo não deixa mais colocar o freio, quando encosta o freio na boca dele ele levanta a cabeça, empina e rejeita o freio. O que posso fazer. Foi domado há 3 meses e fiquei sem encilhar ele 1 mês.

    • José Luiz Jorge says:

      Ola Antonio Vanzim, varios fatores podem pesar nisso. o cavalo está se defendendo. desde um bridão agressivo que causou dor, até mesmo o fato de ter ficado um mes sem trabalho. cavalo recém iniciado precisa trabalhar pouco (até 30 min) mas trabalhar todos os dias. antes de ficar pior, ou de usar contenção com dor, do tipo pito (nem pense nisso), tem que reconquistar a confiança dele e fazer a doma de baixo (de chão) de novo, em um redondel e levar ele a ceitar sua liderança, te seguir, inclusive sem guia, até ele ceder a cabeça, e ai aceitar de novo a embocadura, ele foi domado com qual bridão, uma argola, leve ou começaram com bridão de lida?
      temos artigos aqui sobre o horsemanship, procure um passo a passo desta ação no redondel e ganhe a confiança do cavalo, ele precisa saber que não sentirá dor de novo. se quiser mando para seu e-mail um roteiro de trabalho de base.

  7. Fabio Stefanski says:

    Tenho uma egua de 7anos ela tava 6meses parada,sem ser emcilhada .Comecei alidar com ela notei que começou regeitar o freio e querer impinar

    • José Luiz Jorge says:

      Ola Fabio, é da natureza do cavalo preferir a liberdade e o ócio ao trabalho. seis meses sem ser montada é natural que ela queira escapar da situação. Nesse tempo ela ficou solta em pastos, ou ficou em baia (cocheira)? se em cocheira, há uma chance dela estar com pontas de dentes, que machucam a mucosa da boca espremida entre o bridão e a ponta de dente. com calma, vá eliminando as possibilidades, ao mesmo tempo que se puder e tiver um piquete ou redondel, rode ela na guia, primeiro uns 15 min por dia, depois vá aumentando o trabalho de chão (desmontado) ao longo de uma semana. Ela precisa ser recondicionada fisica e mentalmente ao trabalho, não é máquina que vc liga e sai trabalhando, ajude-a a fazer a escolha certa e torne desconfortavel a escolha errada, depois dessas sessões de trabalho de base num piquete, encilhe a égua e rode ela com a sela , porque depois de tanto tempo sem trabalho ela ainda pode querer se livrar da pressão, quando ela rodar com a sela, calma, ceder o pescoço, traga-a para perto, converse com voz calma – monte em dois tempos, colocando o pé no estribo e ficando em pé para depois passar a perna. evite ficar olhando pra cabeça dela, coloque seu foco no horizonte, respire fundo para dissipar qualquer adrenalina, e apenas toque de leve com a perna para ela sair a passo…

      • Fabio Stefanski says:

        aminha egua ta com um defeito quando saio com ela meio longe ela quer voltar e quando pucho nas redias ela quer empinar .ate no cabresto ela empina .oque eu posso fazer.

        • José Luiz Jorge says:

          Olá, li sua mensagem e creio que esse comportamento não é um defeito.
          Voce não mencionou, de quanto em quanto tempo, vc trabalha a égua, ou sai com ela. Se for a intervalos maiores do que uma semana, e nesse período entre uma visita e outra, ninguém trabalhar, mesmo que desmontado, essa atitude mais parece uma balda (comportamento não desejado), de um animal que não trabalha regularmente.
          Se for isso, você deve começar gradativamente a trabalhar com mais frequência, e no começo em distancias menores, sem agredir o animal, para que ela perceba que sua visita e a cavalgada são momentos em que acontecem coisas boas, antes de sair, escove-a, rasqueie os pelos, na volta, de um bom banho de agradecimento a ela, Com cavalos, devemos fazer com que as escolhas certas fiquem agradáveis e as erradas a gente diminui até que desapareçam.
          Devemos chegar neles de igual para igual, tentar sentir como eles sentem e percebem o contato conosco, respeitar o seu instinto de auto-preservação.
          Boas cavalgadas
          Jose Luiz

  8. ANDRÉ CALAMITA says:

    CARO AMIGO, MEU CAVALO ESTA RECEM SAIDO DA DOMA, POREM AINDA ENCONTRO DIFICULDADE EN CONDUZILO.
    ELE RESPEITA E FAZ O QUE FAÇO MAIS COM DIFICULDADE E NÃO APRESENTA RAPIDEZ NAS RESPOSTAS.
    COMO FAZER PARA Q ELE TENHA MAIOR AGILIDADE EM VIRAR PARAR E OBEDECER A MEUS COMANDOS

    • José Luiz Jorge says:

      Ola André,
      Vc não comentou qual o uso do cavalo, se provas, redeas, apartação, ou cavalgadas e passeios.
      não sei como foi a Doma, se apenas um basico para aceitar o cavaleiro ou se trabalharam ele o tempo necessário para ele aprender e fixar todas as ações. Mas posso comentar com VC que a iniciação de um cavalo é um trabalho complexo e delicado e exige um planejamento passo a passo de onde estamos (nós e ele) e onde queremos chegar.
      A iniciação (doma) ou escolarização, aqui no Rancho, demanda trabalho diário no inicio de 15 a 20 minutos dia, chegando depois entre 30 e 40 minutos.
      sempre repassamos na sessão seguinte o ultimo exercicio ou aprendizado do dia anterior. Aqui damos muita enfase na doma de baixo, no trabalho de chão que é muito negligenciado pelo país afora. Muita gente “doma”, mas limita isso ao cavalo aceitar o cavaleiro e ir pra frente. A doma de baixo permite um trabalho essencial que é o alongamento da musculatura de nuca e pescoço e o “charreteamento” do chão é quando refinamos o trabalho de comandos a um leve toque. Vc diz que seu cavalo está recem saido da Doma, mas eu não sei o que de fato foi ensinado a ele, que trabalho de base foi feito, mas imaginando que tenham feito corretamente, ele vinha de sessões diarias de trabalho. Quando vc vai montá-lo, não sei qual a frequencia que vc está montando, se toda semana, se duas vezes por semana ou todos os dias.
      É natural se houve essa quebra de ritmo, que ele ainda esteja tateando o terreno, te conhecendo, é essencial se possivel fazer algum trabalho de chão antes de montar, e quando montar, se tiver um piquete ou redondel, que vc trabalhe aqueles exercicios basicos, como reunir, desengajar, flexionar, aquecer ele antes de ir pra rua, vendo estas sessoes como um bom momento para um conhecer ao outro. Procure refinar sua sensibilidade em ler o seu cavalo, observar o que ele te diz com a linguagem corporal dele, a essa fase, chamamos de “feel” (observar, intuir). Depois vem o “timing”, que cada cavalo tem o seu. É desde aquela fração de segundo entre vc pedir (pressão) ele começar a responder e voce aliviar (para ele entender que é isso que vc quer). O Cavalo aprende no alívio da pressão. Respeitar o timing é essencial e nunca agrida o cavalo porque se ele não faz o que vc pediu, isso acontece por tres razões: não entendeu, não teve tempo de responder ou o pedido foi contraditório (exemplo – pedir uma coisa com a perna e outra diferente com as mãos ou o corpo).

  9. Graciliano says:

    Boa tarde Jose Luiz recentemente comprei uma egua e uma potra manga larga , mas a potra ainda não é docil, mas gostaria de amansa- la eu mesmo qual é a sua opinião sobre isto? E a egua não é totalmente certa de boca como faço para isto melhorar?
    obrig: graciliano mg

    • José Luiz Jorge says:

      Ola Graciliano,
      Antes de tudo seu interesse em fazer voce mesmo a iniciação ou escolarização da sua potra é um sentimento louvável. Mas voce deve se preparar para isso muito bem.
      A iniciação de um potro é uma tarefa de grande responsabilidade. Álém de preparo teorico e uma treinada sensibilidade para “ler o cavalo” voce precisa de uma noção organizada, de um passo a passo, de metodo, de disciplina, de trabalhar a potra todos os dias – de fazer a chamada doma de baixo antes, de compreender o funcionamento mental, o padrão de respostas do cavalo, para fazer do aprendizado um processo bom para ambos, sem qualquer violencia, se claro, voce optar pela filosofia do Horsemanship, um trabalho de parceria com o cavalo, partindo do ponto de vista dele, criando situações em que as escolhas certas por parte dele, fiquem faceis e as escolhas erradas, dificeis. Eu recomendo que vc faça um curso de doma, (aqui nós preparamos treinadores). Outra opção se vc estiver perto de SP seria trazer a sua potra e paralelamente ao curso, voce já praticaria com seu animal. O processo de doma, que aqui chamamos iniciação varia entre tres e quatro meses.
      Quanto à égua que vc diz não estar certa de boca, antes de trocar embocadura, sempre recomendo um exame dentário feito por veterinario especializado em odontologia equina, que se tente conhecer um pouco da história de onde ela veio, quem mexeu, como trabalhou, se possivel conversar com quem iniciou ela e ver o que ele fez. Leia o artigo que voce comentou aqui e no site tenho mais dois ou tres textos que podem servir de guia para voce trabalhar. sempre começamos a fazer a boca no trabalho desmontado, num redondel ou piquete, trabalhar muito a musculatura de pescoço, nuca, a flexibilidade lateral, o engajamento, reunião e desengajamento, primeiro do chão, depois de cima. estou à disposição para trocar informações e ideias sempre que precisar, boa sorte.

  10. caio says:

    tenho um potro mangalarga de 2 anos e meio eu ja muntei mas preciso de acertar a boca !!!ele ta sem calor ..me de uma dica
    !!

    • José Luiz Jorge says:

      Oi Caio

      Acertar a boca é como agir depois do problema acontecer.
      Na doma, a gente fica pelo menos um mês, fazendo a doma de baixo (desmontado), com rédea longa – o que é indispensável para FAZER a BOCA – antes de ter de “acertar a boca”; Fazer a boca significa trabalhar o cavalo do chão, para ele poder alongar a musculatura do pescoço e nuca e este trabalho de rédea longa tem de ser feito com mão leve – porque o cavalo aprende no alivio da pressão.
      Depois de fazer a boca, é que passamos à doma de cima, ao trabalho montado e é uma arte essa atuação.

      Porque vc tem de ter conhecimento das ajudas, do papel da perna e da qualidade do assento do cavaleiro, porque é a ação de perna que empurra o cavalo. Não se acelera o cavalo “picando” ele com calcanhar, e sim cuidando de engajar e reunir o cavalo para os posteriores entrarem debaixo da massa e é isso que faz o cavalo colocar a energia necessária no trabalho

      Abcs
      Jose Luiz

  11. Renato Alan says:

    ola ! minha egua esta com alguns problemas
    ela não para quando puxo as redeas, ja usei freio leve , bridão leve mais não adianta… ate semana retrasada ela andava mais ou menos agr ela correr do nada , quando saio com meus amigos tds os cavalos vão juntos e ela não quer ir na frente e correr , meus amigos disse q ela gosta de andar correr e que isso e dela mesmo mais não sei se e isso mesmo…
    me indicaram o freio cadetral , agua choca , aquele bridão q corre etc , oque eu faço

    • José Luiz Jorge says:

      Ola Renato,
      Obrigado pela visita e pelo seu comentário.
      Vamos tentar jogar alguma luz nessa situação, além do que já está neste e em outros dois artigos no site, um deles trata especificamente do uso de embocadura. Vc leu?
      A primeira coisa que posso te dizer é que este tema não é como futebol, onde todo mundo é técnico da seleção; É uma questão sensível porque pode-se estragar muito e rápido um Cavalo fazendo experiências ou trocas seguidas.
      Tem alguns pontos que vc não escreveu, mas que são fundamentais – não se pode “dar receita de nada” sem ver o animal, então tenho de perguntar;
      a) qual a idade da égua?
      b) qual a raça ou cruza de raças?
      c) você conhece a história dela, antes dela vir para vc, quem domou? Como foi a doma? Ou vc conhece ela desde novinha?
      d) faz quanto tempo que dizem que domaram ela?

      Aguardo suas respostas, mas enquanto isso posso adiantar.
      Aqui, os animais que a gente inicia, eles ficam um mês, na doma de baixo, desmontada, onde com um bridão leve e rédeas longas de cinco metros, trabalhamos a musculatura da nuca, alongamento do pescoço, flexão para esquerda e direita, engajamento e desengajamento, o cavalo tem que estar com a mente e o corpo ( conjunto de frente + garupa + traseiro) completamente integrados, e flexíveis. O cavalo nessa fase aprende onde tem que por os pés quando é solicitado a virar, a partir com a mão correta, no alto e na transição dos andamentos – e também quando entra no ritmo de marcha ou marcha trotada que usamos nas cavalgadas.
      Depois vamos para cima e ele tem que fazer tudo novamente com o cavaleiro em cima.
      Quando entregamos o cavalo, seja garanhão, égua o que for, ele sai com bridão D (verdum) ou agulha, alguns sem barbela, nunca com freio, menos ainda água choca.

      Se vc não sabe quem a iniciou, e que embocadura usava quando finalizou ela, tem que saber se a doma teve alguma base técnica ou foi serviço de curioso. Dependendo eu recomendo refazer a doma, incluindo a doma de chão.
      Vc precisa ler o artigo sobre uso de embocaduras porque lá a gente explica muitos conceitos, sobre atitude do cavalo, como eles aprendem e como três repetições erradas gravam o erro na mente como se fosse isso que a gente quer.

      Aguardo a resposta para concluirmos juntos o que pode ser melhor para ela e para você
      abcs
      Jose Luiz

      • Renato ALan says:

        caro jose !! a mãe dela e mangalarga e o pai e quarto de milha ela tem 5 anos… o ex dono dela falou q o freio dela e agua choca . eu tambem acho q ela esta com um pouco de barda porque quando chego na cidade ela me respeita não sei se e porque ela esta em um lugar diferente que não conheçe .. mais quando chego no sitio e um inferno rsrs ela quer correr etc , e eu tambem vejo q ela gosta muito de andar , ela briga com o freio puxo para a esquerda e ela volta e quer continuar andando rsrs , me falaram tbm que mangalarga e assim meio sistematico =s

        • José Luiz Jorge says:

          Ah Renato…
          Primeiro ensinamento de grandes mestres norte-americanos. Não existe Cavalo Problema, existe somente cavaleiro problema. Claro que não estou falando de Vc, mas de quem iniciou uma égua com freio agua choca. Isso acontece para ” compensar” uma deficiência na qualidade da equitação, então a pessoa pesa, se apóia na boca do cavalo, para tentar TER CONTROLE na boca, quando na verdade, equitação se resolve com QUALIDADE DO ASSENTO E EQUILIBRIO DO CAVALEIRO.
          Um dos pontos básicos do texto que te falei sobre uso de embocaduras é que cavaleiros com pouca experiência, ou qualidade, tentam mesmo compensar essas falhas pesando na boca do animal.

          OUTRO PONTO ESSENCIAL: O Cavalo é um espelho do cavaleiro. Você precisa limpar da sua mente, condicionamentos, que são fruto da experiência pratica que vc está tendo. Exemplo: na cidade ela me respeita. No sitio, ou na saída a situação é dura. A energia que a gente coloca, já na aproximação do cavalo, cria essa situação, (vou explicar melhor), quando chega na cidade você já passou pelo pior e relaxa, você relaxa ela relaxa também.
          Que tal testar em casa num piquete ou redondel, relaxar antes de sair. Como? Quando temos qualquer receio, medo, cuidado com uma situação a gente libera adrenalina pela pele. Os equinos sentem cheiros de hormônios que nosso nariz não sente e a primeira memória dele é do olfato (cheiro). Se você solta adrenalina e este é o mesmo cheiro de perigo que ele tem gravado na mente, porque o lobo, a onça, um cão feroz, soltam esse mesmo cheiro quando atacam um cavalo na manada, no campo, é cheiro de ataque e isso está na memoria genética dos cavalos. Então posso resumir, o cavalo sente medo (ele é animal de fuga) do seu medo, e isso faz que ele queira escapar, sair de baixo e fugir de uma ameaça que ele percebe como, mas não sabe de onde vem. Dai um pouco da desorientação.
          As pessoas não sabem ou não admitem esse medo, e botam freio pesado para tentar controlar uma situação que é mais mental e de energia.

          Como lidar com isso. Limpar a mente da programação que vai ter problema. Antes de chegar na égua para selar, num local mais tranquilo, respeire longa e profundamente varias vez, projete na mente coisas boas que só uma boa cavalgada nos dá, distencione qualquer receio, pense numa musica que gosta – sempre respirando muito. A oxigenação dissipa, dilui o cheiro de adrenalina.

          Ai você monta sempre com ela parada. Se ela tiver o costume de rodar, quando vc coloca o pé no estribo puxa a rédea do outro lado, fale para ela “PARô”, e quando ela para, vc monta. Montou, coloca o pé no outro estribo, mantém parada, coloca o seu peso, mais para trás, mantendo o troco ereto, respire calma e profundamente, olhando no horizonte.

          Montado, não fica tenso olhando a cabeça do cavalo, ou para baixo, porque isso também desorienta eles. CAVALOS SABEM O QUE VOCE SABE E O QUE VOCE NÃO SABE TAMBÉM. Para onde você olha, você dá a direção a eles, olhe o horizonte, a estrada ao longe, numa pista, focalize sempre o próximo obstáculo ou a direção para onde ela deverá fazer a curva.

          Mantenha as rédeas do mesmo tamanho, prenda-se ao cavalo pela interna das coxas desde o alto até a panturrilha (batata da perna), evite de ficar cutucando ou usando os calcanhares. Rédeas sempre no máximo um palmo acima da cabeça da sela, tronco ereto, (leia também o artigo sobre equilibro e centro de gravidade do cavalo e cavaleiro). Rédeas contidas, sem estarem curtas demais, mas o tempo todo e a pressão leve mas constante- sinta os músculos do antebraço trabalhando.
          Para então quando sair, uma leve pressão de contato com a perna esquerda, eduque-a a sair à passo, e fale com ela, ” à Passo”, sempre com voz calma e grave. Nada de sair quicando os calcanhares dos dois lados.

          Depois de mantê-la um trecho à passo, coloque na marcha trotada, (sem tirar o traseiro da sela) – quando entrar em galope, solicite um alto parando devagar e ela deve aceitar seus comandos.

          Com tudo isso tentamos tirar o foco da atenção da boca, para o conjunto da boa equitação – cavalos aprendem no alivio da pressão. Você solicita que ela vire à esquerda, um leve toque na rédea deste lado , a rédea do outro lado ajuda encostando no pescoço, a perna esquerda contacta o corpo dela atrás da barrigueira e assim que ela começa a ceder, no exato instante vc alivia -confirmando a ela que é isso que vc quer. Ela fez o certo, cumprimente-a, agradeça, toque em seu pescoço com a palma da mão, falando elogios.

          Cuide o tempo todo da sua postura, ação total dos músculos dos glúteos, da parte interna das coxas, da panturrilha, que é o que te prende ao cavalo, tronco ereto, respirando sempre profunda e pausadamente, expirando, sinta o diafragma subir e descer e creio que sua égua começa a mudar de atitude.

          Se ela estivesse com problemas de controle na boca, ela seriam 100% do tempo assim e não ficaria tranquila na cidade ou depois de um tempo de trabalho.
          Outro ponto ESSENCIAL

          Peça a um veterinário especializado que examine os dentes dela, se tem pontas, se precisa fazer um “bit seat” no primeiro pré molar, onde o bridão bate no dente, se há algum incomodo físico na boca.
          Há, se você monta só uma vez por semana, também teria problemas extras, porque se ela ficar fechada em baia, acumulando energia a semana toda, vai dar problema na primeira saída. Se for este o caso, me escreva que posso sugerir algumas outras ações.
          Boas cavalgadas
          Jose Luiz

          • Renato Alan says:

            sim caro jose ! ela fica no pasto e ando uma vez por semana so ….
            meu amigo disse que o freio catedral eo melhor oque vc acha ?…

          • José Luiz Jorge says:

            Renato, nunca na lida com o Cavalo a gente que os lidera deve desanimar, tudo é um bom aprendizado e crescimento pessoal, depois vc vai rir disso e contar daqui uns anos, faz parte do seu curriculo com eles, quem disser que nunca teve dificuldades, mente.
            Eu não recomendo o freio catedral nesse momento que ela está. eu recomendo um freio bridão, articulado como o da foto que mandei no seu e-mail, com a rédea saindo da argola do meio (bridão) e não da ponta da perna (freio). há um terminal duplo que o pessoal acopla na rédea e que atua nas duas argolas da embocadura, isso também te ajuda, mas a mão tem de ser leve e firme. Me diga, sua égua está hospedada em que cidade? é perto de SP? o sitio é de vcs ou pagam hospedagem?
            abraço e vamos em frente, a cavalo de preferencia

  12. Renato Alan says:

    sim caro jose! so monto uma vez por semana … ela fica no pasto , conversei com um amigo e ele me indicou o freio catedral oque vc acha ?

  13. Renato Alan says:

    jose percebi que ela esta parando 80% melhor do que antes . mais tem um porem , ela para ( bem ) so quando ta sozinha e quando ta com o sangue meio frio suahuah
    mas ela estando sozinha anda bem uma maravilha

    • José Luiz Jorge says:

      Ola Renato, fiquei muito contente com a melhora, e com sua mensagem penso que você precisa persistir, consolidar essa resposta melhor, trabalhando ela com método e persistência.
      Parabéns
      Abcs
      Jose Luiz

      • Renato Alan says:

        então jose ! ta indo bem , tenho que entender ela tbm o genio dela e assim então fazer oque ..
        ela anda bem mt bem sozinha!

  14. Luís says:

    Tenho um garanhão de três anos e meio, foi domado aos três anos está com uma mania de vez em quando colocar a língua para fora do lado da boca, como poço resolver isto.
    E uma égua que quando saio montado está também de vez em quando balançando a cabeça para cima e para baixo, ela nunca teve isto, chamei a veterinária para olhar a boca dos dois a do cavalo estava normal sem dente de lobo sem nada a dela precisou limar alguns dentes, pois estavam com pontas, mesmo assim ela continua fazendo, o que pode ser
    Obrigado ,

    Luís

    • José Luiz Jorge says:

      Olá Luis, como voce não mencionou que raças eles são, qual uso que elçes tem, que tipo de embocadura está usando, fica dificil ter uma opinião conclusiva. No texto que postei tempos atrás – seção – artigos, sobre como “fazer a boca do cavalo” (o link é este: http://ranchosaomiguel.com/wordpress/?p=507 ) eu, além de abordar muitos aspectos sobre como o cavalo aprende e sobre a necessidade de aliviar a pressão quando ele começa a responder, sobre a sensibilidade do cavaleiro, sobre a necessidade de melhorar a equitação – assento, equilibrio e ajuda de pernas – para fazer quase tudo, sobre porque não se deve apoiar na boca do cavalo, eu também falo dessa pressão na ação de rédeas como causadora das duas reações acima mencionadas nos seus dois cavalos. Não deve ser coincidencia que ambos, cada qual com um sintoma, que pode estar mostrando uma “abordagem pesada”. Veja o que escrevi na época naquele artigo sobre um problema que é muito mais comum que voce imagina:
      “Por outro lado, nenhum destes meios brutais, sem consideração e carentes de cuidado dão resultados a médio ou longo prazo. Talvez a curto prazo funcione, enquanto a boca do pobre animal mantém a sensibilidade normal. Porém logo depois de repetidos erros colocados em pratica todos os dias chegaremos à uma dessensibilização pela formação de calos da mucosa bucal e a conseguinte resposta do Cavalo que manifesta um claro incomodo passando a língua sobre o freio e ou colocando-a para fora da boca.
      Também se pode ver que alguns cavalos sacodem a cabeça para os lados ou de cima para baixo, mordem ou tratam de tentar morder a embocadura, apertam as mandíbulas com força. Isto traz junto outro sério problema que em geral é atribuído à boca; a rigidez da nuca pela contração da musculatura do pescoço que se inserta na cabeça, que termina agarrotando-se junto com a zona do maxilar inferior”.
      Claro que se estiver ocorrendo isso não é por mal, talvez por oportunidade de buscar uma informação melhor, que vc fez aqui. Aliás quero elogiar Vc que antes procurou um profissional para olhar os dentes. Muitas pessoas não dedicam tempo a isso.
      Os cavalos podem estar precisando de trabalho de alongamento de pescoço e nuca, que pode ser feito do chão ou montado. flexões laterais, reunião e desengajamento e alivio na pressão na boca.

      • Luís says:

        São da raça mangalarga marchador, o garanhão está usando a embocadura helicóptero também conhecido como hélice e a a égua oespanhol.

        Obrigado

        • José Luiz Jorge says:

          Então Luis, não me parece que o problema seja o equipamento, as embocaduras não são as mais comuns em uso no marchador, mas as mais comuns, nem sempre quer dizer que sejam as melhores. até mesmo com um freio leve vc tem bons resultados, mas isso depende muito da qualidade do trabalho montado. do equilibrio, do assento e da ajuda de pernas. vamos em frente
          abcs
          Jose Luiz

  15. Gustavo Borro says:

    Olha José Luiz eu gosto muito de fazer inicialição de cavalos e muares, mais eu não sei fazer passo a passo, ver quando o animal esta pronto, ele ate fica com boca sensivel e muito docil mais eu gostaria de me especializar, pois gosto muito dessa função mais hoje não trabalho nessa area, mais como o serviço me permite eu ainda mecho em cavalos e muares, gostaria muito em aprender, mais aqui na região aonde eu moro não tem nenhum tipo de curso de doma ou curso de redeas, o que o senhor me recomenda ? ( a questão do trabalho não impede de nada )
    Obrigada !

    • José Luiz Jorge says:

      Olá Gustavo, para eu te fazer uma indicação e existem ótimos profissionais nessa area, em Minas, como no Sul, eu preciso saber qual a sua região que vc esqueceu de mencionar; abraço

  16. Gustavo Borro says:

    José, eu sou da região de Presidente Prudente Sp, mais precisamente em Osvaldo Cruz,

  17. José Luiz Jorge says:

    Olá Renan, obrigado pela visita e pelo comentário. penso que uma boa maneira de enfrentar a questão é fazer alguns modulos do curso (veja programa completo no site) e praticar com a gente. talvez uma clinica de um dia, seja suficiente para praticarmos charreteamento e trabalho de chão, (desmontado) pela manhã e uma pratica montado com alguns animais em idades diferentes e estagios diferentes de escolarização para vc refinar a ação de rédeas e outras ajudas; abraço

  18. claudio roberto texeira says:

    olaja tenho um cavalo que seus pais marchao muinto bem ele tem 4 4anos e è muinto bem domado mas ele nao marcha senpre ele começa e se perde troca de andadura o tenpo todo sera que tem algum truke para ensinalo a manter a marcha gostaria munto de reseber uma ajuda desde agradeço.

    • José Luiz Jorge says:

      Ola Claudio, eu crio mangalrga marchador, e aprendi que 80% é genética, e o resto é trato (para o cavalo ter a energia e o densenvolvimento necessarios). Voce diz que os pais marcham, mas podem ser cruzas e não conhecemos os avós. Exemplo o garanhão passa cromossomos de sua linha baixa, ou seja de seu lado materno, aqui apareceu um cavalo que é uma cruza de crioulo com campolina. ora ele marcha picado com os tropeços do campolina, as vezes ele quer acelerar o ritmo e passa para um diagonalizado quase trote. Então se quem está montado quer ficar na marcha picada – se coloca na sela e mantém ele contido no ritmo em que ele consegue marchar, só que se atrasa e fica longe do grupo. eu não sou a favor de truques, como alguns fazem, de passar uma corda por trás da sela, atrás da cauda e acima dos jarretes, ou colocar na marcha numa descida para ele entrar com os posteriores debaixo da massa e assim marchar. Nada disso dá resultado estável. mas, isso é apenas a minha opinião. Marcha não é por si mesmo treinavel, pode-se sim aperfeiçoar, condicionar fisicamente a manter o ritmo, e fazer exercicios no piquete ou redondel para ele engajar e reunir e quanto mais colocar os posteriores para empurrar o cavalo , melhor ele pode ficar. bom, sem ver o cavalo, sem conhecer seus pais e avós, é isso que posso te dizer. abraço

  19. Cristiano Oliveira says:

    Olá Sr José Luiz Jorge, eu tenho um cavalo de aproximadamente 10 anos, ele tem um trote seco e duro, gostaria de saber se consigo deixa-lo com uma marcha mais leve, apenas montando? Gostaria de que vc me passasse algumas dicas para ensiná-lo. abraço.

    • José Luiz Jorge says:

      Ola Cristiano,
      Antes de tudo, obrigado pela visita ao site e pela mensagem.
      A marcha não é algo que se crie, que possa ser fabricada articificialmente, cavalos que marcham trazem isso na sua genética, com o chamado tríplice apoio. São características das raças “Mangalarga Marchador” e do Campolina entre as raças nacionais.
      O cavalo da raça Mangalarga, chamado popularmente de mangalarga paulista, nas suas linhas de raiz da raça pode ter uma marcha trotada, que não é tão macia como a dos “mineiros” citados acima, mas uma marcha batida, viajeira que é boa também.

      Bom não tenho mais detalhes do seu cavalo, se ele for paulista, ou um cruzamento de paulista, você pode, com um aperfeiçoamento da sua equitação e com a embocadura correta, criar uma musculatura de pescoço e nuca mais desenvolvidas, e fazer com que ele encaixe mais a cabeça (nariz perpendicular ao chão), sem ficar encapotado, e quando ele coloca bem a cabeça flexionando o pescoço, (um pouco do que essa imagem do meu logotipo), ele tende a alongar o passo, portanto caminha para a marcha trotada. Lembre-se que o que empurra o cavalo, o motor, são as patas traseiras que devem entrar embaixo da massa e quase cobrir a pegada da mão, então o que cavalo de marcha tira a mão do chão e aí entra a pata da trás.
      No treinamento, o cavalo tem que flexionar as espáduas, flexionar a musculatura ao lado da coluna, e alongar o pescoço para suportar a sua flexão quando você, com a ação da embocadura e rédeas pedir isso.

      Agora, há raças clássicas que nunca irão marchar, porque não são fisiologicamente equipados para isso, como o árabe, os quarto de milhas, paints, appaloosas, lusitano e andaluz, são raças com andamento diagonalizado sempre trocando as passadas em dois tempos (diagonal é pé esquerdo na frente com mão direita na frente e troca quase num pulo para as contrárias, mao esquerda na frente com pé direito na frente). Então nesses casos não há como “ensinar” algo que contraria a biologia deles.
      Bom espero ter sido útil, e estou à disposição para vc escrever quantas vezes precisar
      Abraço
      Jose Luiz Jorge

  20. José Luiz Jorge says:

    Poderia estar com pontas de dentes ou, nessa idade quando começa trocar as capas dos “dentes de leite”, como elas não saem todas ao mesmo tempo, pode estar com diferenças na mesa dentaria e isso causa dor. Outra possibilidade pode estar relacionada com manejo. Ele vive só ou tem outros cavalos? Se a baia for totalmente fechada ele pode sentir-se muito só, cavalos são animais de manada, de grupo.
    Você observou o comportamento, isso é um ótimo sinal como proprietário preocupado com o melhor para seu cavalo, se ele for o único cavalo na casa, você pode arranjar um companhia, um gato, uma femea de carneiro, um cão não agressivo, e ele ficará mais estável emocionalmente.
    Estou à disposição para mais informações, se você puder me ajudar passando mais algumas informações, estou à disposição

    Att
    Jose Luiz Jorge

  21. Ana Luisa says:

    Ola!
    Tenho uma potra que está com 1 ano e meio e vive solta numa chácara, ela anda bastante, come a vontade o pasto e ração 2x ao dia. Ela é mestiça de quarto de milha com árabe, pelo menos foi o que me foi dito. Me parece dócil. Meu instrutor de equitação disse que poderemos iniciar um trabalho de doma e guia no fim do ano, depois que ela completar 2 anos. Li acima que você ofertou passar por e-mail um cronograma para o início da doma e me interessei. Será que você poderia me encaminhar por e-mail um programa de iniciação e doma? Agradeço desde já a atenção.

  22. luciano ornelas says:

    ola tudo bem.Gostaria de saber porque meu cavalo esta firmando para frente quando estou correndo para laçar,seria porque nao sabe transferir peso para o posterior? obrigada.

    • José Luiz Jorge says:

      Ola Luciano,
      Obrigado pela visita ao site e pela mensagem com uma questão importante.

      O aprendizado do animal para “reunir” ou engajar e desengajar (flexibilizar) os movimentos, deve começar sendo feito do chão, na fase da chamada doma de baixo.
      Tem a ver com exercitar o cavalo, faze-lo recuar alguns passos, sair a frente, alongando e flexibilizando o pescoço para suportar colocar a ponta do focinho em cada paleta, primeiro a um lado depois solta com o “elástico”, vai ao outro lado, sem tirar o posterior do chão,
      Depois essa curvatura do pescoço à esq e à direita com o movimento do posterior em diagonal, fazendo o cavalo cruzar a pata traseira de dentro com a pata de fora.

      Aqui tem um artigo interessante de um especialista português em exercícios do básico à alta escola de equitação com algumas dicas que podem ser uteis, não é especializado na tua atividade de corrida de laço ou de vaquejada, nem para corrida em cancha reta, mas é o básico da boa equitação e trata de um cavalo equilibrado

      Baixa Escola
      22/07/2003
      Por Dr. J. Filipe Figueiredo (Graciosa)

      INTRODUÇÃO:
      Desbastado em Portugal, até há 30 anos atrás, queria dizer um cavalo apresentado por um cavaleiro (campino, tratador ou outro aficcionado qualquer) montado nos três andamentos, ferrado dos quatro membros, capaz de ser apresentado a qualquer comprador, na feira de S. Martinho.

      Este estado de domesticação era conseguido por algum empirismo, intuição, truques, manhas, nalguns casos alguma redução na dieta, noutros por excesso de trabalho, quase sempre sem uma evolução progressiva e racional.

      Agravada estava a situação, porque os cavalos eram iniciados no fim da primavera dos 03 anos, em estado completamente selvagem sem nunca terem levado uma corda ou uma cabeçada.

      Esta falta de método trazia-lhes muitas vezes problemas nefastos, quer físicos quer psíquicos, com efeitos negativos para os futuros utilizadores.

      Felizmente esta situação evoluiu substancialmente.

      Hoje em dia há um maneio racional, desde a desmama até à recolha à cavalariça, em quase todas as coudelarias ou criadores dignos desse nome.

      Quando os poldros são recolhidos aos 03 anos os dramas de medo do contacto com o Homem, praticamente não existem ou estão muito reduzidos pelo antecedente maneio.

      A partir desta fase os principais objectivos são o entendimento psicológico entre o cavaleiro e o cavalo e em segundo lugar provar-lhe a superioridade do Homem.

      A recompensa e a punição são a única maneira de tocar o psíquico do cavalo.

      “Recompensar sempre que possível, punir imediatamente e não mais do que o necessário.”

      La Guerinière diz que “A severidade da punição será adaptada ao temperamento do cavalo. Uma simples punição dada no momento certo é suficiente, muitas vezes para restabelecer a obediência. Nunca se deve punir em cólera mas sempre guardar a calma.”

      Os cavalos são reconhecidos, devemos recompensá-los quando trabalham bem (com açúcar, cenouras, festas, voz, etc …). Eles lembrar-se-ão no futuro.

      O ensino do cavalo até a alta escola deverá demorar no mínimo 03 a 04 anos, com a finalidade de não arrasar física e psicologicamente os cavalos.

      O primeiro ano será do desbaste e sua confirmação, com um trabalho consciente e metódico à guia com cilha, sela, algumas sessões com rédeas fixas e finalmente com o cavaleiro. Estas lições devem ser principalmente a passo e trote, com pequenos períodos de galope, ao contrário do que muitas vezes assistimos. Posteriormente com o cavalo solto montado cumprindo e aperfeiçoando as figuras simples de geometria do picadeiro.

      Terá que haver um cuidado muito especial para tranquilizar o cavalo nas lições de apertar da cilha, montar e desmontar, com o fim de evitar possíveis acidentes.

      DIREITO E PARA DIANTE:

      Este título é a directriz para a orientação do trabalho indispensável à descontracção psíquica e ao desenvolvimento das faculdades físicas e aptidão do cavalo.

      Nesta fase, o cavalo aprende a suportar o peso do cavaleiro, descontraindo a musculatura dorsal, subindo ligeiramente a colocação da cabeça e pescoço, que apesar de não ter que atingir obrigatoriamente o Ramené nunca deverá permitir o encapotamento!

      Pretende-se conseguir o equilíbrio natural sob o cavaleiro, a passo, a trote e em pequenas lições de galope em linhas rectas e ligeiramente curvas.

      Procura-se aqui um relaxamento e uma disposição psíquica para cooperar.

      BAIXA ESCOLA:

      A Baixa Escola dos antigos compreendia o conjunto de exercícios necessários e suficientes para tornar o cavalo seguro e confortável na sua utilização, quando montado.

      Esta ginástica constituía uma preparação eficiente e eficaz para a abordagem dos exercícios de alta escola, mas por si só não pretendia conduzir directamente a ela, necessitava de um complemento de preparação, principalmente no que respeita à concentração que ela procurava com a ajuda da utilização dos Pilões.

      Baucher abandonou a utilização dos Pilões como preparação para a alta escola.

      É na baixa escola que a verdadeira ginástica do corpo começa.

      Inicia-se uma sucessão de exercícios com dificuldade progressiva, baseada nas figuras geométricas de picadeiro, com uma regularidade e método de trabalho, evitando sempre os excessos.

      Primeiro deveremos sempre iniciar o trabalho por exercícios de relaxamento e distensão dos músculos e ligamentos para seguidamente pedir exercícios de contracção e concentração.

      Com a finalidade de conservar e mesmo aumentar progressivamente a impulsão devemos fazer alterações frequentes da velocidade do andamento. Estas transições aumentam a permeabilidade.

      O cavalo durante a evolução da baixa escola deve progredir direito e para diante obedecendo às ajudas, nas voltas, mudanças de direcção e transições sem perder a impulsão.

      Nesta fase do ensino do cavalo podemos e devemos recorrer ao trabalho à vara, que possibilitará um relaxamento e fortificação dos tendões, ligamentos e músculos dos posteriores, graças à transferência do peso com a consequente maior flexão dos posteriores.

      Aqui, deveremos preocupar-nos sempre que os cavalos puxem o peso atrás, fazendo a flexão da articulação tíbio-társica, fechando os ângulos. É importante que não metam os posteriores por inteiro debaixo da massa, numa atitude agachada, que lhes dará tendência a aproximarem os posteriores dos anteriores, que ficarão incorrectamente atrás da vertical, tirando-lhes posteriormente brilhantismo, principalmente nos exercícios de trote, piaffer e passage.

      Com esta maior flexão dos posteriores mantendo os anteriores na verticalidade, os movimentos do antemão tornam-se mais livres, mais elevados e logicamente mais elegantes.

      É aqui que começa a preparação do piaffer e que começamos a divinhar a intuição e habilidade particular, de cada cavalo para certos ares altos.

      Na baixa escola, com a evolução do trabalho do cavalo montado, os andamentos de escola começam a distinguir-se dos anteriores, por serem mais elevados, mais impulsionados e com uma extensão menor das passadas.

      A flexibilidade das ancas é acrescida exigindo-se maior concentração.

      A baixa escola é composta pelos 03 andamentos executados dentro do rassembler, com boa flexão dos posteriores, assim como dos exercícios em duas pistas.

      Para se conseguir que o cavalo se torne cada vez mais disponível ao cavaleiro, há que transformar progressivamente o equilíbrio natural do cavalo, em que o antemão é naturalmente sobrecarregado relativamente ao post-mão pelo que há que transferir esta sobrecarga, agravada pelo peso do homem para os posteriores.

      Esta transferência do peso dos anteriores para os posteriores deve ser feita progressivamente, até que se obtenha uma sobrecarga mais uniforme nos quatro membros. Aqui poderemos dizer que obtivemos uma colocação do cavalo em equilíbrio.

      Esta transferência de peso para trás consegue-se pelo abaixamento das ancas, comprimindo passageiramente as articulações dos posteriores, sempre com boa flexão dos curvilhões, desenvolvendo assim as forças que nela residem: força de propulsão e força de suporte.

      A descontracção de todo o sistema muscular será condição essencial para toda esta transferência de peso, de diante para trás, colocando assim o cavalo em equilíbrio.

      Para descontrair muscularmente o cavalo podemos e devemos recorrer ao trabalho de flexões, que nos torna possível manter o cavalo direito de espáduas e ancas, mantendo a sensibilidade às ajudas, mantendo-se impulsionado.

      Os trabalhos de flexões fazem-se tanto em linhas rectas como no círculo, bem como numa só, ou em duas pistas.

      Posteriormente teremos que preparar a transição para os ares altos de alta escola e aí é preciso acentuar o rassembler, para poder executar os andamentos em duas pistas o que torna necessário de novo um encurtamento da passada sempre dentro de uma boa impulsão.

      Entramos aqui então no passo, trote e galope de escola, que já exigem uma flexão muito maior das ancas.

      O passo é mais concentrado e aperfeiçoado. O cavalo está mais reunido, e os seus gestos são mais vivos e mais elevados, mas cobrem menos terreno que no passo ordinário.

      O passo de escola só poderá ser obtido em pequenas sessões, porque no princípio do ensino do cavalo o passo tem um papel limitado, devido à impulsão que lhe falta. Com o aperfeiçoamento das transições de todos os andamentos ao passo e às paragens conseguir-se-á um aperfeiçoamento do passo concentrado.

      O trote de escola caracteriza-se por um bom rassembler e uma elevação e suspensão acentuadas, com passadas cadenciadas e com bastante impulsão.

      No desenvolvimento do trote de escola, que é a base da alta escola, o cavaleiro deverá acordar os efeitos contrários das ajudas de propulsão e de retenção e evitar toda a dureza e violência, com a finalidade de manter a impulsão, a frescura, a boa expressão do andamento e a permeabilidade no cavalo.

      Depois de um bom trote de escola, os exercícios de duas pistas com o aumento progressivo das encurvações e do rassembler preparam o cavalo para abordar os ares de alta escola propriamente ditos.

      O galope de escola caracteriza-se por impulsão, cadência e vivacidade, com batidas ligeiras e rápidas, sucedendo-se a intervalos regulares. Quanto às ajudas, a perna e a rédea de fora devem, no desenvolvimento deste andamento, ter uma acção predominante, enquanto a perna de dentro impedirá o posterior do mesmo lado de se escapar, e a rédea de dentro manterá a flexão do antemão.

      Além do anteriormente descrito, as meias paragens e paragens correctas, assim como o recuar são bastante importantes para preparar os cavalos para a alta escola.

      A paragem é tanto mais perfeita quanto mais peso o cavalo puser nos posteriores bem metidos e bem flectidos, mantendo um apoio ligeiro na mão, com o pescoço e a cabeça colocadas altas e no ramener, permanecendo nesta colocação rassemblé em imobilidade!

      Há que ter em atenção que uma paragem correcta e a este nível é um exercício dificílimo, pelo que o cavaleiro, na sua preparação e num cavalo novo, deve começar pelas meias paragens, ser condescendente, evitar violência para que o cavalo pare confiado e não ganhe pavor ao referido exercício, mantendo-se irrequieto e instável, não aguentando a imobilidade como assistimos frequentemente em provas e apresentações.

      Quanto mais se aperfeiçoam as paragens pela crescente flexibilidade dos posteriores, melhor preparado estará o cavalo para recuar correctamente.

      Estando o cavalo parado, com bom contacto na mão por um efeito da mão pedimos-lhe, passo a passo, que se desloque para trás, devendo as pernas unicamente evitar que se torça, escapando-se lateralmente com os posteriores. Poderá recorrer-se aqui a um ajudante apeado com uma vara que dará pequenos toques no peito e nos membros anteriores, o que facilitará ao cavalo a compreensão do exercício pedido. A seguir a cada passo, pausa e recompensa, só depois do cavalo fazer cada passada isolada calmamente, deveremos pedir várias passadas seguidas, apoiando bem os bípedes diagonais consecutivamente, levantando os membros sem os arrastar.

      Só quando em qualquer dos andamentos conseguirmos fazer uma paragem completa em bom equilíbrio, mantendo alguns momentos a imobilidade, com a frente alta e recuar alguns passos correctamente, teremos o cavalo preparado para iniciar os ares de alta escola, que iram exigir uma flexão ainda maior dos posteriores.

      Devemos assim concluir:

      1º – A BAIXA ESCOLA consiste em montar o cavalo concentrado, em todos os andamentos voltar e fazer voltas dentro de um perfeito equilíbrio.

      2º – Nunca devemos esquecer que a SUPERIORIDADE HUMANA se de sempre manter com: confiança, punição na hora correcta, afeto, ou esperança de recompensa!

      3º – Perante as dificuldades de evolução ou execução de um exercício todo o PICADOR COMPETENTE deve interrogar-se sobre os seguintes pontos:

      a) O cavalo percebeu o que se pediu?
      b) Terá o cavalo preparação ou compleição física para completar esse exercício?
      c) Terá ele feito prova de má vontade?
      A má vontade resulta muitas vezes de impossibilidade física, falta de preparação, robustez, surmenage, fadiga ou mau emprego das ajudas, o que é culpa do mau cavaleiro.

      4º – A BRUTALIDADE não conduz a nada em equitação.

      Nas três fases (DESBASTE, BAIXA ESCOLA E ALTA ESCOLA) os fins ideais são praticamente os mesmos, segundo as várias academias e autores:

      - Ausência total de violência.
      - Correcção da posição do cavaleiro com descrição máxima no emprego das ajudas.
      - O prazer estético da apresentação

  23. João Marcos says:

    Boa noite, tenho um cavalo campolina com 7 anos, ele tem várias manias tais como, empacar, pra virar ele da o maior trabalho pois e um cavalo de grandioso porte, ele gosta mais de andar no passo, não gosta de galopar, será que ele tem jeito ?

    • José Luiz Jorge says:

      Ola João Marcos, obrigado pela visita e pela questão interessante que vc coloca.
      Pelo que voce descreve os comportamentos não desejados, como empacar, dar trabalho para virar, revelam em primeiro ponto, falta de trabalho regular.
      Voce não mencionou quantas vezes por semana ele é trabalhado. Mas são atitudes tipicas de cavalo com pouco trabalho. se no local onde ele está hospedado não tiver um redondel, ele pode ser trabalhado à guia, a partir do chão, deveria ser rodado diariamente entre 20 min. à 30 min. – e depois montado – em um piquete, com cones para trabalhar de modo leve no começo, fazendo um “OITO”, contornando cones. E a equitação, você sabe, deve ser trabalhada primeiro pela qualidade do assento e ajuda de pernas – o cavalo precisa aprender a trabalhar reunido e depois, flexibilizando, desengajar. a mente do cavalo precisa ser trabalhada.
      Não é só uma questão física, mas mental também.
      e esse trabalho é feito primeiro do chão e depois montado.
      Tem um ditado importante no nosso meio, ” o cavalo reflete o cavaleiro”, sempre.
      O Cavalo Campolina não é propriamente um cavalo de corrida, é um cavalo de sela, para viagens e cavalgadas, e o andamento natural dele é a marcha.
      Claro que como cavalo, ele deve galopar naturalmente, trechos curtos, reunido, mas não é a vocação dessa raça, ele deve ser aproveitado para aquilo que a natureza o preparou.
      Trabalhe mais com ele, mais vezes por semana, dedique um tempo maior à convivência prazerosa para ambos, sem culpá-lo de nada, e lembre ainda que se um cavalo não faz o que pedimos, isso ocorre por tres razões:
      a) nós pedimos errado
      b) não demos o tempo para ele entender o que queremos
      c) emitimos comandos contraditórios, exemplo, pede-se uma coisa com as pernas e outra com as mãos;
      O cavalo aprende no alivio da pressão. Essa é sua linguagem natural. mas ele aprende com 3 repetições. se ele empaca, voce cede ou desiste, sem fazer o trabalho de preparação e condicionamento como mencionei acima, ele entende que isso é o esperado, então empacou-cede, empacou-cede, empacou-cede, voce ensinou sem querer que é isso que ele deve fazer. Portanto, para não acontecer isso a gente deve tornar as coisas certas, fáceis e as erradas, difíceis, para ele, mas não devemos levar para um impasse, para um beco sem saída, porque nessas situações, será pior para ambos.
      bola pra frente, trabalhe mais e junto com ele, não contra. a tarefa é dos dois que fazem o conjunto.

  24. Adalberto Santos says:

    Boa Tarde, tenho cavalo 1/2 sangue paint horse e 1/2 sangue mangalarga paulista,de 3 anos, quanto coloco para correr com outro cavalo ele se defende, tentando sair fora da pista de corrida e, andando ele caminha naturalmente sem ter medo do outro. como faço para tirar esse medo dele de correr ao lado do outro.

    • José Luiz Jorge says:

      Ola Adalberto, obrigado pela visita ao site e pela questão que voce traz.O cavalo sempre tem o direito de se auto preservar contra situações que ele ve como ameaças à sua segurança. lembre-se sempre, o cavalo é animal de manada que tem na sua história, gravada em sua mente, que ele é presa e os outros carnívoros são predadores. isso faz que a resposta natural deles seja fuga e medo. essa é sua natureza que muito pouca gente para para lembrar e mudar seu modo de agir, às vezes castigando porque eles tem medo, o que só reforça seu terror. cavalos de corrida no jockey, por exemplo, começam cedo demais, quando sua mente ainda não está pronta e correm muito, de medo, no começo. mas se tornam animais com varios problemas, desde uma gastrite até outros tipos, de comportamento defensivo.
      no seu caso, o que quero dizer com tudo isso? que voce precisa liderar seu cavalo pelo exemplo, refazendo na mente dele as situações que podem ter causado essa reação. treino de base, dedicar tempo para ele sentir que pode correr sem que nada de ruim irpa lhe acontecer. sair da pista, e num outro local, sair a passo com outro cavalo mais experiente e pouco a pouco ir aumentando a velocidade, no trote, no galope reunido por um bom tempo e quando ele der sinais que quer se proteger, reduz um tanto, retoma na frente – depois volta para a pista faz a mesma coisa, tem de treinar mais e mais, sem pressa de colocar em prova, recuperar a mente dele toma tempo mas é gratificante.

  25. ísis Ribeiro says:

    Olá, tenho um potro de um ano e meio e estou fazendo a sensibilização com ele e o garoto está respondendo bem, confia muito em mim e ja me deixa colocar chergão e cincha (ainda n tentei sela), como sou inesperiente pretendo deixar a parte de começar a embocadura e o charreteamento com um profissional, mas tenho medo de ele n responder com a mesma precisão comigo depois, de ele n me obedecer pois não sou a pessoa que ele se acostumou. Isso pode acontecer ou o animal n relaciona pessoa com habilidade? Obrigado.

    • José Luiz Jorge says:

      Olá Isis, obrigado por sua visita ao site e pelo comentário que enviou. Me parece que voce está no caminho certo. eu convido a ler um texto que publiquei no site sobre uma experiencia realizada na França, na qual ficou comprovado que os cavalos reconhecem mesmo depois de muito tempo sem vê-los, os tratadores/treinadores de quem eles se tornaram amigos, mesmo que anos antes. Portanto, o vinculo de confiança e afeto que voce construiu com seu cavalo é para sempre.
      O que eu recomendo é que quando voce for iniciar a fase da doma de chão, 9daqui há um ano), e começar charreteando ele por cerca de um mes, que voce acompanhe de perto, o mais que puder, o trabalho do profissional que escolher e de preferencia escolha um comprometido com o Cavalo, com a doma gentil, que não agrida o cavalo, que não faça a chamada doma tradicional, isso é, que respeite o tempo do animal, o seu direito sagrado de se proteger e usar seu instinto de auto preservação, que construa a confiança do Cavalo e que o obrigue a fazer o que é pedido, por medo ou dor. assim esse profissional vai te ajudar melhor pois do contrario – voce pode se preparar e fazer voce mesmo, porque se de um lado a inexperiência atrapalha, de outro lado uma violência sem proposito atrapalha mais. Continue a ler e a praticar, e se puder programe de fazer um curso que dará a confiança de que precisa. No meu livro, Conversando sobre Cavalos, há um passo a passo, como mero roteiro, porque lembre-se do que os mestres ensinam: a gente não deve se prender à tecnica, porque cada cavalo é unico, cada dia é diferente do outro, a gente lida com emoções e comunicação. toda tecnica é boa e toda tecnica é ruim.

  26. Horse.M says:

    Ola, Tenho uma potranca com 11 dias .
    Queria saber se já posso tentar colocar um cabresto (leve)
    nela ? ( somente para ela ir se acostumando , é so por e deixa na cabeça dela , nada de puxar e tal , so para deixar nela )

    Tenho uma dúvida :
    Para por vou ter que me aproximar dela , porem ela tem cocegas no corpo todo e vou ter que tirar para poder chegar nela , entao se eu for tirar suas cocegas isso nao vai interferir na doma daqui 3 anos , pois as coocegas so se tira na hora da doma , então como resolvo isso .

    • José Luiz Jorge says:

      Ola, foi excelente essa sua questão e pode saber ela é também uma preocupação de centenas de criadores interessados em ter um contato amigavel e mais proximo com seus potros.
      eu não recomendo que voce coloque cabresto nessa idade, mesmo que não seja para atuar, então se não vai ter função, não precisa colocar. nesses casos, menos é mais.
      voce ira cabrestea-la aos 6 meses, no desmame da mãe.
      então o que fazer nesse período?
      com onze dias voce ainda poder interagir com ela, como eu faço na primeira hora de vida, depois repito tres dias e depois aos 15 e depois deixo ela com a mae. quando eu chego no piquete na idade entre os seis meses e os dois anos, os animais com quem eu atuo na primeira hora, saem de onde estão e vem até mim.
      segue aqui abaixo, sem as imagens, uma artigo sobre isso que eu escrevi para a revista Horse na edição numero 7 (nova fase) em fevereiro de 2009. leia e depois me de sua opinião, critica ou duvida, estou à disposição.

      Iniciando o potro desde a primeira hora de vida

      O Imprinting é uma palavra da língua inglesa que poderia ser lida como “gravando na mente” e associado ao Horsemanship consolida uma sólida evolução na relação Homem-Cavalo

      O termo “imprint” é de origem inglesa e pode ser traduzido como gravar, imprimir na mente. Inicialmente, o termo surgiu a partir do estudo realizado pelo prêmio Nobel Konrad Lorenz (1935) com patos. Ele observou que após o nascimento da ave, os recém nascidos, ao invés de terem uma reação de fuga, o seguiam.
      É importante aclarar que a tendência natural seria que os patinhos seguissem sua mãe em função de seu desenvolvimento locomotor e do temor do desconhecido. Lorenz observou que os patinhos tinham a capacidade de seguir os animais de outras espécies, se estes estivessem presentes durante o período da “gravação” ou “imprinting”. Em seus experimentos, Lorenz também observou que estes animais tinham problemas para aceitar a outros animais de sua própria espécie e que o dito “imprinting” era muito resistente à mudança. Por tal motivo este processo foi denominado como “imprinting”. Outras palavras empregadas para definir “imprinting” são: gravação, impressão ou estampagem.
      Existe um período posterior ao nascimento, o qual poderíamos definir como sendo uma “disposição de amadrinhamento”. Nesse período, o animal pode desenvolver esquemas de relação com o meio ambiente, ou seja, as suas primeiras impressões. Por exemplo, com cavalos, o potro durante as primeiras horas de vida recebe informação de sua mãe e aprende a comportar-se como um animal de fuga-manada-predado, pelo que se mantém continuamente atento ao entorno e aprende a identificar as situações de possível perigo. Alguns dos comportamentos típicos dos cavalos adultos se desenvolvem como resultado desta aprendizagem.
      Outra situação normal nos cavalos que pastam livremente é que as mães se retiram de seu grupo social para ter suas crias apartadas do máximo número de estímulos e perigos. Isto leva a que o potro nasça e não se familiarize com uma grande gama de estímulos que terá pelo resto da vida. Como conseqüência, muitos potros não reconhecem o homem como parte de seu grupo social, e este é o principal motivo pelo que um potro reage com medo diante da presença do humano. Por outra parte, os potros apreendem padrões próprios de sua espécie, já que é com os membros de seu grupo familiar e social, com quem passa as primeiras horas de vida. Por este motivo, “o imprinting” influencia positivamente o comportamento do cavalo.
      Atualmente, é relativamente comum fora do Brasil que muitos criadores de cavalos e veterinários estejam presentes no momento do nascimento do potro e durante as primeiras horas de sua vida para realizar o “imprinting” do animal. Além do mais, tratam de familiarizar o potrinho com muitos dos objetos e atividades que o futuro cavalo desenvolverá como o contato físico, a manipulação da cabeça, orelhas, extremidades e cauda, entre outros.
      No Rancho São Miguel, em Mogi das Cruzes- SP, nós utilizamos essa abordagem há alguns anos e os potros que receberam o imprinting, hoje com 3 anos e meio e com 2 anos revelam na fase da doma de baixo e no início do trabalho montado, uma atitude diferenciada, uma confiança no Homem que chamou a atenção do próprio técnico da Associação quando o mesmo veio fazer a resenha para registro dos mesmos. Disse ele: “ faço centenas de resenhas por mês, visito propriedades com 10, 20 potros a serem resenhados e a dificuldade na contenção, aproximação, faz com o processo seja lento e arriscado”.
      O “imprinting” realizado com o Homem se baseia em uma técnica de aprendizagem chamada habituação, onde desaparecem as respostas naturais de defesa e fuga.
      O pesquisador Robert Miller observou que os potrinhos, cujo nascimento ele havia presenciado, respondiam de uma maneira melhor ao seu manejo posterior, sem manifestar comportamentos de fuga e medo; além disso, se comportavam com tranqüilidade e permissividade, facilitavam seu exame médico e eram mais dóceis durante sua iniciação.
      A técnica criada para o “imprinting” com humanos se baseia em acostumar o potrinho ao homem, mediante um manejo em diferentes situações.
      A importância do “imprinting” reside no fato que o animal pode aceitar os seres humanos como confiáveis, como parte de sua própria espécie e manada, sem isolarem-se de seu espaço próprio ou da chamada “zona de segurança”, a qual lhes permitiria escapar se fosse necessário. O imprinting melhora a relação Homem-Cavalo, produz uma melhor garantia de trabalho baseado em confiança e cooperação no futuro, ampliando o alcance do conceito de “horsemanship”, desde a iniciação, otimizando os resultados da mesma.
      Também diminui, tanto o tempo da iniciação e da doma gentil, como os comportamentos de temor e medo do cavalo e nos permite conhecer melhor o animal.
      A técnica de “imprinting”, se inicia com o potrinho recém-nascido ao lado da mãe. Dependendo do manejo no haras e do grau de confiança existente com a égua, não é necessário contê-la para poder realizar as ações. Caso a relação seja recente, como por exemplo, a égua esteja há cerca de 45 a 60 dias no local, então deve-se mantê-la encabrestada e amarrada próximo ao local, podendo ver, ser vista pela cria.
      No que consiste a técnica de imprinting
      Nosso esquema de realização do imprinting começa na(s) primeira(s) hora(s) de vida. Na primeira semana de vida, aproveitando que temos de curar o cordão umbilical, repetimos a aproximação e dessensibilização diariamente por 15 minutos. Após esse período tendendo ao manejo natural o potro fica com a mãe no piquete-potreiro e uma vez ao mês, nos aproximamos. Essa freqüência se mantém até o desmame aos cinco ou seis meses.
      A importância da execução desta técnica está em que o animal não a interprete como algo agressivo, nem traumático. Os movimentos devem ser tranqüilos, amáveis, seguros e agradáveis. Não se deve permitir que o potro escape quando manifeste um comportamento de fuga, de saída, pois isto será interpretado como uma agressão, da qual ele precisava escapar. Em geral, a manipulação do potro recém nascido ou com meses de vida é similar e está baseada em tocar (acariciar) diferentes partes de seu corpo com as mãos e com diferentes materiais e implementos que serão de uso freqüente na vida do cavalo.

      Durante a manipulação geral de potros realizamos as seguintes atividades:
      a) Sujeitar o potro de modo firme para que não escape sem contudo lhe causar dor, abrançando-o pela cernelh, massagendo-o com energia e afeto, assoprando de leve e repetidas vezes em suas narinas, enquanto que outra pessoa fica com a mãe. Se for o caso mencionado acima, para evitar que possa lesionar o homem, seja o tratador, médico, criador, “horseman”, enfim quem estiver relizando o “imprinting” para “defender” a cria. Deve-se permitir que suas cabeças estejam próximas para lambê-la e se olharem.
      b) Coçar e massagear sua fronte, a testa, as orelhas, buscando que o potro se tranqüilize; falando com voz calma, em tom baixo e grave em seu ouvido, isto no futuro permitirá melhorar o manejo no momento de colocar as embocaduras, o cabresto, etc . A massagem tranqüiliza os cavalos. Na natureza, eles se tocam, se coçam, se massageiam também e isso faz parte da sua linguagem corporal e das situações que eles tem satisfação.
      c) Acariciar a ponta do nariz, o ponto cego entre os olhos e o mento, a comissura labial, permitirá reforçar o costume ao manejo e a manipulação e facilitará o manejo da cabeçada.
      d) Falar com o potro enquanto ele é mexido, tocado, massageado, o acostumará com a voz humana, sempre num tom acolhedor, não agressivo.
      e) Manipular as orelhas, a nuca e a fronte, com as mãos. O uso de pentes e rasqueadeiras macias para acostumá-lo à escovação, devem ocorrer ao longo dos meses até o desmame e principalmente depois dele.
      f) Manipular as áreas onde futuramente o exame clínico do veterinário irá tocá-lo.
      g)Manipular a zona da crina, o vazio, o sulco jugular.
      h)Manipular a zona da cernelha, as costas, as paletas, a zona de encilhamento, o acostumará à presença das barrigueiras e de uma sela e o principal, de um cavaleiro em cima, num local, onde na natureza o predador o ataca.
      i) Manipular as extremidades. Primeiro os membros anteriores e a seguir os posteriores.
      j) Manipular os cascos; se iniciará pelos talões, a ranilha e a palma, primeiro com as mãos e em seguida onde se darão pequenos golpes e batidas no casco, para habituar o potro aos futuros ferrageamentos.
      l) Manipular a cauda. É conveniente habituar o cavalo ao penteado da cauda e à manipulação dos baixios.
      m) Avançar e recuar a manipulação da espádua e da garupa, assim como o contato continuo durante dois a três minutos pela direita e pela esquerda. Não é conveniente que o potro seja estimulado pela frente, já que este ponto é cego e ele não saberá o que estão fazendo com ele, cria-se uma dúvida, uma insegurança desnecessária.. Deve-se interromper a manipulação se o potro se recusar a aceitá-la, pois este comportamento ficará registrado como resistência e será aprendido.
      Seria um “imprinting” ao contrário, negativo e tudo ficará mais difícil. A realização de futuros contactos com o homem estará prejudicada e isso é tudo que queremos evitar.

      A resistência, a recusa, o temor do potro se devem até mesmo a fatores subliminares, como o “cheiro de adrenalina” uma falta de tranqüilidade de quem estiver manipulando ele.
      Se o potro está deitado, não se deve permitir que se levante enquanto se realiza a manipulação, pois isto evitará que o animal aprenda a interpretar a fuga e a evadir-se do contato.
      É importante manter a postura lateral quando se trabalha com o cavalo; é possível iniciar pelo lado direito e uma vez terminada repetir o mesmo procedimento pelo lado esquerdo.

      Muitos benefícios com o imprinting associado ao Horsemanship:
      amigos para sempre

      O procedimento do “imprinting” é benéfico tanto para o Homem como para o cavalo. A técnica de “imprinting” diminui os comportamentos de medo e fuga do cavalo, devido à rápida familiarização com a presença do homem, manipulações e sons.
      Isto imprime confiança do animal no ser humano, permite trabalhar em equipe e resolve rapidamente os inconvenientes pelo manejo e das novas experiências, tanto para o cavalo como também para o homem.

  27. Horse.M says:

    Parabéns pelo artigo , muito instrutivo .
    Dúvidas novamente :

    Ela está com 12 dias , ainda tem como realizar o “imprinting ” nela ?

    O comportamento dela está assim :
    Eu chego perto ela nao corre nada,estendo a mão por cima da cerca ela estica o pescoço me cheira e sai denovo .
    mas se eu for me aproximar dela mesmo de forma tranquila ela pega e sai andando .
    Ela ja aprendeu a virar a anca se aproximar demais dela e ate dar um coicinhos .

    Entao se ainda haver tempo de fazer o imprinting

    Em relação a égua se aproximar do potro ela nao faz nada e tranquila . Se eu for realizar o processo nela . como eu faço.
    Me aproximo o maximo dela com tranquilidade e dou um bote e agarro ela pela cernelha ?(tipo abraço ela de forma que nao a machuque ).
    e ai começo a passar a mão em suas orelhas no pescoço perto da cernelha na garupa , nas pernas anteriores ,pernas posteriores depois na coxa deço na “jarrete ” depois nos cascos ?

    Caso ela queira se estirar ,coicear, se soltar de mim , devo lhe segurar firme ? falar para ela se acalmar lhe acariciar ?

    Uma outra coisa que notei nela é que ela tem suas pernas bem longas e o pescoço pequeno e nao consegue alcançar o chão ela tem que se agachar com as pernas anteriores para alcançar ; Isso é normal ?

    Está aproximaçao demais dela nao vai interderir na doma

    (por que eu tinha um potro e tinha muito zelo por ele e acobou mesmo domado nao pretou para montaria o bichinho so sabia andar de ré ). Por isso queria depois de apartala da mãe ,Deixar isolada em um terreno no interior para deixar bem xucra para depois que estiver crescida domala . O que vc acha a respeito disso ?

    Muito obrigado pela ajuda. Desculpe tantas perguntas .

    • José Luiz Jorge says:

      Ola Horse.M, abrimos o espaço para as perguntas e participação e a cada dia mais pessoas que amam os cavalos, que o utilizam para esportes, lazer, trabalho tem nos contemplado com seu tempo e sua participação, postando comentarios e perguntas, por isso não precisa mais “se desculpar” por fazer “tantas” perguntas, porque receber perguntas e estudar ou compartilhar informações para responde-las é um dos objetivos do site do Rancho.
      Vamos ao que interessa….sim voce ainda tem como buscar construir uma aproximação, utilizando o principio do imprinting ainda que não seja o mesmo que fariamos na primeira hora de vida. com 12 dias ela já tem outras informações sobre o que é seguro e natural, passadas pela égua mãe dela e pelo que ela captou no ambiente. Então a gente não deve se fixar ao que seria um roteiro de tecnicas, porque assim como o Horsemanship, mais do que tecnicas, falamos de uma atitude amistosa sim, mas clara e firme na aproximação com eles. Quando digo firme não é para ser entendido como duro ou agressivo, é mais no sentido de comunicar com clareza sua intenção através da calma e da linguagem corporal que eles entendem como natural.
      O tempo para se ganhar a confiança do Cavalo e em especial do potro é o tempo dele e não o nosso. ela chegar cheirar e sair é natural. então ansiedade zero. ela chegou, cheirou sua mão, voce fica meio de lado ( dar o flanco para eles é autorizar a aproximação, porque o flanco é vulnerável, chegar de frente não é uma linguagem deles, e não olhe nos olhos, olhe para o chão ou para as patas de tras dela.
      quando ela estiver tranquila a seu lado sem querer escapar, e puder abraçá-la, lembre que o objetivo e que ela grave esse contato como coisa boa porque senão voce irá gravar o contrário. um potro muito mais que um cavalo adulto, tem seu instinto de autopreservação à flor da pele, e no horsemanship, os cavalos tem direito de se proteger de nós, compete ao criador/tratador/treinador, ganhar sua confiança e provar que não somos nenhuma ameaça.
      Quando falo dele usar seu instinto de autopreservação, isso inclui os coices, balançar a cabeça e tentar se desvencilhar. então, se posicione sempre de modo que quando a abraçar ela não possa ou não precise “fugir de voce”. eu os abraço passando a mão pela base do pescoço, ficando com a minha cabeça perto da cernelha porque se ela se agitar e balançar a cabeça não me dara uma cabeçada e a outra mão passa por trás da garupa e vou massagando onde a mão alcança enquanto a contenho, respire calma e profundamente, fale com voz mais grave junto a ela, num tom de voz que a acalme, é um passo de cada vez, mas uma vez que a abraçou mesmo que fique parado, ela não deve fugir de voce.va descendo a mao tente pegar suas maos, a pata de tras, sempre tocando com firmeza e consolidando aquela conquista. Ou seja, a partir do momento que ela permitiu ser abraçada voce segue o que escreveu acima… ” Caso ela queira se estirar ,coicear, se soltar de mim , devo lhe segurar firme ? falar para ela se acalmar lhe acariciar? SIM
      Uma outra coisa que notei nela é que ela tem suas pernas bem longas e o pescoço pequeno e nao consegue alcançar o chão ela tem que se agachar com as pernas anteriores para alcançar ; Isso é normal ? SIM é normal e respondi essa questão informando porque os cavalos nascem desproporcionais e depois harmonizam o desenvolvimento. eles precisam de pernas para fugir do predador desde as primeiras horas de vida, e se fosse nascer com o tronco proporcional aos membros não caberia na mãe.
      Está aproximaçao demais dela nao vai interderir na doma? Vai, mas deve interferir positivamente, ou seja criar um animal que confie no Homem que não precise fugir – porque lá na frente aos 3 anos, quando da doma de cima, ele não deverá tentar tirar a sela de cima, nem o cavaleiro, por isso não chamamos mais de DOMA, mas de escolarização do potro.
      (por que eu tinha um potro e tinha muito zelo por ele e acobou mesmo domado nao pretou para montaria o bichinho so sabia andar de ré ). Andar de ré, não tinha nada a ver na minha forma de encarar esse trabalho, com o cuidado ou zelo, ao contrário, era uma forma de fugir recuando. penso que o caso do potro não passou por um processo como esse que estamos falando. Cavalos, não são exatamente como pets e apenas carinho não resolve a questão. Ser franco e gentil, porem firme e claro, colocando limites e dando a eles a opção de escolher entre fazer o que pedimos ou escapar. Queremos que eles escolham o que pedimos por vontade deles, não por medo ou submissão. E para isso devemos tornar a escolha certa facil e a errada mais dificil.
      Por fim a ultima dessa serie, “Por isso queria depois de apartala da mãe ,Deixar isolada em um terreno no interior para deixar bem xucra para depois que estiver crescida domala . O que vc acha a respeito disso ?”, penso que uma vez que cavalos são animais de manada, a solidao e o isolamento para eles é entendida como perigo constante. o ideal seria ter outros potros em um terreno ou piquete sem arame farpado, onde ele viveria seu jardim da infancia dos seis meses aos dois anos, convivendo com outros potros e aprendendo a ser cavalo. Caso não haja essa possibilidade é melhor ele conviver com outras eguas ou cavalos parte do dia solto para correr, se exercitar e desenvolver, com oferta de água fresca a vontade o dia todo. e pelo menos um trato de concentrado (ração) de potros até um ano de idade. la não precisa ser xucra para depois ser domada. ela precisa ser tratada como cavalo, viver como cavalo e entender que a aproximação com o ser humano não necessariamente lhe causará dores e sofrimentos. Boa sorte e continuamos por aqui.

  28. Horse.M says:

    tenho uma potra , ela tem suas pernas bem longas e o pescoço pequeno e nao consegue alcançar o chão ela tem que se agachar com as pernas anteriores para alcançar ; Isso é normal ?

    • José Luiz Jorge says:

      Olá, de novo, Horse.M, tudo bem? Fico contente que tenha nos visitado novamente e mandado mais questões. Se é a sua potra com 15 dias, todos nascem com essa caracteristica. Nascem com pernas altas, e o tronco e pescoço só se desenvolverão nos proximos meses. Dependendo da raça, os cavalos de maior porte, aqueles que mesmo adultos tem pernas altas, como os BH (Brasileiro de Hipismo) os PSI (Puro Sangue Ingles) o PSL (Puro Sangue Lusitano), tem essa caracteristica reforçada quando pequenos, enquanto os Mangalarga Marchador, que quando adultos são mais “quadrados” com linha de dorso mais curta e mais proporcionais, ainda apresentam as pernas mais longas após o nascimento para logo depois equilibrarem o desenvolvimento de troncos e membros. É que os cavalos durante a gestação não teriam espaço para se desenvolverem proporcionalmente, então o tronco e cabeça ficam menores e as pernas crescem e ficam dobradas, para que após o nascimento, ao mamar na primeira hora de vida eles ganham energia para saírem a campo acompanhando a mãe e se ameaçados correrem junto com ela.

  29. Maria Jordana Caldas says:

    olá, ganhei um potro, ele tem sangue de Mangalarga, que por sinal são cavalos muito tranquilos! já meu potro tem um temperamento muito agressivo, devido ao fato de sua mãe ter sido vendida quando completou 6 meses, ele ficou solto, sem ter contato com pessoas.. comecei a aplicar os comandos basicos nele quando completou 1 e 3 meses, lhe ensinei a aceitar o cabresto e o baxeiro, Mas antes disso aconteceu um episodio muito triste, ele foi amarrado com um laço, em uma arvore e apanhou bastanta, pois ele não queria aceitar que chegassem perto dele. quando cheguei na fazenda ele estava agitado, e desde então é um cavalo assustado e inquieto e se assusta muito facil… ele agora vai completar 2 anos e só aceita que eu chegue perto e outras pessoas ele não aceita… ele já aceita o arreio e o cabresto, mas estou tendo dificuldades em ensina-lo a aceitar o bridão. no momento em que vou colocar ele levanta a cabeça no alto e tenta fugir, eu nunca o agredi, e gostaria de saber como faço para que ele seja mais amigavel com outras pessoas, e tambem como faço para que ele não recuse o bridão. sei que ele não aceitará na primeira e nem na segunda vez e que isso levará tempo… mas tenho medo de machuca-lo e que ele me machuque na hora em que eu for colocar o Bridão.. se puder me ajudar eu agradeço, pois estou me iniciando do mundo da doma. e tambem quero saber se há um bridão adequado para inicia-lo!?!! obrigada e espero ter sido clara!!!

    • José Luiz Jorge says:

      Olá Maria Jordana, como gostei de receber sua mensagem e ao mesmo tempo, quanto ela me entristeceu porque me é impossível deixar de me colocar no lugar do potro e sentir seu enorme medo e dor por ter sido surrado covardemente sem saber o motivo. Aliás, essa conduta tipificada como maus tratos é passível de cadeia sem fiança aos seus autores, os quais, eles sim precisam reeducados pelo método. Como Horseman luto, e aliás estou respondendo seu comentários e todas as centenas de outros que recebo todos os meses, para que um dia, seja lá que dia for, possamos fazer do mundo um lugar melhor para pessoas e Cavalos, em especial.
      Cavalos na natureza são animais de manada e seres predados, ou seja, servem como alimento a predadores carnívoros. Sua segurança está em fazer parte de uma manada e isolados tem seu instinto de preservação aguçado. Para nós é essencial no inicio do trabalho com potros, principalmente, reconhecer e respeitar se direito de se protegerem do que eles reconhecem como sendo ameaça á sua segurança.
      Quando acontece uma tragédia como essa na vida de um potro, as marcas em sua mente ficam gravadas para sempre e podem, em qualquer momento de sua vida, voltarem como se estivesse acontecendo de novo, mesmo que ninguém volte a agredi-lo. Um cheiro, um som, uma situação de serem amarrados a uma arvore, que é comum na vida de cavalos de lazer, passeio ou de lida. E ele ira querer sair voando do perigo iminente.
      Portanto, esse potro, para ser um cavalo capaz de voltar a confiar nas pessoas, precisa ter sua experiencia com os humanos totalmente refeita em sua mente.
      Perca a pressa de colocar bridão ou fazer a chamada doma agora. Com dois anos ele mentalmente ainda é um adolescente.
      Voce que assumiu a responsabilidade de conduzir pessoalmente o trabalho precisa se preparar mais e melhor, entender mais a fundo a psicologia, o comportamento e o padrão de respostas dos cavalos, como eles aprendem e fazer um plano seguro, passo a passo até a doma que eu chamo aqui de escolarização e recomendo que se faça aos 3 anos.
      Não sei ainda em que estado do Brasil voce está, mas um curso seria importante. Enquanto isso sugiro que voce leia, O Homem que Ouve os Cavalos de Monty Roberts e se puder, o meu livro Conversando sobre Cavalos, onde deixo um roteiro para a abordagem da doma gentil, ou do Horsemanship.
      Será necessário que voce tenha um redondel, que aprenda um pouco sobre a linguagem do cavalo na natureza e pratique com ele em liberdade no redondel a reconstrução da confiança nas pessoas e a possibilidade dele escolher e reconhecer a liderança do ser humano junto a ele.
      Eu tenho na seção de artigos, uma coleção de textos que publiquei para varias situações do inicio da doma, como o texto “como os cavalos aprendem”, ” um roteiro para a escolarização de potros”, ” conhecer seu cavalo para entender suas respostas”, “manejo nutricional de um potro de dois anos”, ” pensamentos e ensinamentos de verdadeiros mestres do horsemanship”, entre varios outros nas paginas seguintes da seção Artigos.
      Quanto ao bridão adequado, lá na frente na hora em que isso for necessário, voce pode na primeira vez usar um próprio para iniciação com argolas e uma barra de borracha, A partir da terceira ou quarta vez, use o Chantilly, o bridão de argolas com barra articulada e larga. Quanto mais grossa, mais leve, ou seja menos agressiva, os bridões mais finos tem ação mais aguda e pedem mãos hábeis e leves do cavaleiro.
      Mas, como voce viu nesse artigo em que postou seu comentário, os primeiros usos do bridão devem ser feitos com redeas longas a partir do chão, mas no caso do seu potro, isso é tarefa para daqui há bom tempo.
      Espero ter sido util e estamos á disposição se voce quiser ou puder fazer conosco um curso de horsemanship e escolarização de potros. Bom Trabalho.

  30. Carlos says:

    Tenho um cavalo castrado com cerca de 9 anos resultante de um cruzamento de lusitano com mangalarga marchador
    Ele foi muito bem domado e obedece facilmente aos comando de redeas e pernas, porém é um animal de sangue quente e muitas não se contenta em andar devagar e tentar sair no galope. Mesmo estando em companhia de outros cavalos e com a rédea com pouco pressão ele resolve quere correr. Tento segura-lo, faze-lo girar, mas ele continua demonstrando impaciência e pula com as patas da frente. Sou obrigado a me afastar do grupo e acalma-lo para poder voltar ao grupo
    O que posso fazer para mante-lo no mesmo ritmo dos demais e minimizar estas vontade de correr

    • José Luiz Jorge says:

      Ola Carlos, obrigado pela visita e pelo seu comentário. Na verdade o temperamento sanguineo vem do lado Mangalarga dele, já que na raça Mangalarga (“paulista”), houve infusão de sangue exótico, do Puro Sangue Ingles e em alguns ramos de P.S. Arabe.
      Em que pese essa presença genética no Cavalo, e que pode sim explicar parte do comportamento inadequado, me parece que o Cavalo precisa trabalhar mais vezes na semana, apesar de voce não ter relatado, me parece que Voce equita ela uma vez por semana. Se onde ele está hospedado tiver um redondel, e se voce tiver tempo, procure ir mais de uma vez na semana e quando for cavalgar chegue uma hora antes do grupo sair e trabalhe ele do chão, rodando em liberdade, se tiver informação sobre a abordagem pelo Horsemanship, senão rode ele à guia longa, coloque-o na marcha para aquecimento, no galope reunido e volte a coloca-lo na marcha. isso durante uns 30 minutos. Monte dentro do redondel, trabalhe saindo a passo, faça exercicios de arena, curvas á direita e à esquerda, trace um oito, faça-o recuar, flexione pescoço parado, trazendo o nariz até a paleta, para um lado e outro, depois desengaje, ou seja faça a flexão de pescoço deslocando os posteriores até cruzá-los na volta sobre si mesmo.
      Outra coisa que acho interessante, é que quando for montar, saia dessa programação mental de esperar pelo pior, pela arrancada dele.
      Sente firme na sela, cuide de não inclinar o tronco para frente, coloque o peso mais atrás, estique a perna e quando começar a cavalgar mantenha o foco de seu olhar no horizonte, bem mais adiante do que a cabeça do cavalo, voce da a direção para onde olhar, se olhar para baixo ou para a cabeça dele, isso o desorienta. Por que falo isso? voce não mencionou mas quando está montando com o grupo, as orelhas do seu cavalo estão atentas para frente, no ambiente ou voltadas para trás (sem murchar), prestando atenção em voce? se estiver para trás, e voce fizer o que sugeri acima, ele relaxa e vira as orelhas para frente. Enquanto cavalgar respire longa e profundamente, expire de igual modo. Voce distenciona, ele distenciona tb. Essa agitação dele pode refletir o tamanho da sua preocupação. Cavalos são espelhos do cavaleiro, e isso é uma verdade sólida na relação com o Cavalo.

  31. Maria Jordana Caldas says:

    Obrigada!!!! voce me ajudou muito….. eu tive um pouco de pressa pois, tinha medo de que ele nunca fosse um animal docil… eu moro no estado de Goias na cidade de Ipameri!
    eu realmenete gostaria de fazer um curso, mas em minha cidade não é possivel! O meu cavalo, se transforma rapidamente, em um animal agressivo, quando vê o rapaz que o agrediu! Eu pego algumas aulas de doma e iniciação de potros pela Net… ele é meu primeiro cavalo, por isso resolvi tomar conta dele.. pois quero estar sempre perto dele. quando está comigo ele realmente é um animal docil e não apresenta nenhum medo, ele apenas se assusta bastante, quando outra pessoa chega perto dele…

    vou e quero conhecer mais este mundo tão incrivel que é o do cavalo.. tenho ainda 15 anos e tenho muito que aprender. eu vou tentar encontrar o seu livro, pois sei que ele servirá de grande ajuda para mim!! muito obrigada!

  32. Willian says:

    Prezado José Luiz,
    meu cavalo é um garanhão de 03 anos, ficou parado na baia por aproximadamente duas semanas sem qualquer trabalho, o comprei de um haras. Na logo depois das duas semanas mandei ferrar e fui andar porém desde aquele momento percebi que o cavalo só pensa em morder, no cabresto, fora dele, ou seja, aproximou quer morder. E por outro lado todas as vezes que vamos tirá-lo da baia e levar para o piquete ou redondel o bichano empina e balança, sei lá, dá de pernadas com as patas da frente que ninguém segura, e o pior é que recentemente, já pedi o veterinário para olhar, está recusando qdo vamos colocar a cabeçada com o bridão. Tá difícil. Preciso de ajuda, e não quero usar o método tradicional de “porrada”, surras e outras coisas mais, até porque o bicho não pode ver esporas (ele detesta) fica com muita raiva. Help.

    • José Luiz Jorge says:

      Ola meu caro William, agradeço sua visita e a importante questão que voce coloca para todos nós. Não dá para ficar indiferente ao que seu cavalo está comunicando e muito menos, não tenho como deixar de me colocar no lugar dele e sentir quanta dor, medo, defesa e fuga ele sente. Outro ponto, importante a meu ver é como esse local onde voce buscou esse cavalo inicia mal seus potros.
      Claro que um cavalo nessa idade e recem iniciado deve trabalhar todos os dias, sair da baia, passar pelo aquecimento, consolidar sua doma de baixo, e retomar o trabalho montado para ir aperfeiçoando tudo que esperamos de um cavalo de sela e que não foi ensinado a ele.
      Outro ponto, cavalos jovens devem ser adquiridos e trabalhados por cavaleiros experientes, quem está iniciando a atividade precisa de cavalos mais experientes, que sabem o que a gente sabe e o que a gente não sabe. Cavalos muito jovens, nos colocam o tempo todo problemas novos, e só com um repertório de situações vividas podemos ajudá-los a confiar e a ter gosto pelo trabalho ao nosso lado.
      Por que disse que os cavalos de onde voce buscou esse são mal iniciados? Porque independente da falta de trabalho destes 15 dias, o cavalo veio segundo seu relato, com ” habito de morder,segundo, empina e dá manotaços e precisa ser educado que não precisa agir assim, a menos que lá era agredido quando saia da baia e ai, legitimamente, já sai se defendendo. para essas pessoas que fazem o pior da chamada doma tradicional, a iniciação do potro é o mesmo que sessão de agressões e violencias gratuitas, para compensar a falta de compreensão que eles tem da natureza do cavalo, do seu padrão de respostas etc.
      a recusa de colocar cabeçada e bridão é mais uma informação decorrente do mau trato e da má iniciação, feita claramente na base do sofrimento, submissão e dor.
      é graças ao metodo tradicional que ele chegou nesse ponto lamentavel no começo de sua vida util. seu cavalo precisa ser reabilitado e recuperar a confiança nas pessoas, precisa ser reeducado a ver e sentir como cavalo as situações. posso resumir que estragaram a mente do seu cavalo.
      Não sei se quando voce o comprou voce viu ele sair da baia, ser cabresteado, ser encilhado, ser colocada a cabeçada nele e como ele se comportou ou se quando voce chegou ele já estava com a embocadura e selado. temos no site um artigo, como comprar e vender cavalos, procure ler e veja se voce fez os exames basicos nas tres situações, ou se te empurraram um problema que eles criaram por lá.
      a quarta indicação do medo, dor e etc é o medo da espora, aqui não usamos relho, corda, espora, cachimbo, pito, nada, nenhuma contenção a força. mas com uma filosofia que parte do respeito ao Cavalo e da criação de um ambiente de confiança e cooperação em 3 meses entregamos um cavalo bem iniciado e sabendo o que esperamos dele o todo o basico para o cavalo de sela. com mais um mes, trabalho, recuo, abrir e fechar porteiras, etc. Mas quando se trata de recuperar a mente do cavalo, o tempo de resposta passa a ser dele.
      aqui os cavalos e garanhões iniciados, são encilhados soltos ao nosso lado, colocam a cabeça debaixo do nosso braço para vestirmos a cabeçada como luva, e são montados parados e soltos.
      se voce tiver um redondel onde ele está hospedado, terá de se preparar e usá-lo muito, e seu cavalo precisa de um trabalho de base, feito do chão antes de ser montado e refeito.
      não sei em que estado vc mora, se for em SP, considere a possibilidade de um curso de horsemanship comigo, para aprender e ter segurança ao mexer com ele. seria bom mesmo se voce pudesse trazê-lo e fazer seu curso enquanto pratica com ele, sabendo que ao sair daqui, voce terá de dar continuidade no minimo duas vezes por semana ao trabalho com ele, do chão e montado.
      enquanto não te passar um programa de trabalho detalhado para voce realizar com ele, procure no youtube, videos de Buck Branaman, de Tom e Bill Dorrance, de escolarização de cavalos pelo horsemanship, no meu canal “ranchosaomiguel1″ tem um gravado pela TV Diario de Mogi, a Globo local.
      No meu livro, Conversando sobre Cavalos eu passo entre muitas informações importantes para a compreensão da linguagem do Cavalo na natureza, um roteiro de trabalho passo a passo. então, pela ordem:
      vc tem um redondel ou piquete cercado? voce tem quanto tempo por semana para lidar com ele? como é o local onde ele está e qual trabalho podem fazer com ele por lá?
      aguardo um contato seu com essas informações adicionais. se preferir, nos ligue, tem os contatos no site.
      bom trabalho, pelo bem de seu cavalo.

      • willian says:

        José Luiz, primeiramente obrigado pela atenção.
        Sou de minas gerais (zona da mata mineira), gostaria de saber como funciona os cursos e quanto é o valor. Peço que informe em meu email quanto ficaria a permanência, se for o caso, do cavalo, no haras para doma correta, durante os 3 ou 4 meses. Aqui tem a possibilidade de utiliza-lo em um piquete, posso realizar um trabalho 3 vezes durante a semana (nos finais da tarde) dedicando pelo menos de 1 a 1:30hs por dia. Vou procurar seu livro, que alias na dica de livros. Meu email é sebastianwillian@yahoo.com.br. Aguardo

  33. giordani gonçalves domingues says:

    boa tarde jose luis desde ja agradeço sua atençao tenho um potro mangalarga marchador marcha batida com 3 anos e um animal com muita pressao desde novinho eu o adqueri com 5 meses e o criei bem criado a 3 meses atras chamei um domador ou se dizia domador vi meu animal sofrer muito fui em busca de conhecimento fiz um curso de adestramento basico ,equitaçao e preparaçao para pista fiz no cte fernando melo viana em bh ao voltar assumi a doma no qual meu primeiro trabalho foi tirar a pressao e comecei a ensinar o alongamento e discontraçao da boca no qual meu cavalo mudou muito para melhor otima comodidade leve de boca muito dissociado so que tive que fazer uma cirurgia e para nao parar o adestramento pedi para um garoto de 15 anos me ajudar so que com ele o cavalo pesa a frente bate matraca que chega a arrancar as ferraduras dianteiras eu oriento ele mas nao tem adiantado uso nele um bridao de agulha bocal grosso apesar de ter feito ourso tambem estou aprendendo e pretendo me tornar um profissional com a ajuda de profissionais como o sr obrigado.

    • José Luiz Jorge says:

      Ola Giordani,
      antes de tudo, obrigado pela visita ao site e pela sua mensagem. Posso lhe cumprimentar pela sua compreensão da natureza do cavalo e pelas iniciativas que tomou, buscando preparar-se melhor para compreender e interagir com seu cavalo, inclusive pela retirada do contato com a pessoa que causava sofrimento ao seu cavalo.
      Melhor ainda foi escolher o CTE Fernando Melo. Novamente voce acerta ao estabelecer uma comparação entre o cavalo na sua mão e na do garoto de 15 anos, que no entanto pode melhorar muito, se fosse possivel, por exemplo envia-lo para um curso tecnico, ou no CTE ou em outro local com a mesma filosofia de trabalho. Te digo isso porque é cada dia mais raro um jovem gostar, se interessar e se propor a realizar o trabalho com cavalos, então se ajudarmos a formar novos, dentro de um conceito mais correto, em algum tempo não haveria espaço para “ditos domadores” como o que vc excluiu do convivio com seu cavalo.
      No que precisar, trocar ideias, consultas que estiver ao nosso alcance responder, estou à disposição.
      boas cavalgadas
      Jose Luiz Jorge

  34. Horse.M says:

    Bom Dia a Todos.
    Postei esse texto aqui em agradecimento ao Jose Luiz, que através de suas dicas consegui ganhar a confiança da minha potra . Obrigado Jose pela grande ajuda que você me deu .

    *Ontem eu fui no piquete , Escovei a égua e depois soltei da corda e elas começaram a me seguir a égua e a potra , depois de eu dar umas voltas com elas me seguindo a égua parou ,então só a potra começou a me seguir onde eu ia ela também queria ir , umas horas aumentei a velocidade dos passos ( as vezes eu corria e ela também corria atras de mim ) e ela veio me seguindo com jeito igual ela faz com a mãe dela , então quando ela parava de me seguir eu ia pro outro lado ,me deslocava de onde estava, e ela novamente vinha me cheirava e me seguia novamente.

    • José Luiz Jorge says:

      Valeu, obrigado, foi um monitoramento à distancia para voce fazer o imprinting com sua potra, e voce é aplicado e dedicado por isso deu certo. boa sorte com a potra

  35. Gabriel says:

    bom dia Jose, iniciei a doma de baixo com minha potra de dois anos, ela e muito docil e calma!! estava indo tudo muito bem quando num dia desses coloquei a para rodar no cabresto com muito carinho. mas perdi a noção do tempo, até porque ela se apresentava muito bem e fiz isso por uns 40 minutos e depois deste fato ela esta se recusando a repetir e esta se contraindo. mas eu parei de insistir e não bati nela não. agora quando ensino algo novo por vezes ela se contrai me mostrando que esta desconfortável com a nova tarefa. será que eu causei algum pequeno trauma nela pelo excesso de tempo.

    será que posso levar ela para dar um passeio quando saio com meu outro cavalo??

    obrigado!!

    Gabriel.

    • José Luiz Jorge says:

      Ola Gabriel,
      voce parece estar usando bem seu feelling pelo relato que fez. Com dois anos, o potro(a) ainda não está mentalmente formado. Não sei também se ela pôde antes dessa fase, vier uma infancia de cavalo como outros potros no piquete, e tb não sei qual a raça, se QM ou Crioulo, ou mesmo PSI, os criadores desses cavalos tem tradição de começar bem cedo.
      Mas, se essa doma de baixo, tem sido apenas o trabalho de chão, tipo seguir à guia, rodar à guia, engajar e desengajar de baixo mesmo, flexão e alongamento de pescoço, sem apresentação e uso de embocadura e charreteamento, (acho ainda cedo para isso), então ela pode mesmo ter ficado cansada e desconfortável com tanto tempo de trabalho.
      Se for essa a situação, sugiro que voce busque, por exemplo, no youtube , como referencia de trabalho de chão, as iniciativas e “jogos” propostos por Clinton Anderson e seu ground work.
      Aqui preparei um pequeno percurso de 30 metros que eles fazem à guia, me seguindo, onde passam por cima de plástico, depois pulam troncos com 30 a 40 cm, contornam tambores, sempre à guia, para distrair sua mente e propor gradualmente novos desafios perfeitamente possiveis.
      Antes disso porém, para tentar mudar essa programação mental em que ela entrou, puxe-a à guia, numa manhã, para pastejar a seu lado um tempo, um local com capim tipo graminea (feno), que ela goste muito, ou leve-a para dar banho, escovando-a bastante, pegando uma a uma suas patas, refazendo na mente o percurso de que estar a seu lado pode ser interessante de prazeiroso.
      quando voltar ao redondel, retorne ás ações básicas que ela fazia bem antes do dia estafante.
      Os trabalhos de chão, fora de uma rotina entediante ajudam muito a mente do potro(a) e construir passo a passo a sua vocação natural, seja ela cavalo de lazer, de sela, de esportes ou de trabalho. Mas voce está no caminho, porque seu cuidado, sua leitura sobre as possibilidades do que pode estar acontecendo, é boa.
      lembre-se que quando um cavalo não responde o que esperamos ele o faz por 3 razões, – não entendeu ou não quer naquele momento, pedimos duas coisas contraditórias ou não demos o tempo que ele precisava para entender e responder.
      Além disso, como ensinam os mestres, devemos tornar o correto, fácil, e o incorreto, desconfortável.
      Não devemos nunca levar a situação para um impasse, para o braço de ferro, mas também não se pode “aliviar a pressão”, quando ele faz algo que não era o esperado/solicitado. Bastam Tres atitudes equivocadas ou mesmo perigosas, como empinar e manotar, seguidas do alivio da pressão para ele aprender que seria isso o que esperávamos dele.
      Sempre que for entrar para uma sessão de trabalho no redondel, tenha seu plano de aula em mente, ontem estava assim, ensinei isso, hoje vamos consolidar, ou consolidamos isso ontem – proximo passo vamos recapitular tudo que fizemos até hoje, amanha começamos algo novo, em sessões de 15 a 20 min. por enquanto.
      Para sair do tédio, brinque, jogue, proponha desafios novos e realizaveis.
      boa sorte com ela.

  36. Odair Vitor de Lima says:

    Bom dia José Luiz,
    Sempre que posso tenho lido seus artigos são muito bons, eu tenho um potro QM, o qual estou domando é meu primeiro cavalo estou aplicando nele a doma racional gostaria que me explicasse como faço para ele aprender espinar, e qual melhor abridão usar nele.

    Grato!

    Odair

  37. ubiratan says:

    Olá,Boa tarde!Gostaria de saber se não for colocada a barbela do freio o que pode acontecer?

    • José Luiz Jorge says:

      Ola Ubiratan,
      Obrigado pela visita ao site e pela questão.
      Há embocaduras como certos tipos de bridão, o chantilly por exemplo, que é o popular bridão de argola, mais usado na fase de escolarização (doma), que já são feitos para serem usados sem barbela.
      Outros bridões articulados como o pellian, mais comum, precisa da barbela para o função de alavanca quando acionada a rédea, o que posiciona ele melhor para ter o efeito esperado e há bridões como o Dardoun , conhecido como bridão D, muito usado em marchadores, que também não tem barbela.
      Quando se fala em freio, como agua choca, o de barra fixa, a barbela é indispensável, assim como no bridão pellian , porque senão ele fica sem ação.

      Espero ter esclarecido, no site tem um artigo sobre usos de diferentes tipos de embocaduras e tem algumas ilustrações de cada tipo, dos mais comuns.
      Boas cavalgadas
      Jose Luiz Jorge

  38. Francisco Guitti Leite says:

    Olá José, boa noite. Sou novo no ramo, e espero que possa me auxiliar. Carrego dúvida quanto ao tipo de embocadura que devo utilizar e quais os efeitos que esta desempenha no animal. Ainda preocupo-me com a sensibilidade resultante do uso. Ficaria grato se pudesse discorrer um pouco sobre o tema de maneira prática, objetivando como eu poderia trabalhar a feitura da boca do cavalo sem que o machuque com tal manejo. Não obstante, gostaria que me esclarecesse o seguinte: Há pouco fomos presenteados com um mangalarga paulista já domado, e noto que quanto montado tende a recuar a nuca, mantendo-a rígida por vezes. O antigo dono é um homem ciente da sensibilidade de um cavalo, mas afirma que este possui o temperamento naturalmente agitado. Contudo, mesmo diante de tal afirmacão, não me convenci. Espero que possa me dizer o que devo fazer para confortar o equino, se for este realmente o caso. Desde já agradeco a atencão.

    • José Luiz Jorge says:

      Prezado Sr. Francisco Leite
      Antes de tudo obrigado pela visita ao site e pela questão formulada, além de parabeniza-lo pelo cuidado com seu cavalo.
      São poucos os proprietários e ou tratadores e mesmo treinadores que diante de uma questão nova para eles, qualquer que seja a mesma, empenham-se em buscar informação útil, ou organizada e qualificada para resolver o problema antes de agravá-lo.
      Assim, vamos aos temas colocados por você, aqui resumidamente:

      1) ao tipo de embocadura que devo utilizar
      2) e quais os efeitos que esta desempenha no animal.
      3) Ainda preocupo-me com a sensibilidade resultante do uso sem que o machuque com tal manejo.
      4) Há pouco fomos presenteados com um mangalarga paulista já domado, e noto que quanto montado tende a recuar a nuca, mantendo-a rígida por vezes.
      5) Dizem que o temperamento dele é naturalmente agitado.
      6) Espero que possa me dizer o que devo fazer para confortar o equino,

      Quando um Cavalo demonstra esse desconforto com uma embocadura, qualquer que seja, recomendo que se chame um veterinário especializado em cuidar do dentes por diversas razões: a) pode estar com pontas de dente na boca e sente dores atrozes, isso pode ser avaliado se ele demora em comer o concentrado (ração), se balança a cabeça como que querendo livrar-se do incomodo. Outro ponto pode ser que ele tenha o chamado dente de lobo, um micro dente antes do primeiro pré molar, dente em extinção que já não aparece na maioria dos equídeos, mas é uma pequena presa, sem esmalte e que fica justamente onde o bridão deveria encaixar naturalmente na boca e ai as dores são insuportáveis a cada ação de rédea.

      Segundo, pode trazer essas cismas do processo de doma, ou do uso de uma embocadura que lhe causou dor, seja por ser inadequada, seja pela mao pesada do cavaleiro.
      Ai chegamos a um ponto básico; de longe a questão mais comentada, que mais duvidas traz às pessoas é o tipo da embocadura e suas ações. É que a maioria das pessoas entende que a equitação se resolve primeiro na contenção e controle do Cavalo pela boca, como forma de compensar dificuldades no trabalho montado. Mesmo peões ou treinadores experientes focam a contenção, “ ah essa está fraca, não faz efeito ou ele não obedece” como se fosse culpa do cavalo, quando a equitação se resume a duas questões centrais: – assento, equilíbrio e correto uso da ajuda das pernas.
      Então não costumo começar a avaliar as dificuldades que um cavalo passa nas mãos de cavaleiros, experientes ou não, mas que não estão sabendo entender o que se passa, pela discussão do uso desta ou daquela embocadura, porque tirando as duas questões iniciais (problema de dentes ou de doma), a maior parte do problema sempre é o cavaleiro que com alguma insegurança quer poder conter o cavalo.

      O tema das embocaduras é complexo – são diferentes os tipos, com diferentes efeitos, dependendo do uso a que se destina o Cavalo, recomenda-se mais um ou outro, assim, um bridão tipo pellian articulado, com perna longa usado em cavalos QM de provas de tambor, onde o cavalo tem que virar em alta velocidade não serve ou não é necessário para um cavalo de sela.

      Há que se conhecer a história do cavalo, com qual foi iniciado, por quê? Se quem o fez sabia o que estava fazendo, se iniciou o cavalo com boa ajuda de pernas ou não, se ele foi charreteado na doma de chão para desenvolver musculatura na parte dorsal do pescoço e nuca, (região da crineira), se foi direto para a doma de cima na base do quem pode mais, chora menos e foi escolarizado com dor… etc

      Não há uma receita única, fácil ou técnica boa, porque tudo depende da historia do Cavalo e do preparo do cavaleiro em ler, sentir e analisar os sinais que seu cavalo lhe dá.

      De fato, muitos cavalos Mangalarga, pela infusão do sangue exótico, Puro Sangue Ingles, na raça, tem temperamentos sanguíneo, mais agitados, no sentido de serem mais impulsivos e também mais defensivos, já que a reação primeira de qualquer cavalo é o instinto de auto preservação, se agredido, se sofreu dores sem necessidade tem e vai usar seu instinto de auto preservação, mas isso resolve com bom trabalho de base, com a recuperação mental do cavalo que deve ganhar confiança no senhor.

      O Sr. Não esclareceu a idade do cavalo, nem qual tipo de bridão está utilizando. Assim, antes de indicar de longe, na base do “eu acho”, que nada é profissional, ou “ a maioria usa tal tipo”, esquecendo que cada cavalo é único, resumo com calma e sem pressa as seguintes ações:
      a) Analisar os dentes, para confirmar ou descartar essa possibilidade de causa de alteração
      b) Buscar conhecer como foi iniciado e com qual equipamento e ainda qual ele usa hoje
      c) Buscar preparar-se melhor para ler e sentir seu cavalo, um curso de horsemanship, para compreender a linguagem natural deles e como lidar melhor com isso; aqui temos cursos em módulos e se o sr residir em SP ou região metropolitana ficará mais fácil de traze-lo para praticar e experimentar na pratica as variáveis possíveis.
      Se após essas ações o sr puder me escrever novamente, eu terei elementos suficientes para explicar a ação de um ou outro tipo de embocadura e juntos chegarmos a uma opção, sendo que a qualidade da equitação é decisiva para uma solução boa para os dois

  39. Luiz Carlos says:

    José Luiz,
    tenho um cavalo meio sangue mangalarga marchador de cerca de 9 anos. Aos 2 anos comecei a doma racional, inicialmente charreteando até montá-lo. Trabalhei com ele na doma por cerca de 6 meses, mas interrompendo a doma, pois não podia ir constantemente à fazenda. Nos últimos dois anos, montei nela algumas vezes, pois vou a fazenda uma vez por mês. O cavalo não trabalha,pois o vaqueiro não gosta de montá-lo, por considerar que é o cavalo do patrão.
    Em outubro, montei por cerca de 1 hora, em seguida, minha esposa foi monta-lo, mas quando apoiou o pé no estribo ele passou a pular, sem que ela tivesse montado.
    Em seguida soltei o animal. Em novembro, selei o cavalo, montei e foi até ao arraial, acompanhado do meu vaqueiro. Quando entrou na cidade, o cavalo estava muito assustado e movimentos bruscos. Desmontei por alguns minutos e quanto tornei a montá-lo ele pulou novamente comigo, me derrubando. Pegamos o cavalo na rua e montei novamente, ele tentou pular mas o contive. Retornei à fazenda, mas o cavalo sacudia muito a cabeça e tentava disparar. No outro dia pela manhã peguei-o no pasto e após selá-lo e rodava, negando a montaria. Como eu iria para a cidade, participar de um festejo, com fogos e cavalgada, preferi não arrisca, para evitar qualquer acidente. Soltei o cavalo. Será que a falta de trabalho está deixando o cavalo chucro novamente. O que fazer para montá-lo sem correr o risco dele pular novamente. Será que pode ser o freio, pois ele balançava muito a cabeço. Pode substituí-lo pela professora, usada em cavalo de caquejada.
    Obrigado pelo orientação.

    • José Luiz Jorge says:

      Caro Luiz, obrigado pela visita ao site e pela questão.
      O que muitos chamam de doma, nós aqui falamos em escolarização do potro. o seu não teve isto, e na pergunta voce já dá a resposta.
      Sim, o processo interrompido e descontinuado não formou a mente do cavalo, as reações dele são legitimas, medo e fuga, e nem pensar em colocar essa professora que em muitos locais já é proibida por ser um instrumento de tortura pela dor que causa.
      Ora, há que se ter metodo, regularidade, passo a passo, construir a confiança dele nas pessoas e das pessoas nele;
      recomeçar do zero, rodar à guia no redondel se vc falou em doma racional.
      Mas é preciso refazer a mente dele e o horsemanship (relação entre homem e cavalo, do ponto de vista do cavalo) é o melhor caminho.
      Mas para isso voce precisa se preparar, refinar sua sensibilidade e ler os sinais que o cavalo nos dá.
      Coloque a sela e rode ele selado, na guia longa. ele pode até tentar tirar a sela, mas sem violencia vai entender que a melhor escolhar é cooperar.
      tire as cócegas, a sensibilidade, escove bastante ele antes do trabalho, estabeleça com ele que estar ao seu lado é bom.
      Tenho varios artigos diferentes em mais de 12 paginas de artigos dedicados a esse manejo do chão, antes do trabalho de cima.
      Quando montar, ele deve passar a ser montado regularmente, e sem ser agredido, sem chicote, porque ele tem direito de se defender do que ele considera uma ameaça. cabe a nós, provar para ele pelas nossas atitudes que ele vai sim trabalhar, mas que nada de ruim vai lhe acontecer.
      No ultimo artigo que coloquei sobre cavalos que mordem, (não é o caso do seu), tem uma serie de trabalhos de chão que podem ser feitos nessa fase.
      o CAVALO está sim redomão por erros sucessivos que foram cometidos com ele e ele não pode sem trabalho de base ser exposto a situações de medo, como ir à cidade, fogos, etc isso é um terror na mente dele.
      Espero ter sido util, mas voce precisa mudar a forma de fazer as coisas para ter o cavalo de volta, com a mente equilibrada e sã.

      bom trabalho

  40. yuri says:

    Olá,

    Comprei um 4 de milha tem 6 meses, fui colocar o freio e ele não aceita fica pulando, cavalgo com um tipo de cabresto que veio com ele, esse cabresto tem uma corrente por debaixo do queixo, o cavalo responde a todos os comandos tranquilamente, te pergunto, sera que tem problemas continuar a utilizar este equipamento? Não é um freio? ele é inteiro já passei em frente de éguas no cio e controlei tranquilamente, ele tem 6 anos com registro abqm, OBS: esse equipamento é parecido com um cabresto em couro ,não vai nada na boca do cavalo.

    Grato

    • José Luiz Jorge says:

      Caro Yuri esse equipamento, tipico dos QM, chama-se Hackymore, e faz a função do freio, porque as rédeas saem de uma perna lateral de metal que alavanca como o faz o freio só que sem agredir a boca do Cavalo, se ele está atendendo bem e voce o conduz com tranquilidade, porque mudar?
      Ele só precisa ser trabalhado regularmente e com frequencia.
      Boas Cavalgadas

  41. Luiz Carlos says:

    Prezado José Luiz,
    em 28/12/12, encaminhei um email no qual relatava situações ocorridas com meu cavalo, que passou a pular, apesar de ter sido montado por diversar vezes e também sobre que tipo de ambocadura usar, pois com freio ele balançava muito a cabeça e estava muito agitado. Bem, no dia 30/12 fui para a fazenda e sem ter lido a sua resposta, de 29/12, trabalhei com o cavalo, sem montá-lo, por três dias. Escovei, selei, rodava o cavalo selado, trabalhei muito para tirar a sensibilização. No quarto dia, levei o cavalo para o curral, pois não tenho redondel, e lá aos poucos, montei no cavalo e saí a passo. Também troquei o freio pelo bridão D com haste, deu tudo muito certo. O cavalo se adaptou bem ao bridão e não jogou a cabeça, como fazia com o freio. Como abordei no email anterior, na ocasião desisti de participar de uma cavalgada, pois o cavalo estava muito assustado ao entrar na cidade, pulou comigo e poderia pular novamente, com o barulho dos fogos de artifícios. Mas no dia 20/01. nos festejos de São Sebastião, resolvi participar da cavalgada. Apesar do movimento na cidade e do barulho dos fogos, o cavalo se comportou muito bem. Hoje, 21/01, ao acessar o esta página, li a sua resposta, que abordou exatamente o trabalho que realizei com o cavalo no mês de janeiro. Gostaria de partilhar minha experiência e asseverar que o trabalho que você havia aconselhado “Mas é preciso refazer a mente dele e o horsemanship (relação entre homem e cavalo, do ponto de vista do cavalo) é o melhor caminho”, deu certo e é a melhor forma de lidar com situações de stress entre o homem e o cavalo. Obrigado pela sua resposta.

    • José Luiz Jorge says:

      Ola Luis Carlos, agradeço ter compartilhado sua experiencia e o retorno sobre a troca de idéias em torno da melhor abordagem para recuperamos a confiança do Cavalo e podermos liderá-lo em vez de submetê-lo. O natural horsemanship é mais do que uma técnica é uma visão de mundo diferente sobre as relações entres seres humanos e seus Cavalos. parabéns pelo método como atuou e pelo resultado que construiu. boas cavalgadas. Jose Luiz

  42. Hédio Jandre says:

    Olá, Acabo de comprar um cavalo, não o montei, pois confiei na palavra do domador (Meu amigo), de que o cavalo era muito bom. Mas a realidade é que depois da doma foi usado para trabalhar com boi por pessoas com pouco conhecimento.

    1-cavalo esta com medo do freio
    2- boca bem lesionada, avermelhada “Assada ou queimada”
    3- esta “Garrando”, quando tento sair ele resiste com força, acredito que por defesa.

    As lesões podem ter reversão?
    Qual o melhor tratamento?

    • José Luiz Jorge says:

      Caro Helio, sempre tenho insistido aqui sobre a responsabilidade de iniciar e escolarizar um potro. o que de bom e ruim acontecer nessa fase terá reflexos no resto da vida util do Cavalo.
      E insisto ainda que a atividade de treinador, “domador” deve ser regulamentada no país, pelo bem do Cavalo, porque as pessoas se põe a fazer uma tarefa sem conhecer o que é, como aprende, como responde, qual a linguagem do Cavalo.
      A doma tradicional, com brutalidade, peiando uma das patas, por longas horas, amarrando a cauda ao cabresto para ele flexionar pescoço e garupa por muito tempo, nada tem a ver com doma. Mesmo sem violencia, quando a maioria dessas pessoas acha que basta jogar a sela no lombo e pular para cima, que de lá ele aprende, também não serve mais, porque hoje temos informações essenciais sobre a natureza do cavalo, para obter dele as respostas esperadas, por escolha dele e não por imposição.
      Fato: o Cavalo foi agredido com embocaduras erradas na hora errada. Ele mostra que está com medo do freio.
      Isso acontece porque esses “domadores” se apóiam e apóiam sua insegurança e receio de cair, em cima da boca, quando a equitação se resolve com confiança, assento e pernas do cavaleiro.
      O Cavalo tem direito de se defender de agressoes e dores estupidas que lhe causaram sem ele saber o por quê.
      Então outro ponto essencial é que a mente do Cavalo precisa ser refeita. E deve ser refeita a boca e a nuca a partir de uma doma de baixo, seria, bem feita e no tempo do cavalo. Colocar um bridão Chantily mais grosso, portanto mais leve, uma rédea de cinco metros, e charreteá-lo do chão depois de uma sessão de doma gentil num redondel vai ajudar. Caso aconteça, mesmo depois da doma gentil, quando depois de rodar o cavalo no galope, trote e ele parar, voce puder se aproximar, tocar seus pontos sensiveis e afastar-se dele, quando ele deve vir atrás de voce, mastigando com a boca vazia, ele ainda assim não tolerar uma embocadura, use um hackymore – macio, e charreteie ele com isso, por 15 min. diarios, primeiro em circulos, depois fazendo voltas, oitos, pra direita, esquerda, para adiante, para trás (recuar) e só depois desse trabalho de base volte para cima.
      uma pomada oralbase, um nebacetim mesmo, um pouco de massagem nas comissuras labiais, pode aliviar as dores e reverter a lesão.
      voce tem a missão de recuperar a confiança do cavalo em voce e assumir o papel de lider do seu cavalo.
      boa sorte, estou à disposição

  43. Rafael Weiss says:

    José Luiz, ja lhe escrevi algumas vezes e continuo precisando de voss opinião. tenho uma égua 1/2 manga largo com quarto milha com 5 anos, ele tem uma ótima indole, muito tranquila porem passou pro 2 treinadores e ainda não foi acertado a embocadura, ja usou bridão leve e pesado, freio e hackemore, atualmente esta com bridão de argola,ja li varios textos seus que falam sobre a questão das emocaduras, da busca pelo controle pela boca enquanto que o controle esta no equilibrio, assento e pernas, tenho lido muit sobre o assunto porem o problema hoje é, quando coloco a égua em exercicos mais fortes ou principalmente no laço cumprido, perco o controle sobre ela, que passa a abrir a boca e levar o bridão seguindo para onde ela quer. Tenho um enorme carinho pelo animal porem estou ficando bastante entristecido com a situção. O que voçe pode me indicar a fazer.
    Grato pelo retorno

    • José Luiz Jorge says:

      Ola Rafael,
      Nas provas de tambor costuma-se utilizar um freio- bridão articulado com a perna bastante longa, para uma pronta resposta em velocidade. Esse que você colocou, o de argola, sem barbela, não tem ação de alavanca e não atenderá a sua necessidade.
      Se você compra um freio bridão, mesmo que não seja o de perna mais longa, tem um equipamento auxiliar, chamado francalete, são duas tiras de couro uma ponta fica na argola do meio que seria do bridão e outra na argola da “perna” da embocadura, que seria a do freio. A rédea fica presa nessa tira de couro e ao ser acionada, age ao mesmo tempo o freio e o bridão. No meu facebook tem uma foto minha montando um garanhão tordilho no qual estou usando o francalete, você pode dar uma olhada nisso.
      Se precisar te mando as fotos

      Boas cavalgadas
      Jose Luiz

      • Rafael Weiss says:

        Jose Luiz

        Obrigado pelas dicas, estou usando em minha egua um freio bridão articulado de perna longa e acento leve com ação mediana de barbela, porem principalmente inseri uma rotina de treinamento para ela e para mim usando dicas de outros artigos seus como uso de comandos, pernas, trabalho de equilibrio e com isso percebo que estou conseguindo entender melhor as necessidades do animal e ela esta començando a me entender.

        Grato pela ajuda.

        • José Luiz Jorge says:

          Rafael, Fico feliz em ter sido util, vc está certo em estabelecer uma rotina e isso que começou a fazer é uma construção que voce faz com seu cavalo, os dois aprendem e as respostas são sim gratificantes. boas cavalgadas, estou à disposição.

  44. Caio says:

    Tenho um potro novo, ele tem a boca booa so que anda com a cabeça de Pé !

  45. Eduardo Segatto says:

    tché, o seguinte, tenho um cavalo ( inteiro), excelente de boca, mas ontem ele começou a impinar, hj trabalhei com ele e notei que com um toque sutil nas redeas para fastrar ele queria empinar, mas eu froxava as redeas, uso um freio duro sem jogo algum e fiquei 15 dias sem trabalha ele.
    Gostaria de sua opiniao sobre esse caso.

    desde ja agradeço

  46. JUNIOMAR MACEDO says:

    ALO PRESIÇO DE AJUDA ESTOU COM UM POBLEMA COM UM POTRO CRIOULO DE TREZ ANOS ESTA A 6 MESES DOMADO E ESTA MASCANDO MUITO O FREIO E ESTA COM DIFICULDADE PARA ESPINAR PARA A DIREITA ENCOSTO NO PESCOÇO E PUCHO LEVEMENTE PARA A DIREITA DAI ELE ESPINA UM POUCO COM DIFICULDADE JA PARA A ESQUERDA COMSEGUE COM FAÇILIDADE E NAO QUER MAIS ESBARRAR ESTOU COM ELE A UM MES E JA VEIO ASSIM LENDO OS AS PERGUNTAS JA VI QUE COMETI UM ERRO TROCAR DE FREIO.. DUAS VEZES … NAO SEI OQUE FAZER SO SEI QUE NAO FORÇO ELE PARA NAO CAUZAR MAIS PREJUIJO SE PUDER ME RESPONDER ESTOU GRATO

  47. Douglas says:

    Olá, tenho um cavalo de 5 anos cria de égua crioula com quarto de milha. O cavalo e manso , obediente , porém não consigo laçar nele por que ao correr ele joga as patas da frente pra cima , e erguendo um pouco a cabeça , causando um desequilíbrio e dificultando demais ao laçar , queria saber se isso é característica do animal ou tem como fazer algo , tendo em vista que a égua mãe tem as mesmas atitudes

  48. José Luiz, tenho um cavalo que provem da raça mangalarga marchador, ele está com dificuldade de colocação de cabeça quando montado. Será que essa má colocação de cabeça implica com a colocação da calda do animal ? Há, ele também é muito nervoso, também ajuda nessa má colocação ?
    GRATO

  49. ola boa tarde? Tenho um cavalo que ele está batendo os és nas maos que chega estalar ferradura como eu faço para acabar com esse problema?

  50. Júnior Ribeiro says:

    Olá bom dia. Parabéns e obrigado pela riqueza de informações que vc deixa neste espaço a serviço de todos.
    A minha questão é a seguinte: Tenho um Mangalarga de 6 anos, muito dócil, marchado de centro, muito certo de boca. Porém, não consigo trabalhar o recuo deste animal? Onde moro no interior de minas, fazemos muitas cavalgadas, passamos por muitas porteiras. E é neste momento que preciso do recuo do animal, mas não estamos na mesma linha de comunicação(rsrsrs). Seria um caminho eu ter novamente sessoes de Charreteamento com ele? O quem vc me indicaria para ensinar a recuar?

  51. Diego Ribeiro says:

    José Luiz, primeiramente muito bom seu artigo.
    Tenho um problema com uma égua, ela tem 5 anos seu pai é pequira e a mãe mangalarga, já monto nela a uns 2 anos participo de concursos de marchas, porém ela é ponteira, e sempre os juízes do concurso fala que ele precisa ter um posicionamento de cabeça melhor. Quando domaram ela não fez a doma no chão já foi direto pra sela, um amigo que trabalha em um Haras mandou fazer uns exercícios a passo, trote e galope mas não vejo muito resultado. Gostaria de saber o que fazer para melhorar o flexionamento dela, será que refazer a doma desde chão??

    Uso nela bridão inox com salivador bem leve.
    Aguardo retorno.

  52. SOLON ESTRELA VILAS BOAS says:

    Boa tarde José Luiz!

    Tenho um Mangolino de 3 anos e 6 meses que foi domado a uns 6 meses, porem ficou 60 dias sem montaria. Ele já esta atendendo aos comandos da direita , esquerda , marchando bem , esta com os arreios leves no andamento. porem esta com a cabeça dura na hora de parar, baixando a nuca e colocando a boca quase no peito para se defender da bride de bocado que é leve, as vezes tenta impinar quando esta afastando.Já tentei algumas articuladas mas piorou, tentei uma mais pesada de bocado, mas castigou muito a boca.como devo proceder? A freqüência de montaria que ele esta tendo agora é sempre aos sábados e domingos. Desde já agradeço a presteza!

    • José Luiz Jorge says:

      Caro Solon
      Agradeço a visita ao site e a questão enviada.
      A reação de defesa da boca, é porque a musculatura da nuca não foi feita a contento – o pessoal costuma fazer a doma de cima, apressa as etapas. E ai o cavalo ficou dois meses sem trabalhar vai para essa atitude de evitar o contato.
      Eu voltaria com ele para o trabalho de chão, com um bridão leve, de argola (chantilly) e rédeas longas com selote de doma e rédeas auxiliares. Trabalho um mês de baixo – para fazer alongamento da musculatura superior dorsal do pescoço e da nuca e a partir desse charreteamento ele vai aprendendo a alongar o o pescoço, colocar a cabeça corretamente – nariz perpendicular ao solo – e quanto mais alongado, menos dor, portanto menos fuga.
      Como ele já foi domado de cima, você pode alternar, 15 a 20 minutos de charreteamento e depois monta uma hora no máximo.
      Isso deve permanecer um mês mais ou menos mas eu faria três vezes por semana, exemplo, terça quinta e sábado. O aprendizado deve ser calmo no tempo do cavalo, sem estresse e sem confronto com ele.
      A questão do recuo, empinar, não é da embocadura mas do trabalho de equitação, precisa trabalhar melhor as ajudas de pernas. O cavalo esta aprendendo. Pode-se dentro do redondel, montar e alguém calmo e bem preparado puxar ele ou sair andando na frente, bem como pode-se montar e pedir a alguém que tenha cavalo experiente, calmo, sem bardas, sair junto, esse cavalo guia ajuda ele a criar confiança também.

      Espero ter sido útil, qualquer coisa estou à disposição

  53. Luciano Zanotti says:

    Boa noite José Luiz, eu tenho um cavalo crioulo com 3 anos ainda bagual, ele ja foi domado, uso rotineiramente para provas de laço, e esporadicamente em cavalgadas curtas. O problema é que ele sempre tenta pegar o freio com a boca, ele encolhe a cabeçada e tenta morder o freio, e também quando vira a rédea para um dos lados ele obedece mas começa a abrir a boca e balançar a cabeça tentando se livrar do freio. Eu uso nele um freio leve, e ja testei alguns mais pesados, mas sem sucesso. Estou pensando em usar um bridão…eu comprei esse potro ja domado mas ele era muito estressado e nao deixava encilhar, coiceava etc.. então mandei para uma redoma e deixei por uns 60 dias mas esse problema da boca persiste.. o domador disse-me que meu cavalo é muito “doce” de boca.. qual sua opiniao? Desde ja agradeço!!

  54. Caio Putini says:

    Boa Noite Jose Luiz.
    Tenho uma egua de aproximente 10 anos mangolina e muito boa de marcha estou usando um freio agua choca e tem horas principalmente nas paradas ela quer carregar e tambem nao consigo fazer ela afastar poderia me ajudar me dando alguma dica de qual freio usar ou alguma tecnica? Obrigado

    • José Luiz Jorge says:

      Caio desculpe a demora em te responder. eu pessoalmente não gosto muito do agua choca, acho que é pesado e pede um cavaleiro com a mão firme mas não bruto, que não se apoie na boca. cavalos aprendem no alivio da pressão que precisar ocorrer no exato instante que ela começa a responder certo. O recuo se obtem melhor com alivio do contato da sua perna, depois do alto (parada), você abre a perna e desloca o peso para tras e ela deve começar a recuar por si mesma, podendo ser incentivada com um leve movimento de serra (alternando as mãos para frente e para trás, quando ela começar a recuar, alivia).

  55. Flavio says:

    Olá, José luiz,

    Estou com um cavalo Bh de salto recem comprado com 6 anos, porém sem trabalho algum, estou reiniciando o trabalho dele ao passo e trote, porém ele esta pendurando a boca e capotando a cabeça, efeito de embocadura forte no passado, de imediato já troquei a embocadura por um bridão chantily fino e de cobre, e gostaria da sua opinião com relação ao bridão e ao trabalho que deve ser executado.

    Um abraço

    • José Luiz Jorge says:

      Caro Flavio,
      Você me parece estar no caminho certo. O trabalho pode ser retomado desde a base, trabalhando do chão com rédeas longas, trabalhando a formação da nuca e da boca, e ensinando de baixo a flexão de pescoço, (ponta do focinho vem na paleta e volta), primeiro sem tirar as patas traseiras do chão e depois flexionando as de trás cruzando as mesmas (desengajamento), necessário a animais de salto e pista. depois de um mês refazendo a mente dela do chão, pode-se ir introduzindo outros desafios como saltar pequenos fardos de feno, (alongamento da região lombar e dorsal), evoluindo para pequenos obstáculos, para então passar a fazer isso de cima. essa fase inicial é ainda mais necessária porque ela antes de realizar trabalhos mais exigentes, precisa ganhar condicionamento físico e aeróbico, como ocorre com a gente. feita a base, eu recomendo que ela vá para um local de treinamento sério e uma das pessoas que pode te ajudar no hipismo clássico, se no estado de SP é Claudia Lechonsky que você pode contactar pelo FB. boa sorte

  56. mateus junqueira says:

    olá acabei de compra um cavalo de uns 3 anos e meio…
    ele foi amansado mais ficou um tempo sem ngm andar nele… fui andar nele mas ele n esta respondendo direito na boca… estou com um bridao pequeno mas ele fica balançando a cabeça quando o paro e n vira direito.. como faço pra acertar a boca dele??

    • José Luiz Jorge says:

      Mateus, a base do problema que você enfrenta é a mesma deficiência na iniciação do cavalo que a maioria enfrenta, porque não escolarização o cavalo do chão. se puder, da uma lida no comentário que respondi acima que pode ajudar você. como seu cavalo é novo, ainda poderia ser feito o trabalho de chão, para formar a musculatura da nuca e pescoço, as flexões laterais e o recuo. estamos nesse momento preparando um potro Mangalarga com essa idade. se você estiver em SP, poderá vir aqui para acompanhar o que estamos fazendo e aplicar em seu cavalo. sempre insisto que a questão não pode ser resolvida na base de uma técnica e uma receita, cada cavalo é único, tem sua historia e um tempo de resposta próprio. Caso esteja longe da gente, utilize o youtube onde cavaleiros experientes daqui e de fora tem postado boas referencias.

  57. leandro costa says:

    Boa noite José luis!
    Comprei um cavalo mangalarga de 8 anos e adorei este animal quando vi porem quando montei observei que o mesmo estava muito nervoso ,parece que estava sofrendo um estresse muito grande .gostaria da sua ajuda para tirar algumas manias como :vou montar e ele ja sai andando,quero que ele pare e ele começa a andar de lado para não parar,quando toco no abridão ele pontera ,quando vou parar ele não para com facilidade tenho que fazer uma pressão maior e com isso ele levanta a cabeça,quando vou recuar ele recua alguns passos mais se firmar a rédea ele que crescer.
    algumas coisas que já estou fazendo :já chamei um veterinário e ele fez a odontologia do animal com isto melhorou um pouco e entregou mais a cabeça ¨ou seja curvou o pescoço um pouco mais¨, e monto sem nada de vara ou espora ou coisa parecida .gostaria tbm uma dica de cursos de rédia e se me indica alguma literatura e dvd. desde já agradeço.

    • José Luiz Jorge says:

      Olá Leandro, obrigado pela visita ao site, pela leitura do artigo e pelo seu comentário com as questões apresentadas. Todos estes comportamentos relatados por você, infelizmente comuns em muitos cavalos de sela, acontecem por que na iniciação do cavalo as pessoas não se dedicam a formar o cavalo do chão, a chamada doma de baixo que é a hora em que podemos formar a musculatura de nuca e pescoço, necessária para ele suportar a ação da embocadura e de rédea para ele colocar corretamente a cabeça. Ele só vai suportar esse trabalho quando alongar essa musculatura. Hoje com oito anos ainda é possível, mas ele teria de ser trabalhado do chão por um ou dois meses, se possível todos os dias por 15 minutos. Nesse trabalho do chão volta-se a trabalhar engajamento, desengajamento, flexão lateral para os dois lados e recuo. depois destes quinze minutos, vai para a sela e mantém o trabalho no piquete. Muita gente que ainda se diz domador, acha que cavalo é montar e andar pra frente. Mas não, o cavalo de sela, se você vai para um trilha, no campo ou na estrada tem que responder a todos os comandos de acordo com a situação. exemplo, parar e se manter parado. Isso também pode ser arrumado do chão, seria o caso de “refazer a mente do seu cavalo” para ele aprender um novo padrão de respostas, e aqui algumas dicas. 1) o cavalo tem direito de se defender do que causa dor e medo nele. cabe a nós pela confiança mostrar que no alivio da pressão, a dor não faz parte do acordo com ele. 2) o cavalo aprende no alivio da pressão. você pede, no exato instante em que ele começa a responder você alivia e confirma a ele que é isso que você quer. Três repetições de uma confirmação errada (manter ele sob pressão todo o tempo, por exemplo) ensinam a ele que queremos aquele mau comportamento, além de desorientar o cavalo, porque nunca alivia então ele não sabe o que o cavaleiro quer dele. Para ele, o trabalho está um inferno, ele pede por favor para alguém aliviar quando ele da alguma resposta. 3) rédeas é uma arte na equitação, mas a maioria das pessoas pensa que a questão se resolve na boca do cavalo. Engano. Rédeas exige um excelente trabalho de pernas e de conhecimento para transferência de peso do conjunto. Tem um artigo que falo sobre centro de gravidade, está no site, que ajuda a compreender isso. Um exemplo, você está indo adiante, dá um alto e em seguida alivia o contato das pernas transferindo o peso para trás e ele vai recuar. Os Mangalarga por seu temperamento sanguíneo, e pela má iniciação que muitos recebem, desde a doma, o cara coloca o pé no estribo, o cavalo sai andando e o tal “domador” quer ser mais rápido e pula pra cima com o cavalo andando. Eles ensinam o cavalo a fazer isso, de novo, repetem erros que ensinam o cavalo a fazer isso. Você quando for montar, puxa um pouco mais a rédea de fora, poe o pe no estribo. ele quer sair você puxa mais aquela rédea e não sobe fica com o pe no estribo, quando ele para vc passa o pé, apenas quando ele parar você monta. as vezes ele roda, você roda junto, puxa mais a rédea de fora, vai acompanhando (“uma dança”), logo a seguir ele pára. quando parar sobe. repita isso de preferencia dentro de um redondel ou piquete muitas vezes. Pode ainda subir com um pé, mantendo ele parado com aquela rédea de fora, fica em pé no estribo e desce. repete isso varias vezes. depois que ficar de pé e não passar a outra perna varias vezes, ele vai ficar parado para você subir. Estuda mais sobre a base da equitação, equilíbrio e ajuda de pernas. Você pode achar coisas boas no youtube, com mestres de rédea como Jango Salgado. Mas penso que a relação com cvalo pede que a gente refine a sensibilidade, a intuição de ler seu cavalo, precisa de alma, e pelo dvd você se resume a técnicas que nem sempre se aplicam como receitas de bolo.

  58. André says:

    Tenho um Cavalo de 3 anos garanhão já domado, o mesmo só sai madrinhado e se no caminho esbarrar com uma egua empaca e não a modo de tira-lo como tirar esse barda, ou o unico modo será capa-lo?

    • José Luiz Jorge says:

      Ola André, obrigado pela visita ao site e pela questão. Penso que temos dois tipos de questão a serem tratadas com seu Cavalo. Um é uma escolarização insuficiente, (na doma) que faz o cavalo sair com a barda de só sair amadrinhado. Você não mencionou quantas vezes por semana está trabalhando com ele. Aqui na fase de escolarização trabalhamos todos os dias, ainda que no começo entre 20 a 30 min. depois 30 a 40m. até que ao final ele já trabalha uma hora sendo preparado para ser um cavalo de sela ou de trabalho. sobre isso posso dizer que falta trabalhar mais, não sei se ele foi feito do chão antes de ser montado, não sei se ele foi ensinado dentro do respeito à sua linguagem e natureza ou se foi pela tradicional, com relho, espora, peia, etc. tudo isso muda o comportamento do Cavalo em relação ao trabalho, se para ele é uma coisa boa estar ao seu lado, ou se vem uma memória de dor e castigos sem que ele entendesse o por que? até mesmo porque nada justifica violência na escolarização. Não posso afirmar que houve isso, mas posso tirar do que você escreveu que ele não foi ensinado que trabalhar junto não vai lhe causar perigo nem dor e ele amuou. eu diria que precisa ser refeita a base mental dele, ou seja voltar ao redondel ou piquete, ser charreteado do chão, trabalhar as flexões laterais, aprender a engajar e desengajar, trazer o nariz a paleta sem virar todo o corpo, voltar, repetir para um lado e outro, cavalos com a mente flexível também respondem melhor com corpo flexível. Domar não é, não pode ser, aceitar a tralha, aceitar o cavaleiro de um jeito ou de outro e andar pra frente. Outra coisa que o cavaleiro que liderar seu cavalo e permitir que ele repita três comportamentos não desejados e na hora que ele empaca – volta para trás, acaba gravando na mente dele que é isso que é para ser feito, porque o cavalo aprende no alivio da pressão. E ai começa sim a ter um problema por desconhecimento da linguagem dele, de como e o que ele comunica. Agora o segundo tipo de questão: você quer o cavalo para qual uso? ele deverá ser reprodutor, é um garanhão com boa genética, registrado, que servirá como cabeceira de plantel de éguas? um garanhão tem uma função diferente do que ser cavalo de sela e uso. ele deve cobrir entre 5 e 8 éguas por ano, viver super bem alimentado, vitaminado para cumprir sua tarefa de reprodutor. E isso não digo para o seu Cavalo. Vale para todos. Quem não será reprodutor de cabeceira, aqueles três ou quatro garanhões de um plantel de 80 a 100 éguas, não precisa ficar inteiro. E pelo bem do Cavalo. Você quer falar mais alto que a biologia, que o instinto dele. Ficam aquelas duas bombas de hormônios criando situações e ele não pode usá-las. Você tem sorte dele ser novo e ficar empacado. Fosse um cavalo mais velho, ou que já tivesse coberto uma égua e ele passaria por qualquer cerca, por qualquer obstáculo para chegar na égua. Agora estamos entrando de novo na estação de monta, entre a primavera e o verão. época do ano que as éguas entram no cio com frequência. Num pasto com éguas, num passeio em que alguém esteja em uma égua poderá ocorrer acidente indesejável. Então, sem nada a ver com a barda, porque ele empaca porque foi mal iniciado por alguém, você deve capa-lo com um medico veterinário, anestesia, sem brutalidade, para não piorar a situação dele, no caso de você não pretender utiliza-lo como reprodutor. Se, ao contrário, ele tiver as características da raça que você gosta, se ele for garanhão, então arrume outro cavalo para sua montaria de lazer ou trabalho e deixe ele cumprir a tarefa dele. boa sorte, boas cavalgadas.

  59. fernando moreira says:

    ola boa boite, gostaria de saber que método uso para evitar brigas entre cavalos, comprei um cavalo a 2 semanas e nao consigo deixar junto com outro que tenho a 5 anos, eles brigão muito, o detalhe é que os dois sao castrados.
    aguardo resposta desde ja obrigado.

    • José Luiz Jorge says:

      Olá Fernando, boa questão sobre comportamento. cavalos na natureza são predados, são animais de manada, não consolidam richas para sempre como, por exemplo, ocorrem com cachorros (predadores na natureza). O que podemos, de longe, especular é que se trata de uma adaptação no local. Você não mencionou, por exemplo, se ficam a campo em piquete, me parece que essa é a intenção, se a briga é na hora de passar o trato (ração) ou se é um pega geral todo o tempo. Recomendo no começo colocar os cochos separados e distantes. seria bom na hora do trato uma pessoa passar o trato e um no cabresto (buçal) e outra pessoa passar o trato a outro da mesma forma. dia a dia diminuir um pouco essa distancia. Mais tarde, em outro momento, de novo duas pessoas, cada uma com um dos cavalos, trabalharem eles na guia no mesmo piquete favorecendo uma aproximação controlada e no tempo deles. Cavalos, quando em manadas, não aceitam de imediato a entrada de um novo membro no grupo a ponto dele chegar e ir pastejar junto. Às vezes até o novo membro ser aceito em um grupo demora um tempo. É estranho que um só tenha dificuldade de aceitar o outro, a menos que o cavalo que está há mais tempo com você sempre tenha vivido só e desde pequeno. Mas isso é superado porque com paciência a natureza gregária deles falará mais alto. Eu sugeri uma aproximação controlada apenas para poupá-los de algumas escoriações, decorrentes de coices ou mordeduras, que fazem parte da comunicação entre eles na natureza. E digo mesmo que a hora da alimentação é um bom começo, cada qual tem que sentir que comerá tranquilo, mesmo como outro por perto e aí é que podemos manejar um pouco mais. Até que depois, com a participação de outra pessoa, tranquila na lida do cavalo, ao seu lado possa ajudar a prepara-los para cavalgarem juntos, lado a lado. boa sorte, se precisar seguimos daqui.

  60. Celso Zambel Neto says:

    Caro mestre, que prazer em encontrar essa profusão de ensinamentos,obrigado por mim e por todos os que amam cavalos. Mas como todos estou com problemas, depois de muitos anos tentando, consegui agora comprar meu cavalo, não é exatamente como sonhei mas é um belo manga larga de aproximadamente 10 anos, um enorme animal que quando estiver bem deverá chegar aos 520 Kgs com 1,70 de cernelha,no momento está com 420Kgs, sem montar é um doce amoroso, montando vira um maluco que só quer correr, apesar de uma marcha boa e de obedecer comandos de direita e esquerda, não para, isso mesmo não para, posso puxar a rédea, afrouxar puxar para baixo e nada é uma força incrível quer tenho que fazer para parar.Parece não sentir o freio, mas se for assim como para virar é extremamente facil ? Estou usando arreios emprestados mas mesmo com o outro dono percebi o mesmo problema, O que devo usar,agua choca, bridão, peso 100 kgs e ele parece não se importar.
    Tem um video dele com o antigo dono no You Tube com o titulo, “manga larga bem quente” por favor me ajude, preciso ter sucesso com meu sonho.Outra observação ele sua muinto com 15 minutos de trabalho, parece que tem uma torneira aberta saindo de todas as partes do corpo um verdadeiro cavalo de gelo. Desde Já obrigado.
    Celso Ligun

    • José Luiz Jorge says:

      Caro Celso, obrigado pela visita ao site, pelos teus comentários e pela questão que você traz, que com certeza não é apenas sua. Posso te contar que me tornei um horseman e dedico há quase vinte anos a maior parte do meu tempo a melhorar a vida dos cavalos e a relação das pessoas com eles, por uma razão muito parecida com a sua experiência atual. Eu também comprei naquela época um potranco de 4 anos e meio, mangalarga das linhagens de base, (Abaré, Fogo, e Sheik) que por excelência são francos, e dispostos, mas extremamente sanguíneos, pela inserção do sangue do PSI (Puro Sangue Inglês) em parte da tropa Mangalarga no estado de SP desde o final do sec, XIX até bons meados do XX. Resultou nisso, Cavalos muito altos, quentes e que “fazem de 0 a 100 em 4s”. Haja sistema ABS. Mas são cavalos desafiadores no sentido de que temos que criar meio e condições de estabelecer com eles relações de confiança e parceria e não de medo e fuga. Sim é isso que faz eles partirem nessa correria insana. Muitos donos, cavaleiros de fim de semana, por desorientação acham que é um espetáculo o cavalo estourar os boletos e tendões de tanto bater forte os cascos no chão (pisador- eles chamam), e emplastram o cavalo de suar, gastar uma enorme energia sem resultado porque contem a boca e no mais das vezes picam a espora enquanto seguram, agindo de modo errado em cima e em baixo.
      Isso não é confortável e divertido para o cavalo, é sofrimento que ele quer se livrar o mais rápido possível, e mesmo que tenha sido condicionado até essa idade desse modo, com muita dedicação e paciência, você pode mudar aos poucos.
      Mas, além disso, ele pode estar suando com 15 minutos de trabalho por estar sem condicionamento físico e fora de forma, portanto solta litros de agua para tentar esfriar o corpo. Depois do trabalho, esfrie bastante tempo as patas dos joelhos para baixo, de um bom banho e ofereça sal mineral para equinos (centauro fos-da Guabi é o que usamos aqui), no cocho semanalmente para repor o que ele perde.
      Você precisa adotar um programa de trabalho de condicionamento dele, parte do tempo feito do chão e parte montado.
      para melhorar um cavalo com o perfil do seu é importante o local ter um redondel onde em sessões de 15m no começo aumentando para 20, 30 e 40m, você faça com ou sem guia ele trabalhar, primeiro um aquecimento, depois um galope leve, marcha trotada e passo para terminar.
      esse trabalho, seria ideal todos os dias, mas não sei se vc pode – então no mínimo três x semana. É importante você ler o material que vou passar no seu e-mail – extrai da apostila dos cursos que damos aqui e tb está no meu livro – entender que o horsemanhsip se baseia na capacidade de ler e sentir seu cavalo, pelo feeling (intuição-sensibilidade), respeitar o tempo de resposta dele e então solicitar o que quer de forma clara, na linguagem dele, o chamadp “balance”. Entender que cavalos tem direito de usar seu instinto de autopreservação em relação a nós, até que sinta que não estará ameaçado ao seu lado ou trabalhando com vc, mas isso tb está no texto do e-mail, porque tem pessoas que confundem isso com mimos ou dengo que acaba de estragar tudo. ser firme, claro e franco sem ser violento e sem agredir nunca, é disso que falo.
      entender ainda que cavalos aprendem quando você solicita e ao sentir o exato instante que ele quer tentar te atender, você alivia a pressão. Cavalos aprendem no alivio da pressão porque sempre é isso que ele busca, conforto, segurança, proteção. ele não quer confrontar com você, ele pede uma saída e as pessoas não dão, na maioria dos casos.
      A reação da boca que ele tem é defesa. Então se você der uma rápida olhada nos posts das pessoas nesse artigo verá que dezenas perguntam sobre a melhor embocadura para conter o cavalo e tenho respondido ultimamente que a melhor coisa é melhorar a qualidade da equitação. (veja o artigo mais recente tb, “cavalos não são maquinas e não vem com manual”. Parar o cavalo implica em conhecer o centro de gravidade do conjunto, sentar bem no cavalo e transferir o peso. não é exatamente na boca que paramos o cavalo, e o nome “freio” para um certo tipo de embocadura contribuiu para criar essa cultura. Pode-se até usar um água choca, mas com “mãos de pianista”. está pronto para isso? a maioria troca de embocadura, por mais pesadas (as mais finas), as mais agressivas (com pernas mais longas), e nada resolve, o cavalo continuará cada vez mais a defender a boca, vai criar calos, e fazer cada vez mais força contrária e nesse impasse, como em outros, se ele descobrir a força que tem, sempre vai ganhar. Mas não estamos querendo competir contra ele para ver quem pode ser mais violento e agressivo. Queremos cooperação, conforto mental para ambos. Existem alternativas e ajudas que as pessoas lançam mão, como usar 4 rédeas, gamarra, virar o cavalo cada vez que ele tentar disparar, mas o trabalho de base, o uso de charreteamento do chão com rédeas longas (5 metros) dentro do redondel, ou piquete, ajudam a alongar músculos da nuca e pescoço e ele pode trabalhar bem até mesmo com bridão pellian (articulado) de perna curta. Depende de quanto tempo, dedicação, paciência e compreensão você puder ter com ele. Se estiver no estado de SP e quiser alguma orientação quanto ao equipamento, arreios, etc, me mande um e-mail pelo fale conosco do site. Bom trabalho e boas cavalgadas.

  61. carlos arthur says:

    olá tenho uma potra de 2 anos comecei a montar nela agora mas estou na duvida se já posso começar a usar o bridão pois o animal ainda não fez muda me falaram que se usar bridão ela perde a muda estou usando o ´´cabeção“ [cortadeira] para trabalhar com o animal ela ate responde bem mas as vezes o cabeção corta o focinho dela e eu não queria maltratar o ´´animal“ queria algumas dicas se puder me ajudar agradeço

    • José Luiz Jorge says:

      Obrigado pela visita ao site e pelo comentário enviado buscando a melhor informação para o manejo da sua potra.

      Voce não mencionou a raça e a atividade que vai usar a potra, mas pelo equipamento que vc falou, acho que talvez seja quarto de milha e talvez faça vaquejada, porque é onde mais se usa esse absurdo chamado cabeção, cortadeira, professora ou etc.
      Voce mesmo percebeu que isso agride demais o chanfro (parte superior do focinho do cavalo) e é de verdade em muitos locais já considerado maus tratos ao cavalo.
      Aqui nosso costume é iniciar os potros com 3 anos. Penso que dois anos é cedo demais porque ela ainda é como uma adolescente e é cedo demais para causar dor enquanto treina ou trabalha porque queremos sempre um cavalo parceiro, que goste do que faz e de o melhor de si, como atleta quando chamamos para uma pista ou uma cavalgada.
      De fato, embocadura antes da muda pode ser prejudicial, talvez por isso mesmo, a gente escolariza o potro depois dos três, porque já está mais pronto.
      Mas, como o que tinha de ser feito já foi feito, o que eu posso sugerir a você é que em vez do cabeçao de metal serrilhado, você usa com ela o hackamore, que é bem parecido, mas é uma tira de couro forrada de feltro que vai por cima do nariz e para aumentar o efeito, use um de “pernas mais longas”, como o pessoal das provas de tambor utiliza.
      Nessa idade, até os três anos, fazemos muito a chamada doma de chão, com rédeas longas (vc viu na foto?) – com rédeas auxiliares que ajudam a fazer a musculatura na nuca e pescoço para ela suportar depois a encurvatura que a ação das rédeas, (quando montada) vai exigir. É quando aproveitamos para ensinar do chão a flexão de pescoço, para um lado e outro, tazendo a ponta do nariz até a paleta e soltando como um exercício de alongamento, depois do charretamento. Depois ensinamos a desengajar os posteriores quando você, do chão contem a cabeça com o cabo do cabresto na mao e faz ela ir virando sobre uma das mãos e cruzando as patas de trás enquanto vira para um lado e depois para o outro.
      Nos EUA o trabalho de base, como é chamada lá a doma de baixo é uma regra geral e aqui pouca gente se dedica a isso, mas o fato é que depois disso, todos os comandos dados de cima serão melhor compreendidos e executados pela potra.
      Boa sorte e boas cavalgadas…. ah se você dispensar esse cabeção o mundo do cavalo agradece.

  62. Eliezer says:

    Boa noite!
    Recentemente comprei um potro lusitano de de 5 anos muito bonito, macio de sela e calmo. Infelizmente o criador tinha um peão que inciou o mesmo, porem deixou marcas que estamos tendo dificuldades para acertar.
    Basicamente são dois problemas:
    1 – ele é pesado de boca e temos dificuldade de flexionar o mesmo, com cuidado, começamos com um bridão fino e deu bom resultado, posteriormente passamos para um freio bridão “machadinho”, ficou bom por algum tempo, mas ele praticamente voltou ao ponto inicial.
    2 – tambem por um tempo após já estarmos usando o freio bridão, ele pesava mais para a esquerda, quase andava com a cabeça um pouco virada para a direita, recentemente isso se inverteu e hoje ele pesa mais na mão direita.
    Sei que é dificil fazer uma avaliação sem ver pessoalmente, mas ajudaria se tiver alguma dica.

    • José Luiz Jorge says:

      Bom dia Eliezer, agradeço sua visita ao site, seus comentários e também sua questão. Agora também temos como nos falar pelo Facebook. Primeiro, quero dizer que é ótimo pesquisar e buscar conhecimentos para poder dedicar e construir uma boa forma de trabalhar com seu potro. A minha história foi semelhante, mas com um potranco Mangalarga e a ele devo ter embarcado nessa viagem fantástica para conhecer e interagir com a mente e o espírito dos Cavalos.
      É fato que sem ver o animal, pessoalmente ou mesmo um vídeo, as opiniões são limitadas e levam a algumas possíveis abordagens- tateando o caminho, porque quando estamos juntos com o Cavalo, o uso do feeling nos permite ler e sentir o cavalo e suas tentativas de responder a essa ou aquela solicitação. Eu pessoalmente não gosto de mudar muito as embocaduras, cada mudança implica em um período de adaptação, depende mais da sensibilidade das mãos do cavaleiro ainda.
      Caberia chamar um veterinário especializado em dentes, observar como está a mesa, se está regular, se ele tem dente de lobo do lado que defende mais, se está com pontas e como estão os pré molares dele. descartados problemas dentários, então vamos ao próximo ponto:
      Apesar de que no Lusitano é habitual fazer-se o charreteamento desde o chão, durante um tempo antes da doma de cima, pelo que você relata sobre ele, me parece que essa fase pode ou não ter sido feito ou ter sido feita apressadamente. quero que você me confirme isso, pois é justamente do chão que criamos a musculatura dorsal superior do pescoço que suportará a curvatura necessária para uma boa colocação de cabeça no trabalho. Nada impede que isso venha a ser feito agora, e eu sou um tanto conservador quanto à embocaduras, inicio a primeira apresentação de um bridão, com um “Chantilly” (argola e barra articulada grossa) por ser mais leve, posteriormente, dependendo do Cavalo, raça, uso a que se destina, vou para os “Pellians”, variando o tamanho da perna (exemplo, QM de tambor-pernas longas) um marchador (perna curta) um cavalo mais sanguíneo e energizado, pode-se usar mesmo com um Pellian, o francalete que demanda um preparo maior do cavaleiro, porque terá a ação de freio e de bridão. Escolha um que na sua avaliação ele se deu melhor e retorne ou inicie um período de charreteamento, do chão, com rédeas auxiliares presas à cilha, começando com 15 min dia, evoluindo para 20, 30 e não mais do que 40. nessas ultimas fases não apenas para frente, mas contornando cones, tambores, circuitos alternados á direita e à esquerda. Ao encerrar a sessão de charreteamento que alonga a musculatura superior do pescoço, do chão exercite flexões e desengajamento de posteriores, promovendo depois um relaxamento muscular, fazendo à guia que ele salte pequenos obstáculos como fardos de feno, troncos entre 30 e 50 cm. Boa sorte e boas cavalgadas.

  63. José Luiz Jorge says:

    Olá Juliano,
    você pode dar uma percorrida nesses cento e poucos posts que as pessoas enviaram em cima deste texto porque vai encontrar diversas possibilidades de atuar, Sugiro que leia tb o artigo sobre centro de gravidade do conjunto e abaixe um pouco mais as mãos quando estiver trabalhando montado, trazendo-as para a lateral da cabeça da sela, pouco acima dos joelhos, – pode ainda dentro do piquete ou redondel por quinze minutos em cada sessão, trabalhar com uma gamarra, e depois quando for para a externas ou cavalgadas retirar. na maioria das vezes isso acontece porque falta alongamento na musculatura na nuca e pescoço e ela não suporta a dor quando solicita que ela coloque o nariz perpendicular ao chão. Isso acontece porque poucos fazem na fase da doma (escolarização) a construção dessa musculatura com o trabalho de chão, ou de base, com o charreteamento, querem resolver tudo de cima e criam cavalos com músculos mal conformados para o trabalho. isso ainda pode ser feito, você deve ter visto nas fotos deste artigo, sessões que começam com 15 minutos e sobem gradativamente- porque o charreteamento com uso de rédeas auxiliares, provocam o alongamento dessa musculatura. aproveite para trabalhar também a flexão de pescoço e paletas e o desengajamento dos posteriores.

  64. acaciomatos says:

    olá tenho um cavalo que quando eu puxo a redea prun lado ele começa a balança a cabeça e querer pular mais ele não pula e fica com a orelha pra trás o que eu posso fazer?
    como deixar ele bom de redea?

  65. José Luiz Jorge says:

    Bom dia sr Acacio
    Obrigado pela visita ao site e pela questão enviada.
    O sr disse ter um cavalo que quando aciona a redea para virar para um lado ele começa a balançar a cabeça e querer pular mais ele não pula e fica com a orelha pra trás o que pode estar causando isso?
    Bom, não sei em que fase da doma ele está. Se é um cavalo jovem, ou se é mais velho. Se estiver na fase da doma, e for jovem, sugiro que um veterinário examine os dentes. Pode ter um dente de lobo, a ser extraído, pode ter trocado as capas dos dentes de leite e estar desigual, pode precisar que o medico faça um degrau no primeiro pré molar para melhorar o encaixe da embocadura.
    Pode ainda estar acontecendo de o cavalo na doma ter sido pouco trabalhado ou não ter sido charreteado com rédea longa, o que é fundamental para desenvolver os músculos da parte de cima do pescoço e da nuca e quando não fazem isso, e vai direto para a doma de cima, quando montado, o cavaleiro aciona a rédea e faltam musculatura alongada no pescoço para suportar a pressão do acionamento.
    Eu recomendo além do dentista que o sr trabalhe mais o cavalo do chão, retome esse charreteamento desmontado para ele criar os músculos necessários ao pescoço e nuca. Leia no site o artigo que fala de fazer a boca e a nuca do cavalo.
    No entanto, pela sua indicação do incomodo que ele mostra ao balançar a cabeça, há boa chance de ser dente. Aqui uma égua simplesmente empinava quando virava para esquerda e era um dente de lobo na parte de cima antes do primeiro pré molar, ou seja um dente pequeno e sem esmalte que não são todos os cavalos que apresentam e que dói muito porque a embocadura pega em cima dele,
    Boa sorte com ele, se puder ser útil em mais alguma coisa, estou à disposição