Posted by José Luiz Jorge | julho - 29 - 2017 | 0 Comment

Este artigo conclui o anterior, baseado em trabalho de Tonja Dausend.
Este exercio, feito a passo é importante para o cavalo apreender, através do alongamento dorsal, e da sua espinha quando ele chega para o contato.
Este alongamento feito com qualidade ajuda a estabilizar sua coluna dando as condições para uma movimentação avante mais eficiente.

Se o pescoço fica encapotado demais o cavalo forma com a coluna um arco não natural para baixo e ele além de perder estabilidade, perde impulsão

O mesmo ocorre se ele se entorta e mesmo com a cabeça para cima a flexão errada abaixo da sua cernelha faz com você fique como que tentando empurrar um macarrão cozido para a frente a partir do final. O cavalo sem retidão também não avança.

Melhorando a condução, “amolecendo” a resistência da frente, boca nuca e pescoço

Há hoje muita gente falando em exercícios e treinos que pretendem um pescoço mais mole e a boca mais suave, dobrando o pescoço em várias direções, por muito tempo. Isso na verdade causa dores na base do pescoço (cernelha) desestabilizando isso sim o pescoço, retirando dele o ajuste ao centro de gravidade o que impede o cavalo de engajar os posteriores e aliviar os dianteiros.
Na natureza, o cavalo é suficientemente flexível para realizar o trabalho quando montado.o cavalo ao natural consegue por vezes usar a ponta do casco traseiro para coçar a orelha ou colocar a cabeça no quadril para tirar uma mosca. Então por quê muitos quando montados se tornam rígidos ou inflexíveis?
Porque refletem a tensão e ansiedade do seu cavaleiro, que o desequilibra e o deixa tenso e resistente também.

Siga esse roteiro de perguntas e respostas com seu cavalo

– Por que você está tão endurecido?
– Será que a minha rigidez de espáduas, ombros e mãos se reflete em Você?
– Estou sendo claro com o pedido das ajudas?
– Estou dando a você o tempo adequado de resposta?
– Meu contato de rédeas e pernas está sendo amigável e consistente? Ou é contraditório?
– Eu estando torto em cima da sela, estou entortando sua coluna?
– Voce confia nos meus comandos? Ou eles estão causando dores desnecessárias?
– Estou exigindo de você mais que sua capacidade física suporta?
– Estamos nos comportando como atletas de fim de semana, querendo bater recordes olímpicos?
Ao responder estas questões do ponto de vista do cavalo você tem um roteiro de treinamento e de auto correção do seu posicionamento para que pouco a pouco você pode ajudar o cavalo a reencontrar seu equilíbrio natural quando montado, parando com esse costume de fazer o que todos estão fazendo para ficar dobrando o pescoço dele em movimentos não naturais e dolorosos, para fazê-lo mais suave, quando na verdade o resultado é o oposto disso.
É o cavaleiro sem a correta postura e sem a correta instrução o maior responsável pela construção de um cavalo pesado, resistente, e rígido, porque ele tem que se defender de pressão errada o tempo todo.
Isso dura até que o cavaleiro/amazona descubra e reconheça o que nele, ou que ele faz que causa essa rigidez e ele mudando, o cavalo muda.
A partir daí com exercícios adequados, correta ajuda de pernas a comunicação entre os dois flui, e melhora a confiança do cavalo, equilíbrio e suavidade nos movimentos.
A verdadeira flexibilidade, mais próxima possível do natural, só ocorre quando o cavaleiro/amazona estão livres de tensão mental e física e aí sem bloqueios fica possível toda a energia percorrer livremente das patas traseiras por toda sua coluna, pescoço, nuca até a boca.
Como obter isso na prática?

Basta seguir a Pirâmide ou escala de formação a seguir


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