Laminite: uma das doenças mais difíceis de ser tratada : Rancho São Miguel

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Posted by José Luiz Jorge | setembro - 23 - 2016 | 0 Comment

A ocorrência da Laminite, uma doença que faz o cavalo claudicar (mancar) e até perder um ou mais membros, em casos crônicos pode levar à eutanásia, era associada no passado a pôneis acima do peso, mas ela pode na verdade afetar cavalos de qualquer tamanho e idade.

Nessa doença, as lâminas que ligam a falange distal ao interior do casco enfraquecem. A falange distal, então, fica solta no interior do casco. Dessa forma, ela sofre rotação e algumas vezes até mesmo perfura a sola do casco. Ou causa o descolamento de todo casco. Isso acontece em casos de Laminite crônica.

laminite-7A fase inicial da Laminite é conhecida como fase aguda. Nesta, o cavalo desenvolve a doença, mas a falange distal ainda não está solta.

Fique atento a alterações de humor do cavalo. Ele pode ficar apático e o apetite pode ficar menor do que o normal.

O cavalo vai tentar evitar exercícios, pois caminhar causa dor. Ele também pode ficar em pé de um jeito diferente do normal numa tentativa de aliviar a dor. Por exemplo, ele pode empurrar as patas dianteiras para frente para diminuir o sofrimento (acampado).

laminite-5Observe alterações no andamento, tais como não ser capaz de virar com facilidade, principalmente em superfícies duras. Mesmo que ele pareça bem ao andar em solo macio, a maneira como ele anda nas superfícies duras é crucial para detectar o problema. Além disso, o cavalo pode querer trocar de uma pata para outra o tempo todo, rodando em torno de si mesmo, indicando claro desconforto.

De 24 a 48 horas entre os eventos ou condições que precipitaram a Laminite e o ponto, quando é evidente que o cavalo está com dor e manca, estas horas são conhecidas como o “período de silêncio”. Uma vez um cavalo começa a expor o desconforto dos sintomas de Laminite, a condição é impossível de reverter. Uma faixa de investigação sobre Laminite envolve investigação dos mecanismos metabólicos complexos no local de trabalho, durante o período de silêncio para que um dia possamos impedi-los de desencadear um conjunto  de eventos que levam à dor e à deformidade permanente dos cascos de um cavalo.

A bibliografia médica é extensa e evoluiu muito a compreensão sobre as diversas causas da doença.

Podemos resumir em alguns itens:

– Excesso de glicose no sangue

– Excesso no fornecimento de grãos

– Intoxicações decorrentes de cólicas agudas

– Intoxicações decorrentes de uso de corticoides em excesso

– Intoxicações por bactérias grã negativas

– Concussões na região da sola por excesso de exposição a solos muito duros

– Excesso extremo de trabalho, estresse,

– Alimentação irregular

Uma prolongada concussão contra uma superfície implacável, como asfalto, pode levar a uma condição comumente chamada “road founder” ou afundamento pelo piso. A força de cada passo literalmente puxa as lâminas da parede casco; Este é um exemplo em que um cavalo pode sofrer o afundamento direto sem ter tido Laminite. Simplesmente trotando ou marchando, se atravessar uma rua não causará o problema. A maioria dos cavalos que desenvolvem afundamento pelo piso viajaram trabalhando em estradas difíceis por muitos quilômetros durante dias ou trabalhou no asfalto ou terreno pedregoso sem a devida proteção em seus cascos.

laminite-3Um dos maiores danos à saúde do cavalo são os causados por aqueles que não consideram a necessidade de condicionamento físico adequado, e exigem demais do cavalo.

Outros, como os “especialistas de internet”, que não vivenciam o cavalo e apenas acessam conteúdo virtual e saem a campo fazendo experiências danosas a seus animais. Esses, os que acham que sabem aquilo que não sabem, ainda falam e publicam sobre bem-estar animal, fazem proselitismo, granjeiam apoio de outros bem-intencionados, e pensam ser plenamente controladores das reações fisiológicas e comportamentais de seus animais, via de regra, animais que compraram prontos, bem domados e dóceis.

Considero danosas essas pessoas, porque o cavalo nos ensina a rebaixar o ego inflado, a vivenciar e aprender em um dia de cada vez, considerando na pratica e não no discurso o bem-estar animal.

Nenhum neófito (iniciante) sem a vivência da lida com centenas ou milhares de animais e casos deve ditar “suas verdades ou opiniões pessoais, subjetivas”, baseadas no que acha, no que leu, como se fosse a mais nova autoridade no manejo dos equinos, porque quem vai pagar a conta é o cavalo. Não tem a confrontação com a prática para “pontificar” como certas as suas atitudes e julgar como errados os profissionais que vivem do e para o cavalo.

Quando se extrai o cavalo de seu habitat natural, e coloca-se o animal em um regime de uso anormal, os cuidados devem ser redobrados;

Esse tipo de gente discursa em nome de bem-estar, como por exemplo, na retirada de ferros dos pés, sem respeitarem um tempo mínimo de dois  a três anos para que as estruturas de sustentação sejam renovadas e em menos de quatro meses, expõe os animais a saídas em solo pedregoso, sem qualquer proteção, nem mesmo as chamadas botas ou tênis equestres. A Laminite, com toda sua severidade se manifesta em grau 1 e aí a “experiência” dos curiosos persiste, sem acatar sequer a necessidade de repouso que o caso requer…

Não há milagre a não ser prevenir e uma vez instalado o quadro da doença, também não há milagre no tratamento e nem ele pode ser abreviado. Papel, tela de micro, post em rede social aceitam qualquer besteirol. Cavalos de verdade, Não!

 Prevenindo a Laminite

 Não alimente o cavalo com muito carboidrato ou açúcar. Certas gramíneas são muito açucaradas para cavalos, o que impede a digestão do carboidrato. Geralmente as gramíneas na primavera e no outono são muito doces, assim como a grama cultivada especialmente para o gado. Embora os especialistas ainda desconheçam a razão, o excesso de carboidrato no corpo do cavalo pode levar à Laminite.

Evite alimentar o cavalo num pasto para gado e também evite deixá-lo pastar logo após uma geada. Além disso, o capim muito curto (brotos) pode ser muito rico em açúcar para um cavalo

Diminua o consumo de cereais. Embora os cavalos possam comer um pouco de cereais, procure não dar demais. Você deve, acima de tudo, limitar o consumo de cereais ricos em xarope de açúcar. Assim como a grama muito doce, o excesso de grãos pode gerar em um excesso de carboidratos no organismo, o que induz à Laminite.

Identifique os sinais de Laminite após alguma infecção.

Outras doenças podem levar à Laminite também, tal como a doença de Cushing. Sempre procure sinais de Laminite se o cavalo tiver a síndrome de Cushing.

(A síndrome de Cushing em Equinos é uma doença de caráter endócrino que atinge principalmente equinos com idade superior a 15 anos. É uma doença neuro degenerativa progressiva. Ocorre uma hiperplasia da glândula pituitária na sua parte intermediária, que pode inclusive evoluir para uma neoplasia ou adenoma de glândula pituitária que se estende pelos neurônios dopaminérgicos do hipotálamo até a glândula pituitária, essa hiperplasia, por sua vez, provoca um aumento na secreção do ACTH (hormônio adrenocorticotrófico). O ACTH atua sobre a secreção de hormônios da glândula suprarrenal, especificamente no córtex da     adrenal, estimulando esta glândula a produzir Androsterona, Cortisol e Andrógenos.   O cortisol é um hormônio que provoca principalmente nos equinos alterações sistêmicas bastante relevantes, pode-se citar o aumento na frequência cardíaca e respiratória, degradação dos tecidos pelo catabolismo proteico, e diminuição da imunidade do animal. Os equinos que apresentam essa síndrome invariavelmente poderão apresentar uma hipoperfusão periférica, com hipertensão tecidual.

O cortisol nesta espécie provoca um recrutamento do sangue periférico para órgãos mais importantes, como fígado, cérebro, coração, etc. esse recrutamento provoca uma diminuição na circulação do sangue nas extremidades, especialmente no casco dos equinos, provocando desta forma uma Laminite, neste animal. O diagnóstico precoce, consiste na observação dos sinais clínicos como imunossupressão e Laminite. Doenças da falta de imunidade como infecções recorrentes, catarro, gripes, abscessos, pneumonias e a Laminite. Animais com idade superior a 15 anos que apresentar essa sintomatologia clínica deve passar por esse diagnóstico diferencial.)

Veja se há ocorrência de Laminite depois de medicá-lo com corticosteroides. Se o animal fez um tratamento com esteroides, fique atento para os sintomas de Laminite. Deve-se prestar atenção principalmente quando ele tomar grandes doses

Não se esqueça de jeito nenhum de que esteroides e fenilbutazona não devem ser administradas em conjunto, pois isso pode ser fatal. Se o seu animal desenvolveu a Laminite depois de um tratamento com esteroides, fale com um veterinário antes de dar fenilbutazona para aliviar a dor.

Não deixe os cavalos correrem em terrenos duros. Outro fator que pode levar à Laminite é fazer com que os cavalos façam muito esforço em um solo duro, como concreto. Além disso, os equinos que estiverem acima do peso podem ter esta doença, pois o excesso de peso aumenta a pressão sobre os cascos.

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